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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2023 — 2024 · Habitação

Cubatão/SP — Diagnóstico Socioeconômico da Vila Esperança

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o diagnóstico socioeconômico da Vila Esperança, em Cubatão, para a Prefeitura Municipal e suas Secretarias de Habitação e de Planejamento. Em 2023, a equipe selou e cadastrou as 8.801 edificações da comunidade e entrevistou 7.269 famílias. O volume único, publicado em 2024, compara 14 indicadores entre os 14 setores da Vila Esperança.

Vista ensolarada de Cubatão a partir da Serra do Mar, com morros verdes, a área industrial à beira da Via Anchieta e os manguezais ao fundo
Cubatão · SP

8.801 edificações cadastradas.
7.269 famílias entrevistadas.

Iniciativa
Prefeitura de Cubatão: Secretarias de Habitação e de Planejamento
Período
2023 a 2024
Setores
14, em 7 núcleos
Edificações
8.801 seladas e cadastradas
Famílias entrevistadas
7.269, com 16.989 pessoas
Relatórios
1 volume, 130 páginas

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Socioeconômico da Vila Esperança foi elaborado a partir da atualização cadastral dos imóveis e das famílias da comunidade, parte do Projeto de Urbanização Integrada e Reassentamento de Moradias em Áreas de Risco e Proteção Ambiental da Vila Esperança. Foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Cubatão, com a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) e a Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN), e contratado à Painel Pesquisas e Consultoria pelo Contrato nº 149/2023.

A Vila Esperança é um assentamento subnormal ao longo dos trilhos da antiga estrada de ferro Santos-Jundiaí, entre o bairro Vila Natal e a Rodovia dos Imigrantes. Ocupa área pública municipal, avança sobre faixas de domínio de ferrovia e rodovia e sobre aterros e palafitas no mangue, e o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) a classifica no grau 6, de vulnerabilidade muito alta. Seus 14 setores formam sete núcleos: Imigrantes, Vila Esperança 2, Morro do Índio, Sítio Novo, Ilha Bela, Vila Esperança 1 e Dom Pedro/Vila Caic.

O volume único traz a metodologia, o histórico do município e da comunidade, o projeto de urbanização e o plano de reassentamento, os indicadores de Cubatão comparados com os da Vila Esperança e os resultados do cadastro: edificações e moradores por setor, moradia e infraestrutura, o perfil das famílias e das pessoas, os rankings de indicadores e o escore Z de cada setor, e os comércios. Segundo o relatório, os resultados orientam a política habitacional e também a saúde, a assistência social, a educação, o meio ambiente e a infraestrutura.

O município
de Cubatão

Cubatão fica na Baixada Santista, a cerca de 59 km da capital, e é o único município da região que não é litorâneo. Entre os Censos de 2010 e 2022, sua população caiu 5,6%. Em 2010, o IDHM da Vila Esperança era 0,651, na faixa média, ante 0,737 do município.

habitantes
112.471
IBGE, Censo 2022
habitantes por km²
787,21
IBGE, 2022
IDHM, faixa alta: 330º entre os 645 municípios de São Paulo
0,737
Atlas Brasil, 2010
índice de Gini, ante 0,47 em 2000
0,45
Atlas Brasil, 2010
moradores por domicílio, ante 4,0 em 1991
2,8
IBGE, Censo 2022

Como foi
feito

Em fevereiro de 2023, o projeto foi apresentado às lideranças comunitárias da Vila Esperança. Um drone mapeou o território com precisão de 2 cm, e a planta cadastral, validada com as Secretarias de Habitação e de Planejamento, dividiu a comunidade em 14 setores, a partir dos setores existentes, da base de setores censitários do IBGE e do mapa da Prefeitura. Os Setores 5 e 14 reúnem as moradias da Via de Borda/Perimetral.

De maio a outubro de 2023, a equipe selou e cadastrou todas as unidades do território, residenciais, comerciais, mistas, vagas, fechadas e institucionais, com questionário digital em tablets (CAPI). Cada domicílio recebeu até três visitas, em horários alternados, e plantões de dúvidas e de fim de semana atenderam quem não estava em casa. Os moradores dos 629 domicílios sem entrevista foram estimados pela média de moradores por domicílio de Cubatão.

