Serrinha/BA — Diagnóstico Social para Identificação de Violências contra Adolescentes e Jovens
A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o diagnóstico social das violências contra adolescentes e jovens de Serrinha, idealizado pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Publicados em 2024, os dois volumes comparam 37 indicadores entre as sete regiões do município, apontam a Região 5, pior que a média em 23 deles, como a mais vulnerável e trazem o Plano de Ação elaborado com cerca de 25 profissionais da rede.
O Diagnóstico Social para Identificação de Violências contra Adolescentes e Jovens de Serrinha/BA foi idealizado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, com apoio do Município de Serrinha, e realizado pela Painel Pesquisas e Consultoria. Uma Comissão de Acompanhamento formada por profissionais do Ministério Público acompanhou o trabalho, que incluiu uma formação dos profissionais da rede de atendimento em janeiro de 2024.
Seu objetivo é contribuir para a prevenção e a redução das violências contra adolescentes e jovens de 12 a 29 anos, sobretudo a violência letal, e oferecer subsídios para a elaboração, a execução e o monitoramento das políticas públicas voltadas a esse público nos territórios de maior vulnerabilidade, por meio de um Plano Municipal de Enfrentamento às Violências contra Adolescentes e Jovens.
O Volume 1 reúne os dados gerais do município, os indicadores de perfil demográfico, perfil socioeconômico, educação, assistência social, segurança pública, violências e óbitos e homicídios, com o mapa social de cada eixo e o ranking geral, a pesquisa qualitativa com os profissionais da rede e as considerações finais. O Volume 2 resume os principais resultados, aponta os indicadores de atenção prioritária de cada região e traz o Plano de Ação.
O município de Serrinha
Serrinha fica na Bahia, a 175 km de Salvador, e tem a economia baseada principalmente na agricultura e na pecuária. Entre os Censos de 2010 e 2022, sua população cresceu 4,8%, depois de cair 7,7% entre 2000 e 2010.
habitantes
80.435
IBGE, Censo 2022
IDHM, faixa média: 58º entre os 417 municípios da Bahia
0,634
Atlas Brasil, 2010
da população na área urbana; 38,5% na zona rural
61,5%
IBGE, Censo 2010
índice de Gini, ante 0,59 em 2000
0,55
Atlas Brasil, 2010
da população tem de 0 a 18 anos; eram 43,9% em 2000
27,1%
IBGE, Censos 2000 e 2022
Como foi feito
Com a Comissão de Acompanhamento do diagnóstico, Serrinha foi dividida em sete regiões de perfil socioeconômico semelhante, com base nos limites político-administrativos e nos setores censitários do IBGE: seis regiões urbanas e a zona rural, a Região 7, onde vivem 38,5% dos moradores.
Cada indicador é calculado sobre a população da região, em percentual ou em taxa por mil habitantes, e comparado com a média do município; os indicadores sobre adolescentes e jovens tomam como base a população de 12 a 29 anos. Os dados da rede e das bases oficiais cobrem janeiro a dezembro de 2023, com as séries do SINAN de 2019 a 2023 e do SIM de 2020 a 2023; a população de cada região vem do Censo Demográfico de 2010.
Os dados foram tratados no Sistema de Inteligência, Padronização e Análise (SIPA) da Painel. Nos eixos com mais de três indicadores, o mapa social conta os indicadores em que a região fica pior que a média, e o ranking geral soma os sete eixos. Em julho de 2024, um grupo focal com os profissionais da rede discutiu os resultados e elaborou as ações do Plano de Ação.
Centro; Centro Social Urbano (CSU); Ginásio; Parque Santana.
Urbana
11.206
3.453
Região 2
Cruzeiro; Bomba; Vila de Fátima; Bairro dos Treze; Recreio; Alto do Recreio; Estação.
Urbana
8.732
3.092
Região 3
Oséas; Sra. Santana; Bairro da Santa; Mutirão.
Urbana
6.944
2.572
Região 4
Rodagem; Abóboras; Colina das Mangueiras; Loteamento Princesa do Agreste.
Urbana
5.893
2.093
Região 5
Vaquejada; Rodoviária; Tanque Grande; Cidade Nova; Alto Coqueiro; Baixa D'Água; Vista Alegre.
Urbana
7.080
2.499
Região 6
Urbis 1; Urbis 2; Novo Horizonte; CASEB.
Urbana
7.333
2.631
Região 7
Zona Rural de Serrinha; Boa Vista; Bela Vista; Chapada; Mombaça; Correio; Saco do Correio; Pau Ferro; Povoado Murici.
Rural
29.574
10.756
Fonte da população: IBGE, Censo 2010.
