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Painel Pesquisas e Consultoria
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2015 · Trabalho e renda

Joinville/SC — Diagnóstico das Potencialidades Socioeconômicas para Organização dos Trabalhadores de Material Reciclável

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2015 o diagnóstico dos trabalhadores de material reciclável de Joinville, idealizado pela Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura. De fevereiro a junho, a equipe entrevistou 601 catadores, nas Unidades de Reciclagem e nas ruas de toda a área urbana, que declararam 1.192 pessoas envolvidas no trabalho. O Caderno de Resultados descreve quem são, quanto ganham e como coletam, separam, vendem e se organizam.

Vista de Joinville a partir do Mirante, com a cidade estendida na planície e a Serra do Mar ao fundo
Joinville · SC

601 catadores entrevistados.
Em toda a área urbana.

Iniciativa
Secretaria de Assistência Social (SAS) de Joinville
Período
2015
Entrevistados
601 catadores, 259 deles em Unidades de Reciclagem
Pessoas envolvidas
1.192, declaradas pelos entrevistados
Pesquisa de campo
Fevereiro a junho de 2015, em toda a área urbana
Relatórios
1 volume, 78 páginas

Sobre o
diagnóstico

O diagnóstico foi idealizado pela Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura Municipal de Joinville (PMJ). Faz parte do Convênio nº 765248/2011, firmado pelo município com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a partir do Edital nº 004/2011, para dar aos trabalhadores de material reciclável possibilidades de organização e melhores condições de trabalho. A SAS acompanhava cerca de 200 desses trabalhadores, organizados informalmente em sete Unidades de Reciclagem (UR), e outras centenas trabalhavam sozinhos, coletando nas ruas e separando o material no pátio de casa.

Seu objetivo é conhecer quantos são esses trabalhadores e compreender, do ponto de vista deles, a cadeia produtiva do resíduo reciclável, da coleta e da triagem à venda para as empresas de beneficiamento e reciclagem, para orientar políticas públicas de fortalecimento da categoria, inclusão social e emancipação. Uma Comissão de Acompanhamento e Controle Social, com a SAS, o Consulado da Mulher, o Instituto Lixo Zero (ILZ), a RECICLA, a ASSECREJO e a UNISOL Brasil, acompanhou o trabalho. Foram parceiros órgãos da Prefeitura, a Câmara de Vereadores, o Comitê Gestor da Política Municipal de Fomento à Economia Solidária (CGPMFES), o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e o Programa Pró-Catador.

O volume único, o Caderno de Resultados, traz a metodologia, o perfil demográfico, de saúde, de moradia, familiar e profissional dos entrevistados, e as partes sobre a coleta, a triagem, as Unidades de Reciclagem, a comercialização, a organização e a percepção do trabalho. Fecha com as considerações finais, a análise multicritério dos bairros e o questionário aplicado.

Como foi
feito

Antes da ida a campo, a Comissão de Acompanhamento e os próprios trabalhadores de material reciclável participaram da construção e da validação do questionário, em sete blocos: procedência, naturalidade, trabalho, atividade, organização e percepção do trabalho, domicílio e perfil. Quem só coleta respondeu às perguntas de coleta e de comercialização; quem só separa, às de triagem e de comercialização. As respostas são autodeclaratórias.

O cadastro inicial da Secretaria de Assistência Social e da Saúde tinha cerca de 400 endereços, muitos desatualizados ou repetidos, e o Edital nº 215/2014 previa cerca de 1.000 trabalhadores. Por isso, de 18 de fevereiro a 24 de junho de 2015, a equipe cobriu toda a área urbana de Joinville em busca ativa, pelas principais ruas de cada bairro, pelo comércio e por indicação dos já entrevistados. A unidade da pesquisa é a família: um entrevistado por casa declarou quantas pessoas dela trabalham com material reciclável.

Sem universo conhecido, a amostra foi calculada como de universo infinito: as 601 entrevistas têm confiança de 95% e erro de cerca de 4% para mais ou para menos. A análise usa estatística descritiva, o teste qui-quadrado nos cruzamentos e uma análise multicritério, com o software Pradin 3.0, que agrupa os bairros de Joinville em quintis de concentração.

