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2015 · Educação

São João do Triunfo/PR — Diagnóstico da Educação para Elaboração do Plano Decenal da Educação 2015/2025

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2015 o diagnóstico da educação de São João do Triunfo, idealizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo como base do Plano Decenal da Educação 2015/2025. O volume organiza os indicadores pelas metas do Plano Nacional de Educação, num município com 70,5% da população na zona rural e só 7,9% das crianças de 0 a 3 anos na creche, e ouve 56 professores.

Vista parcial de São João do Triunfo, com casas entre a mata e a Igreja Matriz no alto do morro
São João do Triunfo · PR

A educação em 18 regiões.
56 professores ouvidos.

Iniciativa
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo
Período
2015
Plano
Plano Decenal da Educação 2015/2025
Regiões
18: 4 no Centro e 14 rurais
Relatórios
1 volume, 52 páginas
Pessoas ouvidas
56 professores

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico da Educação para Elaboração do Plano Decenal da Educação de São João do Triunfo foi idealizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo e realizado pela Painel Pesquisas e Consultoria em 2015. A Secretaria de Planejamento participou da divisão do município em regiões.

Seu objetivo é levantar os dados da educação do município para servir de base à elaboração do Plano Decenal da Educação 2015/2025, conforme a Lei Federal nº 13.005/2014, com metas alinhadas ao Plano Nacional de Educação (PNE). O relatório descreve o cenário da educação para que a sociedade local escolha as metas prioritárias e as formas de enfrentá-las, e para aproximar agentes públicos e sociedade dos debates e desafios da educação no município.

O volume apresenta o município e sua história, o perfil socioeconômico das 18 regiões, os indicadores da educação pelas metas do PNE, da educação infantil ao financiamento, e a pesquisa com 56 professores. Fecha com as considerações gerais e traz em anexo os questionários dos professores e dos pais.

O município
de São João do Triunfo

São João do Triunfo foi criado em 1890, com território desmembrado de Palmeira, e abriga o distrito de Palmira. Sua história liga-se à navegação do rio Iguaçu e à imigração polonesa, italiana, árabe e alemã. Hoje a economia está centrada na agricultura, sobretudo no fumo, cultivado no município desde 1959.

habitantes
13.704
IBGE, Censo 2010
habitantes na projeção do IBGE, 6,4% a mais que em 2010
14.583
IBGE, projeção 2014
da população na zona rural, ante 14,7% no Paraná
70,5%
IBGE, Censo 2010
moradores por domicílio
3,4
IBGE, Censo 2010
da população é feminina, ante 50,9% no Paraná
47,4%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

Com a Secretaria de Planejamento, as comunidades mais importantes do município foram alocadas nos setores censitários do IBGE, o que dividiu São João do Triunfo em 18 regiões para o cruzamento dos indicadores: quatro no Centro, de Centro 01 a Centro 04, e catorze no interior, de Rural 1 a Rural 14. O perfil socioeconômico compara essas regiões; os indicadores da educação comparam a zona urbana com a rural.

A primeira parte do trabalho levantou dados secundários do perfil demográfico e da educação, do IBGE, do DATASUS, do INEP e do MEC, organizados pelas metas do Plano Nacional de Educação: para cada meta, o indicador do município é comparado com o do Paraná, o do Brasil e o valor fixado na meta. Os demonstrativos fiscais do município, de 2006 a 2015, sustentam a análise do financiamento.

A segunda parte foi a pesquisa de percepção com 56 professores, sobre a educação e as metas do PNE, com questionário sem identificação, em 2015. A terceira, a pesquisa com os pais sobre a percepção da educação no município, tem o questionário no anexo do volume, e o relatório remete seus resultados a um caderno especial.

