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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2016 — 2017 · Infância e adolescência

Tijucas/SC — Diagnóstico Social da Situação da Criança e do Adolescente

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o diagnóstico social da situação da criança e do adolescente de Tijucas, idealizado pelo CMDCA em parceria com a Prefeitura. Publicado em 2017, o volume compara 22 indicadores entre as nove regiões do município, analisa os 294 atendimentos do Conselho Tutelar em 2015 e ouve 452 adolescentes.

Casarão Gallotti, casarão histórico tombado no centro de Tijucas, com jardim e palmeiras
Tijucas · SC

22 indicadores em nove regiões.
452 adolescentes ouvidos.

Iniciativa
CMDCA de Tijucas, em parceria com a Prefeitura
Período
2016 a 2017
Regiões
9: 5 urbanas e 4 rurais
Indicadores
22 na matriz por região
Relatórios
1 volume, 141 páginas
Pessoas ouvidas
452 adolescentes e 224 internos do presídio

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Social da Situação da Criança e do Adolescente no Município de Tijucas foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), em parceria com a Prefeitura de Tijucas, e realizado pela Painel Pesquisas e Consultoria segundo as exigências de um edital. Uma Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico, definida pelo município, acompanhou o trabalho, da divisão do território ao questionário da pesquisa.

Seu objetivo é aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes, e oferecer uma ferramenta para acompanhar a evolução dos indicadores sociais ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os dados cobrem um ano fechado, 2015, para que o município possa replicar o estudo e verificar a evolução dos indicadores.

O volume traz o perfil do município, os indicadores de cada direito do ECA com os resultados da pesquisa com adolescentes sobre o tema, a matriz de indicadores por região geográfica, o mapeamento da rede de atendimento governamental e não governamental, a análise conclusiva com as propostas do fórum de discussão e, em apêndice, uma pesquisa com 224 internos do Presídio Regional de Tijucas, pedida durante a elaboração do diagnóstico.

O município
de Tijucas

Tijucas fica na região da Grande Florianópolis, às margens da BR-101, e tem o nome do rio que banha o município; em tupi, "terra de lama". Sua economia se apoia na produção de insumos para a construção civil, como produtos cerâmicos, na extração de minérios e na madeira de reflorestamento.

habitantes
30.960
IBGE, Censo 2010
habitantes na estimativa do IBGE para 2016, ante 30.960 no Censo de 2010
36.170
IBGE, estimativa 2016
da população na área rural, ante 16,0% em Santa Catarina
17,9%
IBGE, Censo 2010
da população tem de 0 a 17 anos, ante 27,0% em Santa Catarina
27,7%
IBGE, Censo 2010
rendimento médio mensal dos responsáveis por domicílio
R$ 1.280,25
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

Com a Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico, Tijucas foi dividida em nove regiões geográficas de características mais homogêneas entre si, respeitando os setores censitários do IBGE de 2010: Areias, Centro e Universitário, Jardim Progresso, Joaia e 15 de Novembro e Praça, na área urbana, e Itinga e Timbé, Morretes e Sul do Rio, Nova Descoberta e Terra Nova e Campo Novo, na rural. Os indicadores comparam as regiões entre si e com a média do município; parte das bases oficiais só permite comparar as áreas urbana e rural.

Os dados da rede de atendimento cobrem um ano fechado, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2015: Conselho Tutelar, Delegacia, Fórum, Vara Criminal, CRAS, CREAS, Casa Lar, Secretarias Municipais de Saúde e de Educação, Fundação Municipal de Esportes, FUNCULTRATI e instituições não governamentais. Somam-se o Censo Demográfico de 2010 e seus microdados, o Censo Escolar de 2015, o DATASUS e o SINAN de 2015. As violações de direitos são taxas por mil habitantes da mesma faixa etária.

