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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2017 — 2018 · Infância e adolescência

Vacaria/RS — Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o primeiro diagnóstico da realidade social da criança e do adolescente de Vacaria, idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), com patrocínio da CPFL Energia. Publicado em 2018, o volume calcula 36 indicadores para as 10 regiões e o Interior, analisa as 399 notificações do Conselho Tutelar em 2016, ouve 266 adolescentes e traz o plano de ação do plano decenal.

Vista aérea do centro de Vacaria, com a praça central arborizada e a Catedral de Nossa Senhora da Oliveira
Vacaria · RS

36 indicadores em 11 regiões.
266 adolescentes ouvidos.

Iniciativa
CMDCA, com patrocínio da CPFL Energia
Período
2017 a 2018
Regiões
10 regiões e o Interior
Indicadores
36, do perfil e dos 5 direitos do ECA
Relatórios
1 volume, 144 páginas
Pessoas ouvidas
266 adolescentes de Vacaria, numa amostra de 389

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente é o primeiro feito em Vacaria. Foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), patrocinado pela CPFL Energia e apoiado pela Energética Barra Grande S.A. (BAESA) e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Uma Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico Social acompanhou o trabalho e decidiu a divisão do território.

Seu objetivo é subsidiar o CMDCA e as instâncias governamentais e não governamentais na formulação e na execução das políticas públicas, e aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes, com um panorama dos indicadores sociais ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com base na Resolução nº 171/2014 do CONANDA, os indicadores servem de base ao Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Vacaria.

O volume traz as notas metodológicas, o mapeamento da rede de atendimento, com 89 órgãos, entidades e instituições, os indicadores do perfil do município e de cada direito do ECA, as análises complementares da assistência social, da saúde, da educação, do esporte, do Conselho Tutelar e da Delegacia, a pesquisa de percepção com adolescentes, o plano decenal com o plano de ação de cada direito e as considerações finais.

O município
de Vacaria

No Censo de 2010, Vacaria tinha 61.342 habitantes, 92,3% deles na zona urbana, e a projeção do IBGE para 2016 indicava um crescimento de cerca de 6%. A Região 6, que reúne o Centro, é a mais populosa, com 13,2% dos habitantes.

habitantes
61.342
IBGE, Censo 2010
habitantes na projeção do IBGE para 2016
65.135
IBGE, projeção 2016
da população na zona urbana
92,3%
IBGE, Censo 2010
da população tem de 0 a 17 anos
28,7%
IBGE, Censo 2010
domicílios, com 3,1 moradores em média
19.835
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

Com a comissão de acompanhamento do diagnóstico, Vacaria foi dividida em 10 regiões, formadas por bairros e pelos setores censitários do IBGE, e no Interior, que reúne as regiões rurais. Cada indicador é calculado sobre a população da região, em percentual ou em taxa por mil habitantes, e comparado com a média do município; o relatório mede ainda quantas vezes o maior valor entre as regiões supera o menor. Parte das bases só permite comparar as zonas urbana e rural.

Os dados da rede de atendimento cobrem de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016; onde não foi possível obtê-los, como na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação e na Secretaria Municipal de Saúde, foram usados os de 2017. A população das regiões vem do Censo Demográfico de 2010, e os indicadores de educação estimados para 2017 combinam o Censo Escolar com a projeção populacional da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

A pesquisa de percepção ouviu adolescentes nas escolas em outubro de 2017. Oficinas com atores do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) discutiram os indicadores e as propostas, e o plano decenal foi elaborado com representantes das secretarias municipais e da sociedade civil.

Conheça o método da Painel

As 11 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Região 1Municipal; Samuel Guazzelli; Santa Cruz; Vitória.5.5682.002
Região 2Altos da Glória; Gasparetto; Glória; Jardim América.6.8361.711
Região 3Diamantina; Haideé; Lindóia; Mauá; Seminário.2.746970
Região 4Boeira; Chácara das Palmeiras; Jardim Toscano; Kennedy; São João; São José.6.5782.137
Região 5Cristal; Cristina; Nossa Senhora de Fátima; Petrópolis; Pinheiros; Planalto; Vêneto.6.8271.423
Região 6Carazinho; Centro; Parque dos Rodeios; Santa Terezinha.8.0931.544
Região 7Flora; Franciosi; Imperial; Nossa Senhora de Oliveira; Porcínio Pinto.6.7992.128
Região 8Borges; Gaúcha; Gertrudes; Jardim dos Pampas; Lomba Chata; Minuano; Pradense; São Francisco; Vista Alegre.7.8242.270
Região 9Aeroporto; Barcellos; Chico Mendes; Giacomet; Lindoca; Monte Claro; Santana.5.3761.950
Região 10Distrito Industrial I; Distrito Industrial II; Industrial; Passo da Porteira.387126
InteriorRegiões rurais4.3081.319