Cada indicador é calculado sobre os moradores ou as edificações do setor e comparado com a média da Vila Esperança, e os setores são classificados em quintis. O relatório compara ainda a comunidade com o município, pelos Censos do IBGE de 1991 a 2022 e pelo Atlas Brasil de 2010, e calcula o escore Z de cada indicador em cada setor.

Conheça o método da Painel

Os 14 setores do diagnóstico

SetorPopulação (2023)
Setor 11.005
Setor 2248
Setor 3321
Setor 4307
Setor 5Via de Borda/Perimetral739
Setor 61.928
Setor 72.693
Setor 81.369
Setor 91.396
Setor 102.423
Setor 112.133
Setor 122.582
Setor 13208
Setor 14Via de Borda/Perimetral1.931

Fonte da população: Cadastro socioeconômico, 2023, com a estimativa dos moradores dos domicílios fechados.

Cadastro socioeconômico, 2023

  • Selagem e cadastro das 8.801 edificações, de maio a outubro de 2023
  • Questionário digital com 7.269 famílias, que somam 16.989 pessoas
  • Cadastro das 589 unidades comerciais, de serviços e outras não domiciliares
  • Planta cadastral do levantamento por drone, 2023

Bases oficiais

  • Censos Demográficos do IBGE, 1991, 2000, 2010 e 2022
  • Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2010: IDHM e índice de Gini de Cubatão e da Vila Esperança
  • Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS)
  • Secretaria Municipal de Habitação: histórico da Vila Esperança e Projeto de Urbanização, 2024

Os resultados
em números

O cadastro de 2023 conta as edificações e os moradores da Vila Esperança e descreve as moradias, a infraestrutura, as famílias e as pessoas. Dois rankings comparam os 14 setores com a média da comunidade: 4 indicadores das condições inadequadas dos domicílios e 10 da estrutura familiar.

moradores em 7.898 edificações com morador, cerca de 28% a mais que no Censo de 2010
19.283
Cadastro socioeconômico, 2023
das edificações lançam o esgoto de forma danosa ao meio ambiente; 3,1% estão ligadas à rede da SABESP
94,6%
Cadastro socioeconômico, 2023
das edificações recebem energia elétrica por rabicho; 31,5% são atendidas pela CPFL
60,3%
Cadastro socioeconômico, 2023
das edificações estão sobre palafitas, onde vivem 2.608 pessoas
15,1%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos moradores que trabalham recebem até 1 salário-mínimo
33,2%
Cadastro socioeconômico, 2023
das famílias nunca foram beneficiadas por um programa habitacional
97,5%
Cadastro socioeconômico, 2023

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver no mapa quantos indicadores de cada um dos 14 setores ficam piores que a média. Selecione um setor, no mapa ou na lista, para ver em quais indicadores ele fica pior que a média da Vila Esperança. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Condições inadequadas dos domicílios

4 indicadores

Os Setores 5, 6, 10 e 14 ficam acima da média da Vila Esperança em todos os indicadores e são, para o diagnóstico, os prioritários para a gestão. O Setor 14 tem os maiores percentuais de domicílios com mais de 2 moradores por dormitório (16,0%) e de energia por rabicho (83,8%), e o Setor 5, o de água por rabicho ou bica (73,8%). Nos Setores 2, 4 e 13, todas as edificações lançam o esgoto no meio ambiente.

Veja a tabela completa

Vila Esperança: setores 1 a 14

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

Fonte: Volume único, Figuras 27 e 29: divisão territorial da Vila Esperança em 14 setores.