Bases oficiais
Censo Demográfico do IBGE, 2010 (microdados e agregados) e 2022
Atlas Brasil: IDHM e índice de Gini, 2010
RAIS e CAGED, 2022
Censo Escolar do INEP, 2022 e 2023
SINAN, 2019 a 2023, e SIM, 2020 a 2023, do Ministério da Saúde
Rede de atendimento
Atendimentos de adolescentes pelo Conselho Tutelar, 2023
Atendimentos do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), 2023
Acolhimento institucional de crianças e adolescentes, 2023
Ocorrências registradas na Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP/BA), 2023
Os resultados em números
O Volume 1 calcula 37 indicadores para cada uma das sete regiões, em sete eixos: perfil demográfico, perfil socioeconômico, educação, assistência social, segurança pública, violência e óbitos e homicídios. Nos cinco eixos com mais de três indicadores, o mapa social compara as regiões com a média do município, e o ranking geral soma os indicadores em que cada região fica pior que a média. O Volume 2 retoma esses resultados e aponta os indicadores de atenção prioritária de cada região.
indicadores comparados entre as sete regiões, em sete eixos
37
Volume 1, 2024
indicadores da Região 5 piores que a média do município, a primeira do ranking
23 de 37
Volume 1, 2024
adolescentes e jovens de 12 a 29 anos vítimas de ocorrências, 2,7% dessa população
736
IBGE, Censo 2010; SSP/BA, 2023
adolescentes e jovens vítimas de violência notificada; eram 25 em 2019 e 118 em 2023
372
SINAN, 2019 a 2023
homicídios de adolescentes e jovens de 12 a 29 anos, dos 95 registrados no município
53
SIM, 2020 a 2023
de abandono no ensino médio, ante 11,7% na Bahia e 5,7% no Brasil
13,6%
INEP, Censo Escolar: Rendimento Escolar, 2022
Mapa social por eixo
Escolha um eixo para ver no mapa a classe de cada uma das 7 regiões. Selecione uma região, no mapa ou na lista, para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.
Ranking geral
37 indicadores em 7 eixos
Somados os 37 indicadores, a Região 5 fica pior que a média em 23 (62,2%) e lidera o ranking geral de vulnerabilidade, com os piores resultados em segurança pública, violência e homicídios, seguida das Regiões 2, com 17, e 4, com 16. A Região 3 fica pior que a média em 7 (18,9%). Os dois indicadores de educação e o de adolescentes atendidos pelo Conselho Tutelar entram no ranking sem mapa social próprio.
A Região 7, a zona rural, fica acima da média em 5 dos 7 indicadores, com a maior densidade domiciliar (3,86 moradores por domicílio) e a maior proporção de adolescentes de 12 a 18 anos (15,2%); divide com a Região 6 a maior de crianças de 0 a 11 anos (22,0%). A Região 1, que inclui o Centro, tem o maior índice de envelhecimento, 79,4%, e a Região 6, o menor, 22,9%.
A Região 7, a zona rural, fica pior que a média em 5 dos 6 indicadores, com a menor renda nominal per capita (R$ 174,20), os maiores percentuais de domicílios com renda per capita de até 1/2, 1/4 e 1/8 de salário-mínimo (64,3%, 35,3% e 16,9%) e a maior razão de dependência total (65,3%). A Região 2 tem a maior taxa de adolescentes responsáveis pelo domicílio, 9,4 por mil, e a Região 1, a maior renda, R$ 752,80.
As Regiões 1 e 5 ficam acima da média nos 8 indicadores. A Região 1, que inclui o Centro, tem o maior percentual de adolescentes e jovens vítimas de ocorrências (5,5%) e a maior taxa de vítimas de roubo, furto ou estelionato (29,2 por mil); a Região 5 tem o maior percentual de autores (3,1%) e as maiores taxas de vítimas e de autores de outros tipos de ocorrência, categoria que inclui a posse e o tráfico de drogas. As Regiões 3 e 7 não ficam acima da média em nenhum.
A Região 5 fica acima da média nos 7 indicadores, com a maior taxa de agravos por violência registrados no SINAN de 2019 a 2023 (1,7% da população). A Região 4 fica acima em 6, com o maior percentual de adolescentes e jovens vítimas de violência no período (2,2%) e as maiores taxas de cada ano de 2020 a 2023, até 7,6 por mil em 2023.
A Região 5 fica acima da média em 5 dos 6 indicadores, com a maior taxa de óbitos por causas externas por local de residência (2,8 por mil habitantes) e as maiores taxas de homicídios de adolescentes e jovens de 2021 a 2023, até 1,6 por mil em 2023. A Região 2 tem a maior taxa de óbitos por causas externas por local de ocorrência, 4,1 por mil, e a maior de homicídios de adolescentes e jovens em 2020, 2,6.