Conheça o método da Painel

As 18 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Centro 01Centro 02.623196
Centro 02Centro 04.1.097383
Centro 03Centro 03.1.015370
Centro 04Centro 01 (Escola 5).1.100329
Rural 1Poços; São Lourenço; Barra Bonita.668229
Rural 2Ameixeiras; Bromado.443140
Rural 3Cachoeira; Canudos.510167
Rural 4Fabrícios; Mineiros.639222
Rural 5Coxilhão.858268
Rural 6Faxinal; Rodrigues; Mato Queimado; Meia Lua.1.039334
Rural 7Boa Vista; Água Comprida; Guaiaca.547163
Rural 8Palmira; Guaiaca dos Pretos.745247
Rural 9Pinhalzinho.855301
Rural 10Porto Feliz; Vila Nova.632218
Rural 11Rio Baio 1; Rio Baio 2; Rio Baio 3.1.077372
Rural 12Ferreiras; Santa Rosa.692215
Rural 13Bolo Grande; Rio dos Patos; Taquaruçu.692202
Rural 14Vitorinópolis; Taio.472161

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2000 e 2010
  • Projeção populacional do IBGE, 2014, e projeção do Paraná por faixa etária para 2025
  • DATASUS: nascidos vivos, 2007 a 2013
  • Censo Escolar do INEP, 2013
  • Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do INEP, 2005 a 2013
  • Indicadores das metas do PNE, do MEC, consultados em 2015
  • Cadastro Único, março de 2013

Dados do município e pesquisa, 2006 a 2015

  • Divisão do município em comunidades, da Secretaria de Planejamento
  • Demonstrativos da Lei Fiscal (LRF, Lei Federal nº 101/2000): FUNDEB e manutenção e desenvolvimento do ensino (Anexo X), 2006 a 2014
  • Receita corrente líquida e despesa com pessoal (LRF, Anexo I), 2008 a 2015
  • Folha de pagamento da Prefeitura, agosto de 2014
  • Pesquisa de percepção com 56 professores, 2015

Os resultados
em números

O volume organiza os indicadores da educação pelas metas do Plano Nacional de Educação, da educação infantil ao financiamento, e compara o município com o Paraná, o Brasil e o valor de cada meta, separando a zona urbana da rural. O perfil socioeconômico compara as 18 regiões, e a pesquisa traz a opinião de 56 professores.

das crianças de 0 a 3 anos frequentam creche, ante a meta de 50% do PNE; 1,5% na zona rural
7,9%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 4 e 5 anos da zona rural frequentam a pré-escola; 52,2% no município
38,5%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 23,9% na zona rural
20,8%
IBGE, Censo 2010
da população sem instrução ou com o fundamental incompleto; 2,1% com superior completo
77,3%
IBGE, Censo 2010
IDEB dos anos iniciais em 2013, ante 4,0 em 2005 e a meta nacional de 6,0
5,3
INEP, IDEB 2013
dos professores ouvidos apontam a baixa participação dos pais como problema da educação básica
87,5%
Pesquisa com os professores, 2015

Os resultados
por tema

População e faixas etárias

Em 2010, 33,0% dos 13.704 habitantes tinham de 0 a 17 anos, acima do Paraná (28,3%) e do Brasil (29,5%), e a razão de dependência jovem era de 41,4%. Entre as 18 regiões, o Centro 03 tem a maior proporção de crianças e adolescentes (36,5%) e a maior razão de dependência jovem (48,3%), seguido do Rural 9, Pinhalzinho (35,2%). Ainda assim, o número de crianças e adolescentes caiu de 5.042 em 2000 para 4.517 em 2010, sobretudo na faixa de 0 a 9 anos.

da população tem de 0 a 17 anos, ante 28,3% no Paraná
33,0%
IBGE, Censo 2010
da população do Centro 03 tem de 0 a 17 anos; 35,2% no Rural 9 (Pinhalzinho)
36,5%
IBGE, Censo 2010
razão de dependência jovem, ante 34,7% no Paraná; 48,3% no Centro 03
41,4%
IBGE, Censo 2010
crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, ante 5.042 no Censo de 2000
4.517
IBGE, Censos 2000 e 2010