As tabelas completas

Condições inadequadas dos domicílios4 indicadores
Mapa social do eixo condições inadequadas dos domicílios em Cubatão: o valor de cada indicador por setor, a média da Vila Esperança, a contagem de indicadores piores que a média.
SetorDomicílios com mais de 2 moradores por dormitórioEdificações abastecidas de água por rabicho ou bicaEdificações com esgotamento danoso ao meio ambienteEdificações com energia elétrica por rabichoPiores que a média
Média da Vila Esperança12,3%maior é pior50,3%maior é pior94,6%maior é pior60,3%maior é pior
Setor 5Via de Borda/Perimetral12,4%, pior que a média73,8%, pior valor entre os setores94,8%, pior que a média79,4%, pior que a média4 de 4 (100,0%)
Setor 612,8%, pior que a média58,2%, pior que a média94,9%, pior que a média65,5%, pior que a média4 de 4 (100,0%)
Setor 1013,1%, pior que a média62,5%, pior que a média97,0%, pior que a média76,0%, pior que a média4 de 4 (100,0%)
Setor 14Via de Borda/Perimetral16,0%, pior valor entre os setores73,7%, pior que a média96,5%, pior que a média83,8%, pior valor entre os setores4 de 4 (100,0%)
Setor 18,6%56,3%, pior que a média99,3%, pior que a média70,8%, pior que a média3 de 4 (75,0%)
Setor 415,2%, pior que a média57,8%, pior que a média100,0%, pior valor entre os setores55,9%3 de 4 (75,0%)
Setor 29,9%36,5%100,0%, pior valor entre os setores64,4%, pior que a média2 de 4 (50,0%)
Setor 913,2%, pior que a média41,8%99,6%, pior que a média39,8%2 de 4 (50,0%)
Setor 1212,8%, pior que a média40,0%96,2%, pior que a média54,3%2 de 4 (50,0%)
Setor 815,2%, pior que a média41,1%88,3%52,4%1 de 4 (25,0%)
Setor 1310,1%15,7%100,0%, pior valor entre os setores32,9%1 de 4 (25,0%)
Setor 37,1%40,3%84,3%44,8%0 de 4 (0,0%)
Setor 79,3%41,5%98,8%, pior que a média53,5%1 de 4 (25,0%)
Setor 1110,7%38,5%79,9%44,6%0 de 4 (0,0%)

Fontes: Cadastro socioeconômico, 2023.

Estrutura familiar10 indicadores
Mapa social do eixo estrutura familiar em Cubatão: o valor de cada indicador por setor, a média da Vila Esperança, a contagem de indicadores piores que a média.
SetorDomicílios com apenas 1 moradorFamílias que vieram de outros estadosFamílias com mulher responsável pelo domicílioRazão de dependência total (RDT)População de 0 a 17 anosPopulação de 60 anos ou maisPopulação não natural de CubatãoPopulação de 18 a 29 anos que não estudaCrianças de 0 a 5 anos não alfabetizadasPessoas que trabalham e recebem até 1 salário-mínimoPiores que a média
Média da Vila Esperança35,8%maior é pior11,8%maior é pior38,4%maior é pior48,7%maior é pior29,6%maior é pior8,0%maior é pior51,6%maior é pior88,6%maior é pior29,4%maior é pior33,2%maior é pior
Setor 140,7%, pior que a média4,0%41,4%, pior que a média55,2%, pior que a média29,1%11,0%, pior que a média51,7%, pior que a média92,1%, pior que a média34,7%, pior que a média37,3%, pior que a média8 de 10 (80,0%)
Setor 831,6%8,0%39,3%, pior que a média51,7%, pior que a média30,9%, pior que a média8,3%, pior que a média52,8%, pior que a média84,3%31,4%, pior que a média42,2%, pior que a média7 de 10 (70,0%)
Setor 335,4%0,0%37,8%56,4%, pior valor entre os setores29,7%, pior que a média11,8%, pior que a média49,7%90,6%, pior que a média62,5%, pior valor entre os setores34,9%, pior que a média6 de 10 (60,0%)
Setor 14Via de Borda/Perimetral36,9%, pior que a média10,2%34,2%50,9%, pior que a média33,3%, pior que a média4,5%47,4%90,2%, pior que a média35,7%, pior que a média36,9%, pior que a média6 de 10 (60,0%)
Setor 741,4%, pior valor entre os setores7,1%44,0%, pior valor entre os setores46,5%28,2%9,3%, pior que a média54,0%, pior que a média87,9%30,4%, pior que a média32,7%5 de 10 (50,0%)
Setor 1038,7%, pior que a média19,2%, pior que a média37,4%43,1%29,5%5,2%53,0%, pior que a média90,3%, pior que a média33,6%, pior que a média26,9%5 de 10 (50,0%)
Setor 1234,7%8,0%42,8%, pior que a média48,0%29,3%8,2%, pior que a média48,0%89,5%, pior que a média31,3%, pior que a média37,1%, pior que a média5 de 10 (50,0%)
Setor 1321,7%13,0%, pior que a média39,1%, pior que a média36,1%23,0%10,0%, pior que a média55,5%, pior valor entre os setores80,4%0,0%43,3%, pior valor entre os setores5 de 10 (50,0%)
Setor 235,6%1,0%29,7%56,0%, pior que a média25,0%13,2%, pior valor entre os setores50,0%90,2%, pior que a média25,0%36,7%, pior que a média4 de 10 (40,0%)
Setor 5Via de Borda/Perimetral32,4%13,9%, pior que a média30,1%52,2%, pior que a média33,7%, pior valor entre os setores5,4%45,7%88,8%, pior que a média14,1%28,0%4 de 10 (40,0%)
Setor 633,1%21,8%, pior valor entre os setores37,0%51,3%, pior que a média30,1%, pior que a média7,7%52,5%, pior que a média88,0%12,0%27,3%4 de 10 (40,0%)
Setor 929,7%17,3%, pior que a média34,2%48,6%30,9%, pior que a média7,3%54,0%, pior que a média85,8%41,3%, pior que a média26,7%4 de 10 (40,0%)
Setor 439,4%, pior que a média1,0%35,4%48,1%29,5%8,0%46,0%95,9%, pior valor entre os setores40,9%, pior que a média27,8%3 de 10 (30,0%)
Setor 1133,6%12,9%, pior que a média36,4%47,5%26,3%11,1%, pior que a média55,3%, pior que a média87,7%20,7%35,3%, pior que a média4 de 10 (40,0%)