Fonte: Volume 1, Mapa 1: Visão geral da divisão territorial e composição das 07 regiões geográficas do Diagnóstico.
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 2 de 7
Perfil socioeconômico: 0 de 6
Educação: 0 de 2
Assistência social: 1 de 1
Segurança pública: 8 de 8
Violência: 7 de 7
Óbitos e homicídios: 5 de 6
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 3 de 7
Perfil socioeconômico: 3 de 6
Educação: 0 de 2
Assistência social: 1 de 1
Segurança pública: 2 de 8
Violência: 5 de 7
Óbitos e homicídios: 3 de 6
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 3 de 7
Perfil socioeconômico: 1 de 6
Educação: 0 de 2
Assistência social: 1 de 1
Segurança pública: 4 de 8
Violência: 6 de 7
Óbitos e homicídios: 1 de 6
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 5 de 7
Perfil socioeconômico: 5 de 6
Educação: 2 de 2
Assistência social: 0 de 1
Segurança pública: 0 de 8
Violência: 2 de 7
Óbitos e homicídios: 1 de 6
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 3 de 7
Perfil socioeconômico: 0 de 6
Educação: 0 de 2
Assistência social: 1 de 1
Segurança pública: 8 de 8
Violência: 0 de 7
Óbitos e homicídios: 0 de 6
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 4 de 7
Perfil socioeconômico: 4 de 6
Educação: 0 de 2
Assistência social: 0 de 1
Segurança pública: 1 de 8
Violência: 1 de 7
Óbitos e homicídios: 1 de 6
Indicadores piores que a média, por eixo
Perfil demográfico: 4 de 7
Perfil socioeconômico: 3 de 6
Educação: 0 de 2
Assistência social: 0 de 1
Segurança pública: 0 de 8
Violência: 0 de 7
Óbitos e homicídios: 0 de 6
As tabelas completas
12,3Pior que a média do município
25,1Pior valor entre as regiões
Classe da região no eixo, por tercis: baixo, médio e alto
—Nenhum registro na região
Ranking geral37 indicadores em 7 eixos
Ranking geral das regiões de Serrinha: quantos indicadores de cada eixo ficam piores que a média do município em cada região, o total, a posição e a classe.
Região
Perfil demográfico7 indicadores
Perfil socioeconômico6 indicadores
Educação2 indicadores
Assistência social1 indicadores
Segurança pública8 indicadores
Violência7 indicadores
Óbitos e homicídios6 indicadores
Piores que a média
Posição
Classe
Região 5Vaquejada, Rodoviária
2
0
0
1
8
7
5
23 de 37 (62,2%)
1º
Alto
Região 2Cruzeiro, Bomba
3
3
0
1
2
5
3
17 de 37 (45,9%)
2º
Alto
Região 4Rodagem, Abóboras
3
1
0
1
4
6
1
16 de 37 (43,2%)
3º
Médio
Região 7Zona rural
5
5
2
0
0
2
1
15 de 37 (40,5%)
4º
Médio
Região 1Centro, Centro Social Urbano
3
0
0
1
8
0
0
12 de 37 (32,4%)
5º
Médio
Região 6Urbis 1, Urbis 2
4
4
0
0
1
1
1
11 de 37 (29,7%)
6º
Baixo
Região 3Oséas, Sra. Santana
4
3
0
0
0
0
0
7 de 37 (18,9%)
7º
Baixo
Fonte: Volume 1, Ranking geral de indicadores, a partir dos 37 indicadores dos sete eixos.
Perfil demográfico7 indicadores
Mapa social do eixo perfil demográfico em Serrinha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média e a classe de cada região.