Domicílios e renda

Com 70,5% da população na zona rural, a falta de coleta de lixo e de abastecimento de água supera muito a do Paraná: 60,2% dos domicílios não tinham coleta de lixo e 45,9% não eram abastecidos pela rede geral, e nas regiões Rural 4 e Rural 14 nenhum domicílio tinha água da rede. Só 2,1% dos domicílios eram adequados pelos critérios do IBGE. Em 2010, 7,1% da população tinha rendimento de algum programa social; em março de 2013, 2.993 famílias estavam no Cadastro Único e 1.158 recebiam o Programa Bolsa Família.

dos domicílios sem coleta de lixo, ante 9,6% no Paraná; 100,0% no Rural 4
60,2%
IBGE, 2011
dos domicílios sem abastecimento da rede geral de água, ante 12,0% no Paraná
45,9%
IBGE, 2011
dos domicílios adequados pelos critérios do IBGE, ante 56,2% no Paraná
2,1%
IBGE, Censo 2010
famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, de 2.993 inscritas no Cadastro Único
1.158
Cadastro Único, março de 2013

Escolaridade de jovens e adultos

Em 2010, 77,3% da população não tinha instrução ou não havia concluído o ensino fundamental: 66,2% na zona urbana e 81,9% na rural. Só 2,1% tinham superior completo, 5,1% na zona urbana e 0,8% na rural. Entre as crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, 34 eram analfabetos (1,5%), todos na zona rural. O diagnóstico liga esses números às metas 8, 9 e 10 do PNE: elevar a escolaridade de jovens e adultos, a alfabetização a partir dos 15 anos e a oferta de educação de jovens e adultos integrada à educação profissional.

da população sem instrução ou com o fundamental incompleto; 81,9% na zona rural
77,3%
IBGE, Censo 2010
da população com superior completo; 0,8% na zona rural
2,1%
IBGE, Censo 2010
crianças e adolescentes de 10 a 17 anos analfabetos, todos na zona rural: 1,5% da faixa etária
34
IBGE, Censo 2010

Educação infantil

A meta 1 do PNE pede a pré-escola para todas as crianças de 4 e 5 anos até 2016 e creche para ao menos 50% das de até 3 anos. Em 2010, só 7,9% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creche, 20,7% na zona urbana e 1,5% na rural, e 52,2% das de 4 e 5 anos frequentavam a pré-escola, 38,5% na zona rural. Os nascimentos, que indicam a demanda futura, foram em média 181 por ano de 2007 a 2013, com tendência de queda: 159 em 2013.

das crianças de 0 a 3 anos frequentam creche; 1,5% na zona rural
7,9%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 4 e 5 anos frequentam a pré-escola; 38,5% na zona rural
52,2%
IBGE, Censo 2010
nascidos vivos por ano, em média, de 2007 a 2013; 159 em 2013
181
DATASUS, 2007 a 2013

Ensino fundamental

Em 2010, 3,1% das crianças de 6 a 14 anos estavam fora da escola, 70 crianças, 60 delas na zona rural, ante 1,2% no Paraná. Nos anos iniciais, a reprovação caiu de 16,1% em 2007 para 10,2% em 2013, mas chegou a 18,3% no 2º ano, e o abandono foi de 0,0% em 2012 e 2013. A distorção idade-série no ensino fundamental caiu de 26,3% em 2006 para 12,9% em 2013, abaixo do Paraná (14,6%), e o IDEB dos anos iniciais subiu de 4,0 em 2005 para 5,3 em 2013, ante a meta nacional de 6,0.