A pesquisa de percepção com adolescentes foi aplicada nas escolas em setembro de 2016, com questionário aprovado pela Comissão de Acompanhamento. Um fórum com os profissionais do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente discutiu os resultados por região e propôs ações para o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Conheça o método da Painel

As 9 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)De 0 a 17 anos
AreiasAreias; Mata Atlântica II.Urbana2.053587
Centro e UniversitárioCentro; Universitário; Jardim Coroado; Mata Atlântica.Urbana8.5411.996
Jardim ProgressoJardim Progresso.Urbana1.733682
Joaia e 15 de NovembroJoaia; 15 de Novembro.Urbana4.7481.210
PraçaPraça; Santa Luzia; Imacol.Urbana8.3282.514
Itinga e TimbéItinga; Porto Itinga; Timbé.Rural1.722447
Morretes e Sul do RioMorretes; Sul do Rio; Pernambuco.Rural1.185369
Nova DescobertaNova Descoberta.Rural1.360423
Terra Nova e Campo NovoTerra Nova; Campo Novo; Campo Novo I e II; Oliveira.Rural1.290334

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE e seus microdados, 2010
  • Estimativa populacional do IBGE, 2016
  • Censo Escolar, 2015
  • DATASUS: SINASC e SIM, 2015
  • SINAN, 2015
  • CAGED/MTE, 2015
  • PNAD, 2013, e DATASUS, 2014, nas comparações com Santa Catarina e o Brasil

Rede de atendimento do município, 2015

  • Conselho Tutelar: 294 atendimentos
  • Delegacia de Polícia Civil: 156 boletins de ocorrência com crianças e adolescentes vítimas
  • Fórum (1ª Vara Cível) e Ministério Público: 80 atos infracionais
  • Vara Criminal: processos de estupro de vulnerável de 2015 e 2016
  • Secretaria Municipal de Ação Social: CRAS (PAIF, SCFV, BPC na Escola e CadÚnico), CREAS (PAEFI e medidas socioeducativas) e Casa Lar
  • Secretaria Municipal de Saúde (CEMPS e atenção básica) e Hospital São José
  • Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo e escolas
  • Fundação Municipal de Esportes e FUNCULTRATI
  • ADEC, APAE, CAES, Du Projetos, Instituto Mathilde Bayer, SESC e Clube de Desbravadores Pérolas do Vale

Os resultados
em números

O volume organiza os indicadores pelos cinco direitos fundamentais do ECA, com dados do IBGE, do DATASUS, do Censo Escolar e da rede de atendimento, e reúne 22 deles na matriz de indicadores por região geográfica, que conta em quantos cada região fica pior que a média do município. A pesquisa de percepção traz a opinião de 452 adolescentes.

indicadores da matriz em que a Praça fica pior que a média do município; 13 no Centro e Universitário
14 de 22
Volume 1, matriz de indicadores, 2017
atendimentos no Conselho Tutelar, 39,8% de crianças e adolescentes da Praça; 28,2% por conflito familiar
294
Conselho Tutelar, 2015
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 60,4% na área rural
32,5%
Microdados IBGE, 2010
atos infracionais por mil adolescentes de 12 a 17 anos na Praça; 24,4 no município
35,7
Fórum e Ministério Público, 2015
dos adolescentes ouvidos trabalham, 58,8% deles para a família
41,4%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016
dos adolescentes ouvidos já sofreram alguma violência; a psicológica ou o bullying atinge 34,3%
43,4%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver quantos indicadores de cada uma das 9 regiões ficam piores que a média. Selecione uma região na lista para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Perfil, direitos e atendimento

22 indicadores

A matriz compara 22 indicadores de cada região com a média do município e aponta duas regiões em situação crítica. A Praça fica pior que a média em 14 deles, com as maiores taxas de violência sexual (8,0 por mil), de violência psicológica (8,8) e de atos infracionais (35,7 por mil adolescentes), e o Centro e Universitário em 13, com as maiores taxas de violência física (17,5) e de violação do direito à liberdade (10,0). Terra Nova e Campo Novo fica pior só na proporção de adolescentes responsáveis por domicílio.