Região
Densidade domiciliarmoradores por domicílio
População com idade de 0 a 11 anos
População com idade de 12 a 18 anos
População com idade de 19 a 29 anos
População com idade de 30 a 59 anos
População com idade de 60 anos ou mais
Índice de envelhecimento
Piores que a média
Classe
Média do município
3,53maior é pior
20,4%maior é pior
13,7%maior é pior
21,6%maior é pior
34,3%maior é pior
10,0%maior é pior
37,9%maior é pior
Região 5Vaquejada, Rodoviária
3,41
19,4%
12,9%
22,4%, pior que a média
36,1%, pior que a média
9,1%
36,7%
2 de 7 (28,6%)
Baixo
Região 4Rodagem, Abóboras
3,34
21,8%, pior que a média
13,0%
22,5%, pior que a média
35,8%, pior que a média
6,9%
25,0%
3 de 7 (42,9%)
Baixo
Região 2Cruzeiro, Bomba
3,41
21,7%, pior que a média
13,8%, pior que a média
21,6%
34,5%, pior que a média
8,4%
30,0%
3 de 7 (42,9%)
Baixo
Região 1Centro, Centro Social Urbano
3,08
14,0%
10,7%
20,1%
40,6%, pior valor entre as regiões
14,5%, pior valor entre as regiões
79,4%, pior valor entre as regiões
3 de 7 (42,9%)
Baixo
Região 6Urbis 1, Urbis 2
3,47
22,0%, pior valor entre as regiões
13,8%, pior que a média
22,1%, pior que a média
35,6%, pior que a média
6,5%
22,9%
4 de 7 (57,1%)
Médio
Região 3Oséas, Sra. Santana
3,54, pior que a média
20,3%
13,9%, pior que a média
23,1%, pior valor entre as regiões
34,9%, pior que a média
7,8%
29,5%
4 de 7 (57,1%)
Médio
Região 7Zona rural
3,86, pior valor entre as regiões
22,0%, pior valor entre as regiões
15,2%, pior valor entre as regiões
21,2%
30,7%
10,9%, pior que a média
38,3%, pior que a média
5 de 7 (71,4%)
Alto
Fontes: IBGE, Censo 2010.
Perfil socioeconômico6 indicadores
Mapa social do eixo perfil socioeconômico em Serrinha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média e a classe de cada região.
Região
Renda nominal per capitaR$
Renda per capita domiciliar de até 1/2 salário-mínimo
Renda per capita domiciliar de até 1/4 de salário-mínimo
Renda per capita domiciliar de até 1/8 de salário-mínimo
Razão de Dependência Total (RDT)
Adolescentes responsáveis pelo domicíliopor mil responsáveis
Piores que a média
Classe
Média do município
319,2menor é pior
49,7%maior é pior
23,0%maior é pior
9,3%maior é pior
57,0%maior é pior
5,8maior é pior
Região 1Centro, Centro Social Urbano
752,8
20,8%
5,3%
1,1%
48,7%
5,8
0 de 6 (0,0%)
Baixo
Região 5Vaquejada, Rodoviária
331,3
43,3%
15,2%
4,2%
51,4%
5,3
0 de 6 (0,0%)
Baixo
Região 4Rodagem, Abóboras
316,9, pior que a média
48,6%
19,1%
6,9%
52,7%
5,1
1 de 6 (16,7%)
Baixo
Região 3Oséas, Sra. Santana
314,2, pior que a média
49,8%, pior que a média
20,7%
6,0%
51,6%
7,1, pior que a média
3 de 6 (50,0%)
Médio
Região 2Cruzeiro, Bomba
283,3, pior que a média
49,6%
21,1%
7,1%
57,5%, pior que a média
9,4, pior valor entre as regiões
3 de 6 (50,0%)
Médio
Região 6Urbis 1, Urbis 2
278,7, pior que a média
53,5%, pior que a média
23,8%, pior que a média
9,1%
52,9%
6,6, pior que a média
4 de 6 (66,7%)
Médio
Região 7Zona rural
174,2, pior valor entre as regiões
64,3%, pior valor entre as regiões
35,3%, pior valor entre as regiões
16,9%, pior valor entre as regiões
65,3%, pior valor entre as regiões
4,4
5 de 6 (83,3%)
Alto
Fontes: IBGE, Censo 2010.
Segurança pública8 indicadores
Mapa social do eixo segurança pública em Serrinha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média e a classe de cada região.
Região
Adolescentes e jovens vítimas de ocorrências registradas
Adolescentes e jovens vítimas de violênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens vítimas de roubo, furto ou estelionatopor mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens vítimas de outros tipos de ocorrênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens autores de ocorrências registradas
Adolescentes e jovens autores de violênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens autores de roubo, furto ou estelionatopor mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens autores de outros tipos de ocorrênciaspor mil hab. de 12 a 29 anos
Piores que a média
Classe
Média do município
2,7%maior é pior
14,5maior é pior
11,2maior é pior
1,4maior é pior
2,1%maior é pior
10,4maior é pior
2,6maior é pior
7,6maior é pior
Região 3Oséas, Sra. Santana
1,0%
6,2
3,9
—nenhum registro
0,6%
3,1
0,4
2,3
0 de 8 (0,0%)
Baixo
Região 7Zona rural
1,7%
11,1
5,2
1,1
1,7%
9,4
1,8
5,9
0 de 8 (0,0%)
Baixo
Região 6Urbis 1, Urbis 2
1,1%
5,7
4,9
0,8
1,9%
6,1
2,3
11,0, pior que a média
1 de 8 (12,5%)
Baixo
Região 2Cruzeiro, Bomba
2,2%
14,6, pior que a média
5,8
1,3
2,0%
9,4
1,0
9,4, pior que a média
2 de 8 (25,0%)
Baixo
Região 4Rodagem, Abóboras
2,5%
15,8, pior que a média
8,1
1,4
2,7%, pior que a média
16,2, pior valor entre as regiões
0,5
10,0, pior que a média
4 de 8 (50,0%)
Médio
Região 5Vaquejada, Rodoviária
5,1%, pior que a média
20,0, pior que a média
28,0, pior que a média
2,8, pior valor entre as regiões
3,1%, pior valor entre as regiões
13,6, pior que a média
6,0, pior que a média
11,6, pior valor entre as regiões
8 de 8 (100,0%)
Alto
Região 1Centro, Centro Social Urbano
5,5%, pior valor entre as regiões
23,5, pior valor entre as regiões
29,2, pior valor entre as regiões
2,3, pior que a média
2,8%, pior que a média
13,9, pior que a média
6,4, pior valor entre as regiões
7,8, pior que a média
8 de 8 (100,0%)
Alto
Fontes: IBGE, Censo 2010; SSP/BA, 2023.