Fontes: Cadastro socioeconômico, 2023.

Os resultados
por tema

Edificações e ocupação

O cadastro selou 8.801 edificações. 88,0% são residenciais e concentram 98,1% dos moradores, e 5,4% são comerciais, de serviços ou indústrias. Entre as edificações residenciais e mistas entrevistadas, 94,2% são próprias e 4,5% alugadas, e 64,1% são casas isoladas.

edificações seladas e cadastradas
8.801
Cadastro socioeconômico, 2023
domicílios com entrevista, 82,6% das edificações
7.269
Cadastro socioeconômico, 2023
das edificações ocupadas são próprias; 4,5%, alugadas
94,2%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos domicílios são casas isoladas; 23,3%, casas geminadas
64,1%
Cadastro socioeconômico, 2023

Construção e cômodos

84,0% das edificações estão sobre aterro e 15,1% sobre palafitas, onde vivem 2.608 pessoas. As paredes são de alvenaria em 74,2% e de madeira em 23,3%, e a telha de amianto cobre 81,0% das edificações. 40,1% dos domicílios têm um só quarto, e 21,5% dos moradores vivem com mais de 2 pessoas por dormitório.

das edificações sobre palafitas, com 2.608 moradores
15,1%
Cadastro socioeconômico, 2023
das edificações com paredes de madeira
23,3%
Cadastro socioeconômico, 2023
das edificações cobertas com telha de amianto
81,0%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos moradores em domicílios com mais de 2 pessoas por dormitório
21,5%
Cadastro socioeconômico, 2023

Água, esgoto, energia e lixo

A SABESP abastece de água 41,4% das edificações; 46,9% usam rabicho, 8,2% água cedida e 3,3% bica. Só 3,1% estão ligadas à rede de esgoto: 36,9% lançam o esgoto em rio ou córrego, 31,6% em vala e 18,4% no mangue. A energia chega por rabicho a 60,3% das edificações e pela CPFL a 31,5%. O lixo vai para caçambas coletivas em 83,0% delas.

das edificações com água da SABESP; 46,9% por rabicho
41,4%
Cadastro socioeconômico, 2023
lançam o esgoto em rio, córrego, vala ou mangue
86,9%
Cadastro socioeconômico, 2023
edificações sem energia elétrica, onde vivem 1.040 pessoas
497
Cadastro socioeconômico, 2023
depositam o lixo em caçamba coletiva; 15,9% têm coleta regular
83,0%
Cadastro socioeconômico, 2023

As famílias

Entre as 7.269 famílias entrevistadas, 35,8% dos domicílios têm um só morador e 44,9% têm de 2 a 3, e 99,4% abrigam uma só família. 83,8% das famílias já moravam em Cubatão antes de chegar à Vila Esperança, e 52,8% chegaram entre 1990 e 2009. A mulher é a responsável em 38,4% das famílias, e 85,6% não têm convênio médico.