Veja a tabela completa

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

As tabelas completas

Perfil, direitos e atendimento22 indicadores
Mapa social do eixo perfil, direitos e atendimento em Tijucas: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoRenda per capita até 1/8 do salário mínimo (R$ 63,75)RDJ (Razão de Dependência Jovem)Taxa de Natalidadepor mil hab.Taxa de Mortalidade Infantilpor mil nascidos vivosBaixo Peso ao NascerPré-natais insuficientesGravidez na AdolescênciaTaxa de Agravospor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Violação Vida e Saúdepor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Anomaliapor mil nascidos vivosTaxa de Violação Educaçãopor mil hab. de 0 a 17 anosAdolescentes responsáveis por domicílioTaxa de Acolhimentopor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Negligênciapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Violação Convivênciapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Violação Sexualpor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Violação Psicológicapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Violação Físicapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Ato Infracionalpor mil hab. de 12 a 17 anosTaxa de Medidas Socioeducativas aplicadaspor mil hab. de 12 a 17 anosTaxa de Violação do Direito à Profissionalização e Proteção no Trabalhopor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de Violação do Direito à Liberdade, Respeito e Dignidadepor mil hab. de 0 a 17 anosPiores que a média
Média do município0,3%maior é pior32,6%maior é pior19,4maior é pior6,7maior é pior6,5%maior é pior29,8%maior é pior2,8%maior é pior7,4maior é pior5,7maior é pior6,7maior é pior7,2maior é pior0,8%maior é pior1,4maior é pior11,6maior é pior22,4maior é pior3,9maior é pior6,0maior é pior10,5maior é pior24,4maior é pior11,6maior é pior0,4maior é pior5,3maior é pior
AreiasMata Atlântica II0,2%32,3%33,6, pior valor entre as regiões0,04,3%34,8%, pior que a média4,3%, pior que a média10,2, pior que a média6,8, pior que a média0,01,70,3%0,011,9, pior que a média17,00,06,8, pior que a média8,529,9, pior que a média17,1, pior valor entre as regiões0,01,79 de 22 (40,9%)
Centro e UniversitárioJardim Coroado, Mata Atlântica0,1%26,3%24,0, pior que a média9,8, pior que a média5,9%22,9%2,8%8,5, pior que a média3,59,8, pior que a média7,5, pior que a média0,2%1,5, pior que a média14,5, pior que a média25,1, pior que a média2,55,517,5, pior valor entre as regiões26,6, pior que a média14,5, pior que a média0,5, pior que a média10,0, pior valor entre as regiões13 de 22 (59,1%)
Jardim Progresso0,8%, pior que a média53,1%, pior valor entre as regiões12,70,09,1%, pior que a média40,9%, pior que a média1,7%5,91,50,019,1, pior valor entre as regiões7,5%, pior valor entre as regiões0,011,7, pior que a média20,52,91,55,98,416,9, pior que a média0,02,98 de 22 (36,4%)
Joaia e 15 de Novembro0,4%, pior que a média28,7%17,50,06,0%26,5%1,3%1,73,30,04,10,5%0,89,926,4, pior que a média2,55,06,64,16,11,7, pior valor entre as regiões2,53 de 22 (13,6%)
PraçaSanta Luzia, Imacol0,4%, pior que a média37,0%, pior que a média16,97,1, pior que a média7,1%, pior que a média32,6%, pior que a média3,8%, pior que a média4,810,3, pior valor entre as regiões0,010,3, pior que a média0,3%2,8, pior valor entre as regiões10,725,5, pior que a média8,0, pior valor entre as regiões8,8, pior valor entre as regiões12,3, pior que a média35,7, pior valor entre as regiões11,50,04,814 de 22 (63,6%)
Itinga e TimbéPorto Itinga0,0%28,6%14,540,0, pior valor entre as regiões20,0%, pior valor entre as regiões48,0%, pior valor entre as regiões6,3%, pior valor entre as regiões6,74,540,0, pior que a média2,20,6%0,020,1, pior valor entre as regiões26,8, pior valor entre as regiões0,00,02,220,515,4, pior que a média0,04,58 de 22 (36,4%)
Morretes e Sul do RioPernambuco1,6%, pior valor entre as regiões38,4%, pior que a média14,30,00,0%35,3%, pior que a média0,0%21,7, pior que a média2,758,8, pior valor entre as regiões2,71,1%, pior que a média2,7, pior que a média0,013,65,4, pior que a média2,72,77,17,10,02,78 de 22 (36,4%)
Nova Descoberta0,0%40,0%, pior que a média20,6, pior que a média0,03,6%28,6%3,6%, pior que a média23,6, pior valor entre as regiões9,5, pior que a média0,00,00,2%0,07,17,10,02,44,70,00,00,02,45 de 22 (22,7%)
Terra Nova e Campo NovoCampo Novo I e II, Oliveira0,0%31,9%3,90,00,0%20,0%0,0%0,00,00,00,02,2%, pior que a média0,09,06,03,03,00,00,08,00,00,01 de 22 (4,5%)