Violência7 indicadores
Mapa social do eixo violência em Serrinha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média e a classe de cada região.
Região
Agravos por violência registrados no SINAN (2019–2023)
Adolescentes e jovens vítimas de violência registrada no SINAN (2019–2023)
Adolescentes e jovens vítimas de violência registrada no SINAN em 2019por mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens vítimas de violência registrada no SINAN em 2020por mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens vítimas de violência registrada no SINAN em 2021por mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens vítimas de violência registrada no SINAN em 2022por mil hab. de 12 a 29 anos
Adolescentes e jovens vítimas de violência registrada no SINAN em 2023por mil hab. de 12 a 29 anos
Piores que a média
Classe
Média do município
1,1%maior é pior
1,4%maior é pior
0,9maior é pior
2,1maior é pior
2,9maior é pior
3,5maior é pior
4,4maior é pior
Região 3Oséas, Sra. Santana
0,5%
0,5%
—nenhum registro
2,0
1,6
—nenhum registro
1,9
0 de 7 (0,0%)
Baixo
Região 1Centro, Centro Social Urbano
0,6%
0,9%
—nenhum registro
2,0
2,6
2,6
1,7
0 de 7 (0,0%)
Baixo
Região 6Urbis 1, Urbis 2
0,9%
1,0%
1,1, pior que a média
0,8
2,3
2,7
3,4
1 de 7 (14,3%)
Baixo
Região 7Zona rural
1,1%
1,3%
1,1, pior que a média
2,1
2,6
3,6, pior que a média
3,7
2 de 7 (28,6%)
Baixo
Região 2Cruzeiro, Bomba
1,4%, pior que a média
1,7%, pior que a média
1,0, pior que a média
1,9
3,9, pior que a média
3,2
7,4, pior que a média
5 de 7 (71,4%)
Médio
Região 4Rodagem, Abóboras
1,5%, pior que a média
2,2%, pior valor entre as regiões
0,5
3,3, pior valor entre as regiões
4,3, pior valor entre as regiões
5,7, pior valor entre as regiões
7,6, pior valor entre as regiões
6 de 7 (85,7%)
Alto
Região 5Vaquejada, Rodoviária
1,7%, pior valor entre as regiões
2,0%, pior que a média
2,4, pior valor entre as regiões
2,4, pior que a média
3,2, pior que a média
5,6, pior que a média
6,0, pior que a média
7 de 7 (100,0%)
Alto
Fontes: IBGE, Censo 2010; SINAN, 2019 a 2023; SINAN, 2019; SINAN, 2020; SINAN, 2021; SINAN, 2022; SINAN, 2023.
Óbitos e homicídios6 indicadores
Mapa social do eixo óbitos e homicídios em Serrinha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média e a classe de cada região.
Região
Óbitos por causas externas por local de residência (2020–2023)por mil hab.
Óbitos por causas externas por local de ocorrência (2020–2023)por mil hab.