Conheça o método da Painel

Pesquisa com os catadores, 2015

  • Questionário com 601 trabalhadores de material reciclável, de 18 de fevereiro a 24 de junho de 2015
  • Busca ativa em toda a área urbana de Joinville
  • Cadastro inicial de cerca de 400 endereços da Secretaria de Assistência Social e da Saúde
  • Análise multicritério dos bairros com o software Pradin 3.0

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010: cor da pele e alfabetização da população de Joinville
  • Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE, 2013: fumantes no Brasil

Os resultados
em números

O Caderno de Resultados analisa as respostas pergunta a pergunta e, quando há diferença, compara três grupos: os 259 trabalhadores das Unidades de Reciclagem, os 335 que trabalham individualmente e os 7 das indústrias. Cada parte tem seu público: 305 entrevistados coletam o material, 502 fazem a triagem e todos o vendem.

catadores entrevistados, que declararam 1.192 pessoas envolvidas no trabalho com material reciclável
601
Pesquisa com os catadores, 2015
dos catadores individuais tiram até 1 salário mínimo com o material; nas Unidades de Reciclagem, 76,4% tiram de 1 a 2
52,2%
Pesquisa com os catadores, 2015
trabalham sozinhos; 18,0% fazem parte de uma associação ou cooperativa
49,7%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos que não estão em cooperativa ou associação gostariam de entrar em uma
16,0%
Pesquisa com os catadores, 2015
fumam, mais que o dobro dos 15,0% da população brasileira
35,6%
Pesquisa com os catadores, 2015; IBGE, PNS 2013
moram em domicílio sem rede de esgoto
57,6%
Pesquisa com os catadores, 2015

Os resultados
por tema

Quem são os catadores

Os entrevistados são 59,8% homens, mas as mulheres são 141 dos 259 trabalhadores das Unidades de Reciclagem. 16,0% têm 60 anos ou mais; os mais velhos trabalham sobretudo de forma individual, e os de 18 a 29 anos, nas Unidades. 55,1% não nasceram em Joinville, quase metade desses no Paraná. 66,0% se declaram brancos, ante 85,5% da população de Joinville, e 6,8% não têm instrução.

dos entrevistados são homens; nas Unidades de Reciclagem, 141 dos 259 são mulheres
59,8%
Pesquisa com os catadores, 2015
têm 60 anos ou mais; 18,5%, de 50 a 59 anos
16,0%
Pesquisa com os catadores, 2015
não nasceram em Joinville; 49,8% desses vieram do Paraná
55,1%
Pesquisa com os catadores, 2015
não têm instrução, ante 1,8% da população de 15 anos ou mais de Joinville sem alfabetização
6,8%
Pesquisa com os catadores, 2015; IBGE, Censo 2010
se declaram pretos, ante 2,5% da população de Joinville
7,2%
Pesquisa com os catadores, 2015; IBGE, Censo 2010
são egressos do sistema prisional
5,8%
Pesquisa com os catadores, 2015

Onde vivem

97,8% dos entrevistados moram em Joinville; os outros 13 vêm de Araquari e Garuva. Os bairros com mais catadores são o Paranaguamirim (13,6%) e o Aventureiro (12,2%), e 20 entrevistados são moradores de rua. Contadas todas as pessoas envolvidas, seis bairros, Paranaguamirim, Aventureiro, Comasa, Jardim Paraíso, Vila Cubatão e Vila Nova, reúnem 53,9% delas.

dos entrevistados de Joinville moram no Paranaguamirim; 12,2%, no Aventureiro
13,6%
Pesquisa com os catadores, 2015
das pessoas envolvidas moram nos seis bairros de altíssima concentração
53,9%
Pesquisa com os catadores, 2015
entrevistados são moradores de rua
20
Pesquisa com os catadores, 2015
entrevistados moram em Araquari ou Garuva e coletam em Joinville
13
Pesquisa com os catadores, 2015