Fontes: IBGE, Censo 2010; DATASUS/SINASC/SIM, 2015; SINAN, 2015; Conselho Tutelar, 2015; SINASC, 2015; Secretaria de Assistência Social, 2015; Conselho Tutelar e Delegacia, 2015; Fórum e Ministério Público, 2015; CREAS, 2015.

Os resultados
por direito

Perfil socioeconômico

Pelo Censo de 2010, os responsáveis por domicílio ganhavam em média R$ 1.280,25 por mês: R$ 1.806,00 no Centro e Universitário e R$ 536,00 no Jardim Progresso, onde a razão de dependência jovem chegava a 53,1% e as crianças e adolescentes eram 39,4% da população. Nas regiões rurais faltava saneamento: 76,5% dos domicílios de Nova Descoberta e 70,2% dos de Itinga e Timbé não tinham rede de esgoto nem fossa séptica, ante 12,5% no município.

rendimento médio dos responsáveis por domicílio no Jardim Progresso, ante R$ 1.806,00 no Centro e Universitário
R$ 536,00
IBGE, Censo 2010
de razão de dependência jovem no Jardim Progresso; 32,6% no município
53,1%
IBGE, Censo 2010
da população do Jardim Progresso tem de 0 a 17 anos; 27,7% no município
39,4%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios de Nova Descoberta sem rede de esgoto nem fossa séptica; 12,5% no município
76,5%
IBGE, Censo 2010

Direito à vida e saúde

Em 2015 nasceram 601 crianças em Tijucas, uma taxa de natalidade de 19,4 por mil habitantes, acima de Santa Catarina (14,2 em 2014). Houve 4 óbitos de menores de 1 ano, 6,7 por mil nascidos vivos. Itinga e Timbé reúne os piores indicadores ao nascer: 20,0% de baixo peso, 48,0% de pré-natais insuficientes e 6,3% de gravidez entre as adolescentes de 12 a 17 anos, ante 2,8% no município. No Conselho Tutelar, 40% das violações deste direito tiveram como motivo a drogadição do pai ou da mãe.

nascidos vivos por mil habitantes, ante 14,2 em Santa Catarina em 2014
19,4
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
dos nascidos vivos de Itinga e Timbé com seis ou menos pré-natais; 29,8% no município
48,0%
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
adolescentes de 12 a 17 anos tiveram filhos, 2,8% delas; 6,3% em Itinga e Timbé
45
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
das violações do direito à vida e saúde notificadas tiveram como motivo a drogadição do pai ou da mãe
40%
Conselho Tutelar, 2015

Direito à educação, cultura, esporte e lazer

Em 2010, só 17,8% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creche, nenhuma na área rural; em 2015, pela estimativa do relatório, eram cerca de 45,0%. Ainda assim, 63% das 62 violações do direito à educação notificadas ao Conselho Tutelar foram pedidos de vaga na escola, e o Jardim Progresso tem a maior taxa, 19,1 por mil. Pelo Censo de 2010, 32,5% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam fora da escola, 60,4% na área rural, e em 2015 o ensino médio teve 7,0% de abandono, 9,5% nas escolas da Praça.

das crianças de 0 a 3 anos na creche, estimativa do relatório; 17,8% em 2010
45,0%
Censo Escolar 2015 e SINASC
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 60,4% na área rural
32,5%
Microdados IBGE, 2010
de abandono no ensino médio; 9,5% nas escolas da Praça
7,0%
Censo Escolar Tijucas, 2015
violações do direito à educação por mil crianças e adolescentes no Jardim Progresso; 7,2 no município
19,1
Conselho Tutelar, 2015