Homicídios de adolescentes e jovens em 2020, por local de ocorrênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Homicídios de adolescentes e jovens em 2021, por local de ocorrênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Homicídios de adolescentes e jovens em 2022, por local de ocorrênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Homicídios de adolescentes e jovens em 2023, por local de ocorrênciapor mil hab. de 12 a 29 anos
Piores que a média
Classe
Média do município
2,4maior é pior
2,4maior é pior
0,8maior é pior
0,5maior é pior
0,3maior é pior
0,4maior é pior
Região 1Centro, Centro Social Urbano
0,6
0,6
0,6
—nenhum registro
—nenhum registro
—nenhum registro
0 de 6 (0,0%)
Baixo
Região 3Oséas, Sra. Santana
0,7
0,4
0,8
0,4
—nenhum registro
—nenhum registro
0 de 6 (0,0%)
Baixo
Região 6Urbis 1, Urbis 2
1,2
0,7
0,4
0,4
0,4, pior que a média
—nenhum registro
1 de 6 (16,7%)
Baixo
Região 7Zona rural
1,9
2,9, pior que a média
0,3
0,2
0,3
0,4
1 de 6 (16,7%)
Baixo
Região 4Rodagem, Abóboras
2,0
1,2
1,4, pior que a média
0,5
—nenhum registro
—nenhum registro
1 de 6 (16,7%)
Baixo
Região 2Cruzeiro, Bomba
1,9
4,1, pior valor entre as regiões
2,6, pior valor entre as regiões
0,6, pior que a média
0,3
0,3
3 de 6 (50,0%)
Médio
Região 5Vaquejada, Rodoviária
2,8, pior valor entre as regiões
2,8, pior que a média
—nenhum registro
1,2, pior valor entre as regiões
0,8, pior valor entre as regiões
1,6, pior valor entre as regiões
5 de 6 (83,3%)
Alto
Fontes: IBGE, Censo 2010; SIM, 2020 a 2023; SIM, 2020; SIM, 2021; SIM, 2022; SIM, 2023.
Os resultados por tema
Educação
Em 2023, Serrinha tinha 110 escolas em atividade, 53 delas rurais, e 25.963 alunos na educação básica, 65,8% na rede municipal. A distorção idade-série supera as médias da Bahia e do Brasil em todas as etapas e chega a 41,0% no ensino médio. Em 2022, o abandono no ensino médio foi de 13,6%, acima da Bahia (11,7%) e do Brasil (5,7%). Em 2010, 19,1% da população de 5 anos ou mais não era alfabetizada, e 30,4% na zona rural.
de abandono no ensino médio, ante 11,7% na Bahia e 5,7% no Brasil
13,6%
INEP, Censo Escolar: Rendimento Escolar, 2022
dos alunos do ensino médio com distorção idade-série, ante 32,8% na Bahia
41,0%
INEP, Censo Escolar 2023
da população de 5 anos ou mais não alfabetizada; 30,4% na Região 7
19,1%
IBGE, Censo 2010
dos responsáveis por domicílio da Região 7 não alfabetizados, ante 23,0% no município
39,8%
IBGE, Censo 2010
Rede de proteção
Serrinha conta com quatro CRAS, um CREAS, uma Casa de Acolhimento para até 10 crianças e adolescentes e um Conselho Tutelar. Em 2023, o Conselho Tutelar atendeu 72 adolescentes de 12 a 17 anos, 7,9 por mil, com as maiores taxas nas Regiões 5 (15,2) e 2 (11,7). O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) atendeu 9 mulheres de 18 a 29 anos vítimas de violência física e psicológica do companheiro, e 5 adolescentes estavam em acolhimento institucional, todos por negligência ou abandono.
adolescentes de 12 a 17 anos atendidos pelo Conselho Tutelar, 7,9 por mil
72
IBGE, Censo 2010; Conselho Tutelar, 2023
adolescentes atendidos pelo Conselho Tutelar por mil na Região 5, a maior taxa
15,2
IBGE, Censo 2010; Conselho Tutelar, 2023
mulheres de 18 a 29 anos atendidas pelo CRAM, todas vítimas de violência física e psicológica do companheiro
9
CRAM, 2023
adolescentes de 12 a 17 anos em acolhimento institucional, todos por negligência ou abandono
5
Acolhimento institucional, 2023
Ocorrências na SSP/BA
Em 2023, a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP/BA) registrou em Serrinha 736 adolescentes e jovens de 12 a 29 anos como vítimas de ocorrências, 2,7% dessa população; 66,6% eram do sexo feminino. As situações de violência somam 53,5% das ocorrências, sobretudo ameaças (38,8%) e lesões corporais (27,4%), e roubo, furto ou estelionato, 41,2%. Os 561 autores de 12 a 29 anos são 76,8% do sexo masculino; entre os autores de outros tipos de ocorrência, 49,3% foram registrados por posse de drogas para consumo próprio e 23,7% por tráfico.
adolescentes e jovens de 12 a 29 anos vítimas de ocorrências, 2,7% dessa população
736
IBGE, Censo 2010; SSP/BA, 2023
das vítimas de 12 a 29 anos são do sexo feminino
66,6%
SSP/BA, 2023
adolescentes e jovens autores de ocorrências, 76,8% do sexo masculino
561
SSP/BA, 2023
dos autores de outros tipos de ocorrência, por posse de drogas para consumo próprio
49,3%
SSP/BA, 2023
Violência notificada no SINAN
De 2019 a 2023, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) registrou 818 agravos por violência em Serrinha, 71 no primeiro ano e 262 no último; a violência física aparece em 85,8% deles. Adolescentes e jovens de 12 a 29 anos foram as vítimas em 372 casos, que passaram de 25 em 2019 para 118 em 2023: 65,6% do sexo masculino, 86,0% com violência física e 9,1% por lesão autoprovocada.