dos domicílios com um só morador
35,8%
Cadastro socioeconômico, 2023
das famílias já moravam em Cubatão antes de chegar à Vila Esperança
83,8%
Cadastro socioeconômico, 2023
das famílias chegaram entre 1990 e 2009
52,8%
Cadastro socioeconômico, 2023
das famílias têm uma mulher como responsável
38,4%
Cadastro socioeconômico, 2023
das famílias não têm convênio médico
85,6%
Cadastro socioeconômico, 2023

Quem são os moradores

Os 16.989 moradores cadastrados são 51,3% mulheres; 29,6% têm de 0 a 17 anos e 8,0%, 60 anos ou mais. 57,7% se declaram pardos, 31,6% brancos e 10,1% pretos. 48,4% nasceram em Cubatão, 19,4% em outras cidades paulistas e 15,2% em Pernambuco, e 658 pessoas, 3,9%, declararam alguma deficiência.

pessoas cadastradas em 7.269 domicílios
16.989
Cadastro socioeconômico, 2023
dos moradores têm de 0 a 17 anos
29,6%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos moradores têm 60 anos ou mais
8,0%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos moradores se declaram pardos; 10,1%, pretos
57,7%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos moradores, 658 pessoas, declararam alguma deficiência
3,9%
Cadastro socioeconômico, 2023

Escola e escolaridade

Estudam 98,1% das crianças de 6 a 11 anos e 94,3% dos adolescentes de 12 a 17 anos, mas só 10,7% dos jovens de 18 a 29 anos; nos Setores 4 e 1, 95,9% e 92,1% desses jovens não estudam. 55,7% dos jovens de 18 a 29 anos concluíram o ensino médio. Entre os responsáveis pelas famílias, 38,9% têm o ensino médio completo e 34,4% o fundamental incompleto.

das crianças de 6 a 11 anos estudam
98,1%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos adolescentes de 12 a 17 anos estudam
94,3%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos jovens de 18 a 29 anos não estudam
88,6%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos responsáveis pelas famílias têm o ensino fundamental incompleto
34,4%
Cadastro socioeconômico, 2023

Trabalho e renda

Entre as pessoas de 18 anos ou mais, o trabalho é a principal fonte de renda de 48,3%, e 30,6% não têm rendimento. 5.595 moradores trabalham: 64,5% com carteira assinada, 21,1% como autônomos e 10,0% em bicos, sem vínculo. 51,3% ganham de 1 a 2 salários-mínimos e 33,2% até 1; nos Setores 13 e 8, os que ganham até 1 salário-mínimo são 43,3% e 42,2%.

moradores trabalham
5.595
Cadastro socioeconômico, 2023
dos que trabalham têm carteira assinada
64,5%
Cadastro socioeconômico, 2023
dos que trabalham ganham até 1 salário-mínimo
33,2%
Cadastro socioeconômico, 2023
das pessoas de 18 anos ou mais não têm rendimento
30,6%
Cadastro socioeconômico, 2023

Comércios e serviços

O cadastro registrou 589 unidades comerciais, de serviços e outras não domiciliares. 26,0% são bares, restaurantes ou panificadoras, 20,0% lojas e 14,8% salões de beleza. 39,4% dos responsáveis declararam lucro de até 1 salário-mínimo (R$ 1.320,00), e 16,0% não souberam ou não quiseram informar.

unidades comerciais, de serviços e outras não domiciliares
589
Cadastro socioeconômico, 2023
são bares, restaurantes ou panificadoras
26,0%
Cadastro socioeconômico, 2023
declararam lucro de até 1 salário-mínimo
39,4%
Cadastro socioeconômico, 2023

O que disseram
as famílias

O cadastro socioeconômico foi censitário: de maio a outubro de 2023, os pesquisadores percorreram as 8.801 edificações da Vila Esperança e entrevistaram os responsáveis por 7.269 domicílios, onde vivem 16.989 pessoas, com questionário digital em tablets. Em 629 domicílios ocupados, os moradores não foram encontrados apesar das visitas repetidas.

O questionário tratou da moradia e da sua infraestrutura, de cada pessoa da família, da família e da percepção do responsável sobre a Vila Esperança. Plantões de dúvidas no Colégio Ulisses, na Capela Divina Misericórdia e na Paróquia Perpétuo Socorro, de maio a setembro, e plantões de fim de semana em agosto e setembro ajudaram a cadastrar quem não estava em casa.