Direito à convivência familiar e comunitária

Em 2015, o Conselho Tutelar registrou 192 violações do direito à convivência familiar e comunitária, 22,4 por mil crianças e adolescentes, 43% delas por conflito familiar, e 99 casos de negligência, 11,6 por mil; em Itinga e Timbé, 20,1. Houve 12 acolhimentos, 7 de crianças e adolescentes da Praça e 11 por negligência. Pelo Censo de 2010, 7,5% dos responsáveis por domicílio do Jardim Progresso eram adolescentes, ante 0,8% no município. O CadÚnico tinha 2.766 famílias, 36,2% delas no Programa Bolsa Família.

dos responsáveis por domicílio do Jardim Progresso são adolescentes; 0,8% no município
7,5%
IBGE, Censo 2010
violações do direito à convivência notificadas, 22,4 por mil; 43% por conflito familiar
192
Conselho Tutelar, 2015
casos de negligência por mil crianças e adolescentes em Itinga e Timbé; 11,6 no município
20,1
Conselho Tutelar, 2015
acolhimentos, 7 de crianças e adolescentes da Praça; 11 por negligência
12
Acolhimento Casa Lar, 2015

Direito à liberdade, respeito e dignidade

Em 2015, o Conselho Tutelar e a Delegacia registraram 90 casos de violência física contra crianças e adolescentes, 10,5 por mil, com 17,5 no Centro e Universitário, 51 de violência psicológica e 33 de violência sexual, 76% deles assédio sexual ou estupro de vulnerável. A Praça tem as maiores taxas de violência sexual (8,0) e psicológica (8,8), e o Conselho Tutelar registrou 9 crianças e adolescentes sem certidão de nascimento. O Fórum registrou 80 atos infracionais, 10 deles de adolescentes de outros municípios; o tráfico de drogas responde por 35,0% deles.

casos de violência física por mil crianças e adolescentes no Centro e Universitário; 10,5 no município
17,5
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
casos de violência sexual por mil crianças e adolescentes na Praça; 3,9 no município
8,0
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
atos infracionais registrados no Fórum, 35,0% por tráfico de drogas
80
Fórum, 2015
boletins de ocorrência com crianças e adolescentes vítimas, 71,8% delas de 12 a 17 anos
156
Delegacia, 2015

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

Pelo Censo de 2010, todo o trabalho de crianças de 10 a 13 anos estava na área rural, onde trabalhavam 14,9% delas, ante 2,5% no município. Entre os adolescentes de 14 a 15 anos, 14,3% trabalhavam, 19,7% na área rural. Em 2015, o Conselho Tutelar e a Delegacia notificaram só 3 casos de trabalho infantil, todos na área urbana; o relatório lê esse contraste como uma questão cultural assimilada pela sociedade e pede que se verifique a subnotificação.

das crianças de 10 a 13 anos da área rural trabalhavam; 2,5% no município
14,9%
Microdados IBGE, 2010
dos adolescentes de 14 a 15 anos trabalhavam; 19,7% na área rural
14,3%
Microdados IBGE, 2010
notificações de trabalho infantil, todas na área urbana
3
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
adolescentes de saldo no emprego formal, 46,6% deles no comércio
118
CAGED/MTE, 2015

O que disseram
os adolescentes

A Pesquisa de Percepção dos Adolescentes foi aplicada em setembro de 2016 nas escolas de Tijucas, com questionário de autopreenchimento, para garantir o sigilo e a espontaneidade das respostas. A amostra de 452 questionários tem confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 4,3%, e o questionário, elaborado com o município, foi aprovado pela Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico.

Por ser uma amostra por conveniência, não foi estratificada por região, mas acompanha a população: Centro e Universitário, Praça e Joaia e 15 de Novembro somam 65% dos entrevistados. Responderam alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, de 11 a 18 anos ou mais, e 49,8% são do sexo feminino. O questionário tratou de deficiência, sexo e drogas, esporte e lazer, convivência familiar, direitos e violência, trabalho e futuro.

O que a pesquisa encontrou

  1. 41,4% trabalham, 58,8% deles para a família; as atividades mais citadas são as tarefas da casa (29,9%) e o comércio (11,8%), e 55,8% dos que gostam do trabalho prefeririam estar em uma atividade esportiva, cultural ou profissionalizante.