agravos por violência notificados, de 71 em 2019 a 262 em 2023
818
SINAN, 2019 a 2023
adolescentes e jovens de 12 a 29 anos vítimas de violência notificada, 1,4% dessa população
372
IBGE, Censo 2010; SINAN, 2019 a 2023
dos casos com adolescentes e jovens envolvem violência física
86,0%
SINAN, 2019 a 2023
dos casos com adolescentes e jovens resultaram de lesão autoprovocada
9,1%
SINAN, 2019 a 2023
Óbitos e homicídios
De 2020 a 2023, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) registrou 2.116 óbitos em Serrinha, 188 deles por causas externas (8,9%), e 95 homicídios, 50,5% das mortes por causas externas. 74,8% dos homicídios foram por disparo de arma de fogo e 47,4% ocorreram em via pública; 91,6% das vítimas eram do sexo masculino e 48,4% tinham de 19 a 29 anos. 53 dos homicídios foram de adolescentes e jovens de 12 a 29 anos.
homicídios registrados no município, 50,5% dos óbitos por causas externas
95
SIM, 2020 a 2023
dos homicídios por disparo de arma de fogo
74,8%
SIM, 2020 a 2023
homicídios de adolescentes e jovens de 12 a 29 anos: 22 em 2020, 13 em 2021, 8 em 2022 e 10 em 2023
53
SIM, 2020 a 2023
das vítimas de homicídio são do sexo masculino
91,6%
SIM, 2020 a 2023
O que disseram os profissionais da rede
A pesquisa qualitativa ouviu, em grupo focal, os profissionais que atendem adolescentes e jovens em Serrinha: em média 25 pessoas das áreas de assistência social, Conselho Tutelar, educação, organizações da sociedade civil (OSCs) e segurança pública, na tarde de 15 e no dia 16 de julho de 2024. A área da saúde não teve representante. O roteiro semiestruturado, em cinco macroeixos, foi validado pela Comissão de Acompanhamento, formada por profissionais do Ministério Público da Bahia.
Na manhã de 15 de julho, a Painel apresentou remotamente os principais resultados do diagnóstico ao grupo, que em seguida elaborou os projetos do Plano de Ação. A entrevista com adolescentes e jovens prevista no quinto macroeixo não foi realizada: o contato com a coordenação das escolas estaduais, feito em 16 de julho de 2024, ficou sem retorno.
O que a pesquisa encontrou
01
O Estatuto da Juventude, de 2013, ainda é pouco conhecido: alguns participantes souberam dele pela primeira vez na formação da Painel em janeiro de 2024, e o município não tem Conselho Municipal da Juventude.
02
Os CRAS registram os atendimentos à mão, em papel, o SIPIA Conselho Tutelar é pouco usado e não há fluxo de atendimento protocolado conforme a Lei 13.431/2017, só fluxos internos de cada serviço.
03
A única Casa de Acolhimento atende até 10 crianças e adolescentes e já há demanda para outra; o município não trabalha com família acolhedora.
04
O CREAS acompanha 7 adolescentes em medida socioeducativa em meio aberto; as medidas em meio fechado são cumpridas em Feira de Santana, e sem o Sistema S faltam cursos profissionalizantes e vagas de Jovem Aprendiz.
05
Entre as causas da violência, o grupo citou drogas e álcool, bullying, pobreza, trabalho infantil, naturalizado sobretudo na zona rural, tráfico e subnotificação da violência sexual, e destacou 8 projetos de OSCs para os jovens, com esporte, música, teatro e reforço escolar.
06
O CEU atende só os moradores próximos, e o grupo pediu espaços semelhantes nos bairros distantes e na zona rural, onde o Campeonato Rural Serrinhense de futebol reúne 30 equipes.
Fonte: Volume 1, pesquisa qualitativa de julho de 2024.
Considerações e recomendações
O diagnóstico aponta a necessidade de um cuidado maior com a zona rural, onde vivem 38,5% dos moradores e estão os piores indicadores demográficos, socioeconômicos e de alfabetização, e com o abandono escolar, acima das médias estadual e nacional. A Região 5 concentra os piores resultados em segurança pública, violência e homicídios, e os 95 homicídios registrados de 2020 a 2023, a maioria por arma de fogo, revelam situações de violência extrema.