Saúde e segurança no trabalho

35,6% fumam, 21,8% consomem álcool e 2,8% usam outras drogas. 10,3% já sofreram acidente de trabalho e 4,3% adquiriram alguma doença no trabalho, como doenças de pele e leptospirose, números que o relatório considera subestimados. Só 62,9% usam equipamento de proteção, quase sempre a luva (97,6% deles): são 90,0% nas Unidades de Reciclagem e 41,2% entre os individuais.

fumam; 21,8% consomem álcool
35,6%
Pesquisa com os catadores, 2015
já sofreram acidente de trabalho
10,3%
Pesquisa com os catadores, 2015
usam equipamento de proteção; 41,2% entre os individuais
62,9%
Pesquisa com os catadores, 2015
declararam alguma deficiência, 59,1% delas visual
7,3%
Pesquisa com os catadores, 2015

Moradia

Dos que têm moradia, 61,4% vivem em casa própria quitada e 18,2% pagam aluguel; 7,6% moram em área de ocupação. 65,1% das casas são de alvenaria e 32,2% de madeira. Os pontos mais críticos são a rede de esgoto, que falta a 57,6% dos entrevistados, e a pavimentação, ausente na rua de 53,7%. 69,7% vivem com mais de 2 pessoas por dormitório.

moram em casa própria quitada; 18,2% pagam aluguel
61,4%
Pesquisa com os catadores, 2015
não têm rede de esgoto
57,6%
Pesquisa com os catadores, 2015
moram em rua sem pavimentação
53,7%
Pesquisa com os catadores, 2015
vivem com mais de 2 pessoas por dormitório
69,7%
Pesquisa com os catadores, 2015

Renda e proteção social

Com o salário mínimo de R$ 788,00, 52,2% dos catadores individuais tiram até 1 salário mínimo por mês com o material reciclável, e 76,4% dos trabalhadores das Unidades de Reciclagem tiram de 1 a 2. 469 dos 601 vivem só do material reciclável; entre os 118 que têm outra renda, 61,0% são aposentados. Contribuem para o INSS 42,6%: 171 dos 259 das Unidades e 85 dos 335 individuais. 19,5% recebem algum benefício da assistência social.

dos catadores individuais tiram até 1 salário mínimo por mês com o material reciclável
52,2%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos trabalhadores das Unidades de Reciclagem tiram de 1 a 2 salários mínimos
76,4%
Pesquisa com os catadores, 2015
contribuem para o INSS
42,6%
Pesquisa com os catadores, 2015
recebem benefício da assistência social; 71,8% deles, o Bolsa Família
19,5%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos que têm outra fonte de renda são aposentados
61,0%
Pesquisa com os catadores, 2015

A coleta

305 entrevistados, 50,7%, coletam material: 82,7% dos individuais e 9,7% dos trabalhadores das Unidades de Reciclagem. Os metais são coletados por 92,8%, o papelão e o plástico por 81,0%, e o isopor por 10,8%. 162 dos 305 usam carrinho puxado, e 6 ainda usam carroça de tração animal, proibida em Joinville. 67,2% coletam 5 dias ou mais por semana; 41,0% atendem a chamados e 31,8% recolhem material guardado por empresas ou condomínios.

entrevistados coletam material, 82,7% dos individuais
305
Pesquisa com os catadores, 2015
dos que coletam recolhem metais; 10,8%, isopor
92,8%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos 305 coletam com carrinho puxado, por tração humana
162
Pesquisa com os catadores, 2015
coletam 5 dias ou mais por semana
67,2%
Pesquisa com os catadores, 2015

Triagem e Unidades de Reciclagem

502 entrevistados fazem a triagem, 84,5% dos trabalhadores das Unidades e dos individuais; entre os individuais, 25,7% vendem tudo sem separar. Nas Unidades de Reciclagem, 221 dos 253 que separam trabalham de 40 a 49 horas por semana, e 92,4% dos individuais separam no pátio de casa. 21,3% não têm destino fixo para o rejeito. As Unidades quase sempre têm cobertura (96,9%) e banheiros (93,4%), mas 36,7% dos que trabalham nelas não têm local de descanso.