das crianças de 6 a 14 anos fora da escola, ante 1,2% no Paraná; 3,8% na zona rural
3,1%
IBGE, Censo 2010
de reprovação no 2º ano em 2013; 10,2% do 1º ao 5º ano
18,3%
Reprovação, todas as redes, 2013
de distorção idade-série no ensino fundamental, ante 14,6% no Paraná e 23,7% no Brasil
12,9%
Censo Escolar, 2013
IDEB dos anos iniciais em 2013, ante 4,0 em 2005; meta nacional de 6,0
5,3
INEP, IDEB 2013
IDEB dos anos finais em 2013, ante 3,5 em 2005; meta nacional de 5,5
4,4
INEP, IDEB 2013

Ensino médio

O ensino médio é mantido pelo Estado do Paraná, mas o diagnóstico analisa seus indicadores para que as estratégias sejam construídas em conjunto. O PNE pede o atendimento escolar de toda a população de 15 a 17 anos até 2016 e uma taxa líquida de matrícula de 85% no ensino médio. Em 2010, 20,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam fora da escola: 12,4% na zona urbana e 23,9% na rural, onde viviam 151 dos 179 adolescentes fora da escola.

dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 12,4% na zona urbana
20,8%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 15 a 17 anos da zona rural fora da escola
23,9%
IBGE, Censo 2010
dos 179 adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola vivem na zona rural
151
IBGE, Censo 2010

Financiamento da educação

A meta 20 do PNE prevê ampliar o investimento público em educação a 7% do PIB no 5º ano de vigência e a 10% ao fim do decênio. Em São João do Triunfo, a parcela do FUNDEB aplicada na remuneração do magistério subiu de 60,0% em 2006 para 76,9% em 2014, e a aplicação em manutenção e desenvolvimento do ensino oscilou entre 24,77% e 29,59% das receitas de impostos, sem tendência de alta, ante o mínimo de 25%. O Departamento de Educação respondia por 39,3% da folha de pagamento da Prefeitura em agosto de 2014.

do FUNDEB aplicados na remuneração do magistério, ante 60,0% em 2006; mínimo de 60%
76,9%
Anexo X da LRF, 2014
das receitas de impostos aplicadas em manutenção e desenvolvimento do ensino; mínimo de 25%
26,95%
Anexo X da LRF, 2014
da folha de pagamento da Prefeitura é do Departamento de Educação
39,3%
Folha de pagamento, agosto de 2014
da receita corrente líquida gasta com pessoal, abaixo do limite prudencial de 51,3%
47,04%
LRF, Anexo I, 2014

O que disseram
os professores

A pesquisa de percepção sobre a educação ouviu 56 professores de São João do Triunfo em 2015, com questionário sem identificação sobre o perfil pessoal e profissional, a carreira, os problemas da educação básica, a formação continuada, o IDEB e a gestão democrática, temas ligados às metas do PNE.

94,0% dos professores ouvidos são funcionários da Prefeitura Municipal e 3,7%, da rede estadual; 88,4% são mulheres, 62,7% nasceram em São João do Triunfo e só 2 moram em outro município. Quase 70% trabalham nas escolas do município há 10 a 30 anos, um quadro estável que, para o relatório, permite planejar a formação nas áreas deficitárias.

O que a pesquisa encontrou

  1. 87,5% apontam a baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos como problema do ambiente escolar, e 64,3%, a falta de conexão entre a educação infantil, o ensino fundamental e o médio.

  2. Fora da escola, os problemas mais citados são os investimentos públicos insuficientes (78,6%) e a baixa remuneração dos professores (76,8%). Na própria escola, o espaço físico inadequado lidera, com 63,2% das citações de 38 respondentes.

  3. Para a formação continuada, os temas mais pedidos são métodos de alfabetização (67,9%), metodologia com recursos multimídia (57,1%) e trabalho com projetos em sala de aula (55,4%).

  4. A Lei nº 860/2003 trata da carreira do magistério, mas 23 dos 56 professores dizem que o município não tem plano de cargos, e 32, que não tem sistema de avaliação funcional. Na estrutura de um plano de cargos, 62,5% põem em primeiro lugar o piso salarial conforme a legislação.