O que a pesquisa encontrou

  1. Perguntadas sobre o que mais falta na Vila Esperança, 48,9% das famílias citaram área de lazer, 45,9% pavimentação e 45,0% rede de água e esgoto.

  2. Seguem a Unidade Básica de Saúde (37,9%), a limpeza urbana (34,9%), a iluminação pública (28,1%) e o transporte público (27,5%); o CRAS foi citado por 14,7% e a escola por 12,7%.

  3. 97,5% das famílias nunca foram beneficiadas por programa habitacional. Das 180 que foram, 91,7% citaram a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

  4. 18,4% das famílias estão inscritas hoje na CDHU, e 81,4% não estão inscritas em nenhum programa habitacional.

  5. 34,3% das famílias têm Cadastro Único e 23,3% recebem algum benefício social, quase todas o Bolsa Família (92,9%).

Fonte: Volume único, cadastro socioeconômico de maio a outubro de 2023.

Considerações
e recomendações

Desde o Censo de 2010, a Vila Esperança passou de 15.070 para 19.283 moradores, cerca de 28% a mais, e de 4.648 domicílios para 7.898 edificações com morador, cerca de 70% a mais, enquanto a média de moradores por domicílio caiu de 3,2 para 2,4. As maiores carências estão na infraestrutura: 86,9% das edificações lançam o esgoto em rio, córrego, vala ou mangue, e 60,3% recebem energia por rabicho.

Para o diagnóstico, a comunidade precisa de ações de infraestrutura urbana e de enfrentamento da vulnerabilidade social, com a integração dos serviços socioassistenciais, de saúde e de educação. Chamam a atenção as famílias sem nenhuma renda que não são beneficiadas por programas sociais.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume único, Considerações finais e Recomendações.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico socioeconômico da Vila Esperança, em Cubatão?

A Painel Pesquisas e Consultoria, contratada pela Prefeitura Municipal de Cubatão pelo Contrato nº 149/2023. O diagnóstico foi idealizado pela Prefeitura com a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) e a Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN), como parte do Projeto de Urbanização Integrada e Reassentamento de Moradias em Áreas de Risco e Proteção Ambiental da Vila Esperança. O cadastro foi feito de maio a outubro de 2023, e o volume único foi publicado em 2024.

Quantas pessoas moram na Vila Esperança, em Cubatão?

O cadastro socioeconômico de 2023 registrou 16.989 pessoas nos 7.269 domicílios entrevistados. Somada a estimativa dos moradores dos 629 domicílios em que ninguém foi encontrado, a Vila Esperança, em Cubatão, tem 19.283 moradores, cerca de 28% a mais que os 15.070 do Censo de 2010. Os Setores 7, 12 e 10 são os mais populosos, com 2.693, 2.582 e 2.423 moradores.

Quais setores da Vila Esperança têm as piores condições de moradia?

No ranking das condições inadequadas dos domicílios, os Setores 5, 6, 10 e 14 da Vila Esperança, em Cubatão, ficam acima da média da comunidade nos quatro indicadores: mais de 2 moradores por dormitório, água por rabicho ou bica, esgoto lançado no meio ambiente e energia por rabicho. Os Setores 5 e 14, da Via de Borda/Perimetral, têm os maiores percentuais de água por rabicho ou bica, 73,8% e 73,7%.

Como são o esgoto, a água e a energia na Vila Esperança?

Das 7.715 edificações cadastradas na Vila Esperança, em Cubatão, só 3,1% estão ligadas à rede de esgoto da SABESP, e 86,9% lançam o esgoto em rio, córrego, vala ou mangue. A água chega pela SABESP a 41,4% delas e por rabicho a 46,9%. A energia elétrica vem por rabicho em 60,3% das edificações, e 497, onde vivem 1.040 pessoas, não têm energia.

O que o diagnóstico recomenda para a Vila Esperança?

O diagnóstico da Vila Esperança, em Cubatão, recomenda estudos de impacto financeiro e social para ampliar o investimento em infraestrutura urbana, moradia de interesse social e área de lazer, e a busca ativa das famílias sem rendimento que ainda não constam no CadÚnico como beneficiárias do Bolsa Família. Propõe também integrar saúde, assistência social e educação, ampliar o esporte e o lazer, incentivar os jovens a concluir os estudos e fazer novos diagnósticos.

Idealização

Prefeitura Municipal de Cubatão

Realização

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