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE e seus microdados, 2010
  • Projeções populacionais do IBGE e da FEE, 2016
  • DATASUS: SINASC, SIM e SINAN, 2017
  • Censo Escolar do INEP, 2017
  • Cadastro Único (CadÚnico), pelo CECAD, 2017
  • Sistema de Informações Hospitalares (SIH), 2016

Rede de atendimento do município, 2016

  • Conselho Tutelar: 399 notificações
  • Delegacia de Polícia Civil: 179 boletins de ocorrência
  • Unidade de acolhimento, PAIF, PAEFI no CREAS e SCFV no CEAVA
  • CEDEDICA: medidas socioeducativas em meio aberto
  • Fichas de Comunicação do Aluno Infrequente (FICAI)
  • Secretaria Municipal de Saúde: CAPS e Primeira Infância Melhor (PIM)
  • NEAPE (2017), Jogos Escolares do Rio Grande do Sul e Projeto Olímpico
  • Instituições não governamentais inscritas no CMDCA

Os resultados
em números

O volume calcula 36 indicadores do perfil do município e dos cinco direitos do ECA, com dados do IBGE, do DATASUS, do Censo Escolar, do CadÚnico e da rede de atendimento, e os compara entre as 10 regiões e o Interior ou entre as zonas urbana e rural. A pesquisa de percepção traz a opinião de 266 adolescentes de Vacaria.

óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos, acima do Brasil (12,7) e do Rio Grande do Sul (10,2)
17,8
SIM/SINASC, 2017
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 38,8% na zona rural
26,2%
IBGE, Censo 2010
dos nascidos vivos da Região 9 com menos de 7 consultas de pré-natal; 31,2% no município
51,1%
SINASC, 2017
das 399 notificações do Conselho Tutelar sem o direito violado informado
76,2%
Conselho Tutelar, 2016
das FICAI abertas pelas escolas encaminhadas ao Conselho Tutelar; só 6,2% resolvidas na escola
93,8%
FICAI, 2016
dos adolescentes ouvidos em Vacaria não conhecem o ECA; 66,5% não sabem o que é o CMDCA
67,3%
Pesquisa com adolescentes, 2017

Os resultados
por direito

Perfil socioeconômico

Pelo Censo de 2010, Vacaria tinha 17.580 crianças e adolescentes, 28,7% da população. As Regiões 9 (36,3%) e 1 (36,0%) têm as maiores proporções de crianças e adolescentes, e as Regiões 3, 1 e 9 razões de dependência jovem de 48% ou mais, ante 36,9% no município; a Região 6, que inclui o Centro, tem as menores. O relatório aponta as Regiões 1 e 9 como as que merecem maior atenção, por concentrarem muitas crianças e adolescentes para poucos adultos em idade ativa.

da população da Região 9 tem de 0 a 17 anos; 28,7% no município
36,3%
IBGE, Censo 2010
de razão de dependência jovem na Região 3; 36,9% no município
50,0%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Região 9 e do Interior com renda per capita de até 1/8 do salário mínimo; 0,5% no município
1,3%
IBGE, Censo 2010

Direito à vida e saúde

Em 2017 foram registrados 953 nascidos vivos e 17 óbitos de menores de 1 ano, 17,8 por mil nascidos vivos, acima do Brasil (12,7) e do Rio Grande do Sul (10,2). 31,2% dos nascidos vivos tiveram menos de 7 consultas de pré-natal, 51,1% na Região 9, e 14,2% eram filhos de mães adolescentes, 24,3% na Região 1. A Região 10 tem a natalidade mais alta (31,0 por mil), 66,7% de pré-natal insuficiente e 33,3% de mães adolescentes, mas só 12 nascimentos, e o relatório pede cautela com essa base pequena. Entre as internações de adolescentes de 12 a 17 anos em 2016, 55,6% foram por gravidez, parto e puerpério.

óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos, ante 12,7 no Brasil
17,8
SIM/SINASC, 2017
dos nascidos vivos com menos de 7 consultas de pré-natal; 51,1% na Região 9
31,2%
SINASC, 2017
dos nascidos vivos de mães adolescentes; 24,3% na Região 1
14,2%
SINASC, 2017
das internações de adolescentes de 12 a 17 anos por gravidez, parto e puerpério
55,6%
SIH, 2016
adolescentes atendidos no CAPS por uso de álcool ou outras drogas
83
CAPS, 2016

Direito à convivência familiar e comunitária

Em 2016, a unidade de acolhimento recebeu 60 crianças e adolescentes, 3,4 por mil, com as taxas mais altas na Região 10 (15,9), de população pequena, e na Região 9 (7,2); a negligência motivou 68,3% dos acolhimentos, e 40,0% dos 45 desacolhidos foram para adoção. Pelo Censo de 2010, 0,8% dos responsáveis por domicílio eram adolescentes, acima do Brasil e do Rio Grande do Sul (0,7%), e 2,9% na Região 9. O SCFV, ofertado pelo CEAVA, atendeu 218 crianças e adolescentes, nenhum da Região 10 e do Interior, e 60,1% dos atendimentos foram de contraturno escolar, quando a norma pede ao menos 50% de público prioritário.

acolhimentos por mil crianças e adolescentes; 7,2 na Região 9
3,4
Unidade de Acolhimento, 2016
dos acolhimentos motivados por negligência
68,3%
Unidade de Acolhimento, 2016
dos responsáveis por domicílio na Região 9 são adolescentes; 0,8% no município
2,9%
IBGE, Censo 2010
atendidos no SCFV por mil crianças e adolescentes na Região 1; 12,4 no município
52,9
CEAVA, 2016

Direito à liberdade, respeito e dignidade

Como o Conselho Tutelar registrou poucas violações, os indicadores deste direito usam os dados da Delegacia: em 2016, 125 notificações de violação, 7,1 por mil crianças e adolescentes e 9,0 na Região 1, 48,8% delas de violência física, 32,0% de violência psicológica e 15,2% de violência sexual. A Delegacia registrou ainda 254 notificações de ato infracional, 40,1 por mil adolescentes de 12 a 17 anos, com a taxa mais alta na Região 1 (47,2); 69,7% dos autores eram do sexo masculino, e 52% dos atos foram contra o patrimônio. O CEDEDICA executou 114 medidas socioeducativas em meio aberto, e o PAEFI acompanhou 82 crianças e adolescentes, 40,2% deles por violência sexual.

notificações de violação por mil crianças e adolescentes na Região 1; 7,1 no município
9,0
Delegacia, 2016
das violações por violência física; 32,0% psicológica e 15,2% sexual
48,8%
Delegacia, 2016
atos infracionais por mil adolescentes de 12 a 17 anos na Região 1; 40,1 no município
47,2
Delegacia, 2016
medidas socioeducativas em meio aberto executadas pelo CEDEDICA
114
CEDEDICA, 2016
dos 82 acompanhados no PAEFI por violência sexual
40,2%
CREAS, 2016

Direito à educação, cultura, esporte e lazer

Pelo Censo de 2010, 26,2% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam fora da escola, 38,8% na zona rural. A estimativa para 2017, com o Censo Escolar e a projeção da FEE, mostra mais crianças na educação infantil, 26,7% das de 0 a 3 anos e 75,5% das de 4 e 5 anos, ainda abaixo das metas do Plano Nacional de Educação (50% e 100%). No ensino médio, a reprovação chegou a 20,8% e o abandono a 7,7% em 2017, acima do Rio Grande do Sul e do Brasil. As escolas abriram 663 FICAI em 2016 e resolveram só 6,2% delas, e as Regiões 10 (63,5) e 7 (58,3) têm as maiores taxas de alunos infrequentes por mil crianças e adolescentes.

dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 38,8% na zona rural
26,2%
IBGE, Censo 2010
de reprovação e 7,7% de abandono no ensino médio
20,8%
INEP, Censo da Educação Básica 2017
das crianças de 0 a 3 anos na escola, pela estimativa de 2017; a meta do PNE é de 50%
26,7%
Censo Escolar, 2017; FEE, 2016
das 663 FICAI abertas foram resolvidas pela própria escola; 93,8% foram ao Conselho Tutelar
6,2%
FICAI, 2016