Para o relatório, a estratégia mais eficaz é a prevenção primária: educação de qualidade, esporte, cultura, lazer e cursos profissionalizantes em todos os territórios, não só nas regiões centrais. O Plano de Ação reúne os projetos elaborados pelos profissionais nos eixos intersetorial, de educação e de segurança pública e as propostas da Painel para a gestão do plano.
O que o diagnóstico recomenda
Reabrir o Conselho Municipal da Juventude em até 2 anos, com 5 instituições governamentais e 5 da sociedade civil, e reunir a cada dois meses o Grupo Gestor do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra Adolescentes e Jovens.
Criar, pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Comitê Gestor e o protocolo de atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência em até 3 anos, como prevê a Lei 13.431/2017.
Informatizar os atendimentos dos serviços públicos em até 6 anos e integrar as informações do SIPIA Conselho Tutelar à rede de proteção em até 2 anos.
Criar polos de atividades esportivas e culturais nas comunidades rurais e urbanas, 8 em até 10 anos, para 10.000 jovens, com cursos profissionalizantes e de empreendedorismo.
Levar ações de prevenção da violência a 80% das escolas municipais e reduzir em 30% a evasão escolar no ensino fundamental, no ensino médio e na EJA em até 5 anos.
Ampliar as rondas da Guarda Civil Municipal (GCM) para 70% das escolas, criar Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) em 8 pontos, 4 rurais e 4 urbanos, e aumentar o efetivo em 20 guardas por concurso público.
Levar atividades esportivas a 70% dos territórios de maior vulnerabilidade até 2034 e ampliar as parcerias para programas de profissionalização e geração de renda, como as vagas de Jovem Aprendiz.
Fortalecer a articulação da rede de atendimento, com mais espaços de diálogo entre os serviços e formações sobre o público juvenil, e incentivar a participação e o protagonismo dos jovens.
Fonte: Volume 1, Considerações finais; Volume 2, Plano de Ação.
Os relatórios na íntegra
Os 2 volumes, com 237 páginas, abertos em PDF, sem cadastro.
Quem fez o diagnóstico das violências contra adolescentes e jovens de Serrinha?
A Painel Pesquisas e Consultoria, em estudo idealizado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, com apoio do Município de Serrinha. Publicado em 2024, em dois volumes e 237 páginas, o diagnóstico compara 37 indicadores entre as sete regiões de Serrinha, seis urbanas e a zona rural, ouve os profissionais da rede em grupo focal e traz o Plano Municipal de Enfrentamento às Violências contra Adolescentes e Jovens.
Quais regiões de Serrinha concentram os piores indicadores?
No ranking geral de Serrinha, a Região 5, dos bairros Vaquejada, Rodoviária, Tanque Grande e Cidade Nova, fica pior que a média do município em 23 dos 37 indicadores (62,2%) e tem os piores resultados em segurança pública, violência e homicídios. Seguem a Região 2, com 17, e a Região 4, com 16. A zona rural, a Região 7, tem a menor renda per capita e os piores índices de alfabetização. A Região 3 fica pior que a média em 7.
Quantos adolescentes e jovens de Serrinha são vítimas de violência?
Em 2023, a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia registrou em Serrinha 736 adolescentes e jovens de 12 a 29 anos como vítimas de ocorrências, 2,7% dessa população, 66,6% do sexo feminino. De 2019 a 2023, o SINAN notificou 372 vítimas de violência nessa faixa, de 25 em 2019 a 118 em 2023. De 2020 a 2023, 53 adolescentes e jovens foram vítimas de homicídio no município, e 74,8% de todos os homicídios foram por arma de fogo.
De onde vêm os dados do diagnóstico de Serrinha?
Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, base da população por região, e de 2022, do Atlas Brasil de 2010, do Censo Escolar do INEP de 2022 e 2023, da RAIS de 2022 e dos sistemas de saúde SINAN, de 2019 a 2023, e SIM, de 2020 a 2023. A rede de atendimento de Serrinha forneceu os dados de 2023 do Conselho Tutelar, do CRAM e do acolhimento institucional, e a SSP/BA, as ocorrências de 2023. Cerca de 25 profissionais foram ouvidos em grupo focal em julho de 2024.
O que o diagnóstico recomenda a Serrinha?
O Plano de Ação de Serrinha propõe polos de esporte e cultura nas comunidades rurais e urbanas, cursos profissionalizantes, prevenção da violência em 80% das escolas municipais e redução de 30% na evasão escolar, mais rondas da Guarda Civil Municipal nas escolas e 20 novos guardas. A Painel acrescenta reabrir o Conselho Municipal da Juventude, informatizar os atendimentos, integrar o SIPIA Conselho Tutelar à rede e criar o protocolo de atendimento a vítimas e testemunhas de violência previsto na Lei 13.431/2017.