  5. 26 dos 56 não consideram democrática a gestão educacional do município, e 23 consideram. 85,7% participaram de reuniões de pais e mestres no último ano, mas só 8,9% do Conselho do Fundeb e 8,9% do Conselho Escolar, e 32,1% apontam o fórum permanente de educação como não organizado.

  6. 53,6% não sabem o IDEB do município em 2013, e 46,4% dizem que foi de 5,3, o valor dos anos iniciais.

Fonte: Pesquisa com os professores, 2015.

Considerações
e recomendações

As considerações gerais lembram que o diagnóstico, feito com a Secretaria Municipal de Educação, traz análises sobre cada uma das metas nacionais e servirá de base para que a sociedade local escolha as metas prioritárias do Plano Municipal de Educação e as formas de enfrentá-las. Para não influenciar o grupo de análise técnica, o relatório não hierarquiza os pontos do diagnóstico, mas destaca dois aspectos: a gestão democrática e a relação entre a escola e a comunidade.

Do perfil socioeconômico, o relatório tira um alerta para a educação de jovens e adultos, já que 77,3% da população não concluiu o ensino fundamental, 81,9% na zona rural, e a necessidade de vigiar a reprovação para evitar o abandono e a distorção idade-série. Da pesquisa com os professores, tira a necessidade de um programa de formação continuada e de um plano de carreira que atenda à meta do PNE.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Perfil socioeconômico, Pesquisa com os professores e Considerações gerais.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da educação de São João do Triunfo?

A Painel Pesquisas e Consultoria, em 2015. O Diagnóstico da Educação para Elaboração do Plano Decenal da Educação de São João do Triunfo/PR foi idealizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo, como base do plano municipal de 2015 a 2025 previsto pela Lei Federal nº 13.005/2014. O volume, de 52 páginas, reúne o perfil socioeconômico do município, os indicadores da educação pelas metas do PNE e uma pesquisa com 56 professores.

Quantas crianças e adolescentes estão fora da escola em São João do Triunfo?

Pelo Censo de 2010, 3,1% das crianças de 6 a 14 anos de São João do Triunfo estavam fora da escola, e 20,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos, 23,9% na zona rural. Na educação infantil, só 7,9% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creche, ante a meta de 50% do PNE, e 52,2% das de 4 e 5 anos frequentavam a pré-escola. Em todos esses indicadores, a zona rural, onde vivem 70,5% dos habitantes, fica atrás da urbana.

Quais regiões de São João do Triunfo o diagnóstico compara?

O diagnóstico divide São João do Triunfo em 18 regiões, de Centro 01 a Centro 04 e de Rural 1 a Rural 14, e as compara no perfil socioeconômico; os indicadores da educação comparam a zona urbana com a rural. O Centro 03 tem a maior proporção de crianças e adolescentes (36,5%) e a maior razão de dependência jovem (48,3%), e nas regiões Rural 4 e Rural 14 nenhum domicílio tinha abastecimento de água da rede geral.

O que dizem os professores de São João do Triunfo?

56 professores de São João do Triunfo responderam em 2015 ao questionário de percepção sobre a educação, sem identificação. 87,5% apontam a baixa participação dos pais como problema da educação básica, 78,6% citam investimentos públicos insuficientes e 67,9% querem formação continuada em métodos de alfabetização. 23 dizem que o município não tem plano de cargos, embora a Lei nº 860/2003 trate da carreira do magistério.

O que o diagnóstico recomenda para o plano decenal de São João do Triunfo?

O relatório não fixa as metas do Plano Decenal da Educação de São João do Triunfo, que ficam para a escolha da sociedade local, mas destaca a gestão democrática, com meios simples de comunicação como uma plataforma web, e uma meta específica para a relação entre escola e comunidade. Aponta ainda estratégias de educação de jovens e adultos, um programa municipal de formação continuada, um novo plano de carreira do magistério e apoio ao ensino superior.

Idealização

Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo de São João do Triunfo

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

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