entrevistados fazem a triagem do material
502
Pesquisa com os catadores, 2015
dos 253 que separam nas Unidades de Reciclagem trabalham de 40 a 49 horas por semana
221
Pesquisa com os catadores, 2015
dos individuais separam o material no pátio de casa
92,4%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos trabalhadores das Unidades têm local para descanso; 68,3%, vestiário
61,0%
Pesquisa com os catadores, 2015

A venda do material

Todos os entrevistados vendem o material, que fica guardado no mesmo local da separação (48,8%) ou no pátio de casa (42,1%). Pelos preços medianos declarados, o metal vale R$ 2,50 o quilo, o plástico R$ 0,40, o papel R$ 0,20, o papelão R$ 0,18, a sucata R$ 0,15 e o vidro R$ 0,10. No comentário final, 30,9% dos que comentaram disseram que o preço está muito baixo, e 6,0% reclamaram dos atravessadores.

por quilo, preço mediano dos metais
R$ 2,50
Pesquisa com os catadores, 2015
por quilo, preço mediano do papelão
R$ 0,18
Pesquisa com os catadores, 2015
por quilo, preço mediano do vidro
R$ 0,10
Pesquisa com os catadores, 2015
guardam o material no pátio de casa até a venda
42,1%
Pesquisa com os catadores, 2015

Organização do trabalho

49,7% trabalham sozinhos, 21,8% são contratados por uma empresa, 18,0% fazem parte de uma associação ou cooperativa e 9,2% têm um grupo informal. Entre os individuais, 86,9% trabalham sozinhos; nas Unidades, 45,2% são contratados por empresas e 41,7% são associados ou cooperados. Quem trabalha sozinho diz não ver vantagem em trabalhar com outras pessoas (34,8%) ou prefere fazer o próprio horário (22,4%). 60,6% dos individuais não sabem como funciona uma cooperativa.

trabalham sozinhos
49,7%
Pesquisa com os catadores, 2015
fazem parte de uma associação ou cooperativa
18,0%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos individuais não sabem que existem cooperativas ou associações de catadores em Joinville
58,8%
Pesquisa com os catadores, 2015
dos que não participam gostariam de entrar em uma cooperativa; 13,4%, talvez
16,0%
Pesquisa com os catadores, 2015

O que disseram
os catadores

A pesquisa ouviu 601 trabalhadores de material reciclável de Joinville de 18 de fevereiro a 24 de junho de 2015: 259 das Unidades de Reciclagem, 335 que trabalham individualmente e 7 de indústrias. A maior parte foi encontrada em busca ativa, em toda a área urbana. Calculada como de universo infinito, a amostra tem confiança de 95% e erro de cerca de 4% para mais ou para menos.

Os entrevistadores aplicaram o questionário validado pela Comissão de Acompanhamento, e cada pessoa respondeu ou não a cada pergunta, sem que a informação fosse questionada. Somadas as pessoas de cada família que trabalham com material reciclável, e os funcionários das indústrias, os entrevistados declararam 1.192 trabalhadores.

O que a pesquisa encontrou

  1. Os principais motivos para trabalhar com material reciclável são ajudar com mais dinheiro em casa (29,1%), não conseguir emprego (22,0%) e achar a reciclagem importante (21,8%); para 13,5%, a família já trabalhava nisso.

  2. 56,4% começaram sozinhos, sem apoio ou treinamento, e 25,3% por incentivo de familiares; só 2,2% foram orientados por uma prefeitura.

  3. O apoio mais pedido é um ganho suficiente para sustentar a família (43,6%), seguido do reconhecimento do trabalho como ajuda ao meio ambiente e à sociedade (35,1%), de um ganho para a aposentadoria e a saúde (34,1%) e de equipamentos de trabalho (31,6%).

  4. 72,6% não deixariam o trabalho com material reciclável se tivessem outra oportunidade. Deixariam 29,7% dos trabalhadores das Unidades de Reciclagem e 21,5% dos individuais, sobretudo para ganhar mais (25,5%) ou ter carteira assinada (16,8%).