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

O Conselho Tutelar não registrou nenhuma notificação de trabalho infantil em 2016, e o Cadastro Único marcava apenas 2 casos entre as 6.539 crianças e adolescentes inscritos. O Censo de 2010, porém, mostra 5,4% das crianças de 10 a 13 anos e 12,3% dos adolescentes de 14 a 15 anos ocupados, 32,0% na zona rural. Na pesquisa, 38,7% dos adolescentes ouvidos em Vacaria disseram trabalhar, 57,3% deles para outros. O relatório sugere ações para investigar e mapear os casos de trabalho infantil e capacitar a rede para identificá-los.

dos adolescentes de 14 a 15 anos ocupados; 32,0% na zona rural
12,3%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 10 a 13 anos ocupadas
5,4%
IBGE, Censo 2010
notificação de trabalho infantil no Conselho Tutelar
Nenhuma
Conselho Tutelar, 2016
dos adolescentes ouvidos em Vacaria trabalham, 57,3% deles para outros
38,7%
Pesquisa com adolescentes, 2017

Assistência social e Cadastro Único

Das 4.330 famílias inscritas no CadÚnico, 72,6% têm crianças e adolescentes. São 6.539 crianças e adolescentes inscritos, o equivalente a 37,2% da população de 0 a 17 anos do Censo de 2010, proporção que passa de 47% nas Regiões 9 (49,3%), 3 (48,2%) e 1 (47,0%); 56,6% deles vivem em famílias que recebem o Programa Bolsa Família. Entre os inscritos de 10 a 17 anos, 193 (5,4%) não sabem ler e escrever. O município tinha ainda 148 crianças e adolescentes com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), 16,2% deles na Região 9.

crianças e adolescentes no CadÚnico, 37,2% dos de 0 a 17 anos; 49,3% na Região 9
6.539
CECAD, 2017; IBGE, Censo 2010
das 4.330 famílias inscritas no CadÚnico têm crianças e adolescentes
72,6%
CECAD, 2017
inscritos de 10 a 17 anos não sabem ler e escrever, 5,4% da faixa
193
CECAD, 2017
crianças e adolescentes com BPC, 16,2% deles na Região 9
148
BPC, 2017

Os registros do Conselho Tutelar e da Delegacia

Em 2016, o Conselho Tutelar registrou 399 notificações, mas em 76,2% delas o direito violado não foi informado e em 29,8% faltou a região de moradia; 53,9% eram acompanhamentos judiciais. Só 28 casos de evasão ou infrequência escolar foram registrados, quando as escolas encaminharam 622 FICAI ao Conselho, e o relatório sugere investigar se os casos estão sendo registrados ou se a população não procura o Conselho. A Delegacia somou 179 boletins de ocorrência com crianças e adolescentes, 65,9% deles com adolescentes de 12 a 17 anos e 57,0% com pessoas do sexo feminino.

notificações no Conselho Tutelar, 76,2% sem o direito violado informado
399
Conselho Tutelar, 2016
dos registros do Conselho Tutelar são acompanhamentos judiciais
53,9%
Conselho Tutelar, 2016
registros de evasão ou infrequência escolar no Conselho Tutelar, ante 622 FICAI encaminhadas pelas escolas
28
Conselho Tutelar e FICAI, 2016
boletins de ocorrência com crianças e adolescentes, 33,5% por crimes contra a integridade física e psicológica
179
Delegacia, 2016

O que disseram
os adolescentes

A pesquisa de percepção ouviu 389 adolescentes de 12 a 17 anos em outubro de 2017, nas escolas municipais e estaduais de Vacaria, Capão Alto e Pinhal da Serra, 266 deles em Vacaria. Os três municípios formaram uma só amostra porque as populações de Capão Alto e Pinhal da Serra são pequenas: o conjunto tem margem de erro de 5% e confiança de 90%, e os resultados de cada município são lidos como tendências.

O questionário, autodeclaratório e sem identificação, foi aplicado com a orientação de pesquisadores treinados. Tratou do ECA e do CMDCA, da convivência familiar e comunitária, do lazer, do trabalho, da sexualidade, das drogas, da violência e do preconceito.

O que a pesquisa encontrou

  1. 67,3% dos adolescentes de Vacaria não conhecem seus direitos e deveres do ECA, e 58,7% destes nunca viram o Estatuto; 66,5% não sabem o que é o CMDCA.