  2. 60,2% já experimentaram bebida alcoólica, 21,0% cigarro e 14,8% maconha, e 37,6% não consideram o álcool uma droga. Entre os que experimentaram, o cigarro (8,4%) e a maconha (7,5%) têm o maior uso frequente.

  3. 34,3% já tiveram relação sexual, 26,5% não conversam sobre sexo com ninguém e só 49,2% das adolescentes que tiveram relação frequentam o ginecologista.

  4. 44,0% conhecem os direitos e deveres do ECA; 69,2% sabem onde fica o Conselho Tutelar e 88,7% conhecem a sua função.

  5. 43,4% já sofreram alguma violência. A psicológica ou o bullying atinge 34,3% dos entrevistados e ocorreu na escola em 85,8% dos casos; 24,3% já sofreram preconceito, sobretudo pela obesidade ou pela cor (25,5% dos casos cada).

  6. Drogas são o assunto mais conversado em família (58,0%), e 26,1% dizem que nenhum assunto é falado abertamente; 9,3% têm algum familiar cumprindo pena no sistema prisional.

Fonte: Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016.

Considerações
e recomendações

O fórum de discussão dos indicadores reuniu representantes do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente de Tijucas, que debateram em grupos os principais indicadores de cada direito do ECA e apresentaram propostas para o CMDCA, o poder público e a rede, a serem inseridas no Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

As considerações finais pedem que o CMDCA monitore e avalie periodicamente os indicadores do diagnóstico, supere com a rede a fragmentação dos serviços e garanta que as ações estejam no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Análise conclusiva e propositiva.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da criança e do adolescente de Tijucas?

A Painel Pesquisas e Consultoria, que publicou o volume em 2017. O Diagnóstico Social da Situação da Criança e do Adolescente no Município de Tijucas foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), em parceria com a Prefeitura de Tijucas, e seguido por uma Comissão de Acompanhamento definida pelo município. O volume, de 141 páginas, reúne os indicadores de 2015, a pesquisa com adolescentes e as propostas do fórum de discussão.

Quais regiões de Tijucas têm os piores indicadores?

A matriz de 22 indicadores aponta duas regiões em situação crítica: a Praça, pior que a média do município em 14 indicadores, e o Centro e Universitário, em 13. A Praça tem as maiores taxas de violência sexual, de violência psicológica e de atos infracionais; o Centro e Universitário, as de violência física e de violação do direito à liberdade. Terra Nova e Campo Novo, na área rural de Tijucas, fica pior que a média em um só indicador.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Tijucas?

Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, do Censo Escolar, do DATASUS e do SINAN de 2015, e dos registros da rede de atendimento de Tijucas de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2015: Conselho Tutelar, Delegacia, Fórum, Vara Criminal, CRAS, CREAS, Casa Lar, saúde, educação, esporte, cultura e instituições não governamentais. Os indicadores seguem os cinco direitos fundamentais do ECA e comparam nove regiões geográficas.

Quantos adolescentes de Tijucas participaram da pesquisa?

452 adolescentes responderam em setembro de 2016 ao questionário de autopreenchimento aplicado nas escolas de Tijucas, com confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 4,3%. Dos entrevistados, 41,4% trabalham, a maioria para a família, 60,2% já experimentaram bebida alcoólica, 44,0% conhecem os direitos e deveres do ECA e 43,4% já sofreram alguma violência, sobretudo psicológica ou bullying na escola.

O que o diagnóstico recomenda para Tijucas?

As propostas do fórum de discussão de Tijucas, organizadas pelos direitos do ECA, incluem implantar um CAPS, levar equipes de saúde às regiões com pré-natal insuficiente, prevenir a gravidez na adolescência nas escolas, construir CEIs e escolas onde faltam vagas, manter o projeto ECA na Escola, oferecer transporte para os projetos sociais e criar cursos profissionalizantes. O CMDCA deve monitorar os indicadores e garantir as ações no PPA, na LDO e na LOA.

Idealização

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Tijucas (CMDCA)

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Um diagnóstico assim
para o seu município

Conte qual público e quais territórios a sua gestão precisa conhecer. Definimos juntos a divisão territorial, as pesquisas e os relatórios da entrega.

Conversar sobre o diagnóstico

Conte pelo WhatsApp seu município, o público do diagnóstico e os temas de interesse.