  5. 95,0% dos que fazem a triagem dizem conhecer bem o trabalho e não precisar de curso; 5,0% gostariam de receber um.

  6. Dos 149 que deixaram um comentário final, 30,9% disseram que o preço dos materiais está muito baixo, 9,4% querem receber material da coleta seletiva e 8,1% pedem campanhas para a população separar melhor o lixo em casa.

Fonte: Caderno de Resultados, pesquisa de fevereiro a junho de 2015.

Considerações
e recomendações

Para o diagnóstico, os catadores de Joinville são na maioria homens e de idade mais avançada, e muitos aposentados completam a renda com o material reciclável; nas Unidades de Reciclagem, as mulheres e os jovens de até 30 anos são mais presentes. Os trabalhadores organizados das Unidades têm renda maior que os individuais, o que mostra que a organização traz benefícios também financeiros.

Metade trabalha sozinha e só 18,0% em cooperativa ou associação. Não ver vantagem no trabalho em grupo, o motivo mais citado por quem trabalha sozinho, é para o relatório uma percepção errada, e cerca de metade dos entrevistados não sabe como funciona uma cooperativa nem que elas existem em Joinville. Na saúde, 35,6% fumam, mais que o dobro dos 15,0% da população brasileira, e os próprios trabalhadores subestimam os acidentes e as doenças do trabalho.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Caderno de Resultados, Introdução e Considerações finais.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 78 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico dos catadores de materiais recicláveis de Joinville?

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o diagnóstico em 2015, por iniciativa da Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura Municipal de Joinville, no âmbito do Convênio nº 765248/2011 com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) do Ministério do Trabalho e Emprego. Uma Comissão de Acompanhamento e Controle Social, com a SAS, o Consulado da Mulher, o Instituto Lixo Zero, a RECICLA, a ASSECREJO e a UNISOL Brasil, acompanhou o trabalho.

Quantos catadores de materiais recicláveis foram ouvidos em Joinville?

A pesquisa entrevistou 601 trabalhadores de material reciclável em Joinville, de 18 de fevereiro a 24 de junho de 2015, em busca ativa por toda a área urbana: 259 das Unidades de Reciclagem, 335 que trabalham individualmente e 7 de indústrias. Eles declararam 1.192 trabalhadores, contadas as pessoas de suas famílias envolvidas no trabalho. A amostra tem confiança de 95% e erro de cerca de 4% para mais ou para menos.

Quanto ganham os catadores de materiais recicláveis de Joinville?

Com o salário mínimo de R$ 788,00 em 2015, 52,2% dos catadores individuais de Joinville tiram até 1 salário mínimo por mês com o material reciclável, enquanto 76,4% dos trabalhadores das Unidades de Reciclagem tiram de 1 a 2. No total, 32,3% ganham até 1 salário mínimo e 48,1% de 1 a 2. Para o diagnóstico, o trabalho organizado aumenta a renda dos catadores.

Em quais bairros de Joinville vivem os catadores?

Os bairros de Joinville com mais entrevistados são o Paranaguamirim (13,6%) e o Aventureiro (12,2%). Com Jardim Paraíso, Vila Nova, Comasa e Vila Cubatão, esses seis bairros reúnem 53,9% das pessoas envolvidas com o material reciclável. A análise multicritério aponta como foco das políticas públicas, em ordem, Paranaguamirim, Aventureiro, Vila Nova, Jardim Paraíso, Comasa, Fátima e Boa Vista.

O que o diagnóstico recomenda para os catadores de Joinville?

O diagnóstico dos catadores de Joinville propõe divulgar como funcionam as cooperativas e associações, com palestras e orientações, já que 60,6% dos individuais não sabem como funcionam e só 16,0% dos que não participam querem entrar em uma. Sugere campanhas de conscientização sobre o tabagismo, os acidentes de trabalho e os equipamentos de proteção, e concentrar a atuação nos bairros apontados pela análise multicritério.

Idealização

Secretaria de Assistência Social (SAS) de JoinvillePrefeitura Municipal de Joinville

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Apoio

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES)

Um diagnóstico assim
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