  2. 81,6% gostam de morar em Vacaria. O que mais gostariam que a cidade tivesse são cinema (47,4%) e shopping (44,4%), e 55,6% não participam de nenhum grupo social.

  3. 38,7% trabalham, 57,3% deles para outros e 55,3% de segunda a sexta-feira; 73,8% recebem salário, mesada ou bolsa, e 43,7% prefeririam fazer outra atividade.

  4. 71,8% já experimentaram bebida alcoólica, 30,5% cigarro e 17,3% maconha, os maiores percentuais dos três municípios no cigarro e na maconha; 42,1% não consideram o álcool uma droga.

  5. 53,4% já tiveram relação sexual, e 23,9% destes não usaram camisinha na última vez; 3,8% têm filhos.

  6. 40,2% já sofreram violência psicológica ou bullying, 13,2% violência física e 4,9% violência sexual; 23,3% sofreram preconceito, sobretudo por obesidade (21,0%) e pela cor (19,4%).

Fonte: Pesquisa de percepção com adolescentes, outubro de 2017.

Considerações
e recomendações

O volume fecha com o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Vacaria, idealizado pelo CMDCA e elaborado a partir dos indicadores com representantes das secretarias municipais e da sociedade civil. Para cada direito do ECA, o plano de ação define objetivos, ações, metas, prazos entre 2019 e 2028 e responsáveis.

As considerações finais pedem que as propostas entrem no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual, e que o CMDCA monitore as metas, reúna todo ano as instituições envolvidas e avalie em 2028 todo o período do plano. Ao longo dos indicadores, o relatório sugere ainda investigar o baixo número de registros do Conselho Tutelar e mapear os casos de trabalho infantil.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Plano Decenal, Plano de Ação e Considerações finais, 2018.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 144 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da realidade social da criança e do adolescente de Vacaria?

A Painel Pesquisas e Consultoria, que o publicou em 2018. O Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente de Vacaria/RS foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), com patrocínio da CPFL Energia e apoio da BAESA e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, e teve uma Comissão de Acompanhamento. O volume, de 144 páginas, reúne os registros da rede de 2016, a pesquisa com adolescentes e o plano decenal.

Quais regiões de Vacaria têm os piores indicadores?

O diagnóstico de Vacaria não faz um ranking geral, mas compara cada indicador entre as 10 regiões e o Interior. As Regiões 1 e 9 têm as maiores proporções de crianças e adolescentes e razões de dependência jovem perto de 50%. A Região 1 lidera as violações registradas pela Delegacia (9,0 por mil) e os atos infracionais (47,2 por mil adolescentes); a Região 9 tem 51,1% de pré-natal insuficiente. A Região 10, pequena, tem a natalidade e a gravidez na adolescência mais altas.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Vacaria?

Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, do DATASUS (SINASC, SIM e SINAN), do Censo Escolar de 2017 e do CadÚnico, e de registros de 2016 da rede de Vacaria: Conselho Tutelar, Delegacia, unidade de acolhimento, CRAS, CREAS, CEDEDICA, fichas de infrequência das escolas, Secretarias Municipais de Saúde, de Educação e de Desenvolvimento Social e instituições não governamentais. Onde os dados de 2016 não estavam disponíveis, foram usados os de 2017.

Quantos adolescentes de Vacaria participaram da pesquisa?

266 adolescentes de Vacaria responderam em outubro de 2017 ao questionário aplicado nas escolas municipais e estaduais, numa amostra de 389 que inclui Capão Alto e Pinhal da Serra, com margem de erro de 5% e confiança de 90% para o conjunto. Em Vacaria, 67,3% não conhecem o ECA, 38,7% trabalham, 71,8% já experimentaram bebida alcoólica e 40,2% já sofreram violência psicológica ou bullying.

O que o diagnóstico recomenda para Vacaria?

O plano de ação do Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Vacaria, com prazos de 2019 a 2028, propõe reduzir em 50% a mortalidade infantil e, sobretudo nas Regiões 1, 9, 4 e 10, a gravidez na adolescência; implantar mais um CRAS; reorganizar o acolhimento com casas lares; estruturar o Conselho Tutelar; reduzir em 80% o trabalho infantil e incluir 200 jovens na aprendizagem. O CMDCA deve monitorar as metas e garantir as ações no PPA, na LDO e na LOA.

Patrocínio

CPFL Energia

Apoio

Energética Barra Grande S.A. (BAESA)Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Vacaria

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Um diagnóstico assim
para o seu município

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