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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2019 — 2020 · Assistência social

Palmeira/PR — Diagnóstico Socioterritorial da Assistência Social

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o diagnóstico socioterritorial da assistência social de Palmeira, idealizado pela Prefeitura Municipal e pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e financiado pelo Ministério da Cidadania. Publicado em 2020, com dados de 2018 e 2019, o volume único compara 28 indicadores entre as dez regiões do município e aponta o Rocio II, com 25 deles acima da média municipal, e a Vila Rosa, com 23, como as mais vulneráveis. A pesquisa ouviu ainda 117 trabalhadores da rede socioassistencial e 17 conselheiros do CMAS.

Prédio histórico da antiga Coletoria de Palmeira, com fachada ornamentada, ao lado de uma araucária
Palmeira · PR

28 indicadores em dez regiões.
117 trabalhadores da rede ouvidos.

Iniciativa
Prefeitura Municipal de Palmeira e Secretaria Municipal de Assistência Social
Período
2019 a 2020
Regiões
10: 8 urbanas e 2 rurais
Indicadores
28 por região, em 3 eixos
Relatórios
1 volume, 207 páginas
Pessoas ouvidas
117 trabalhadores da rede e 17 conselheiros do CMAS

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Socioterritorial da Assistência Social de Palmeira/PR foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Palmeira e pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), com financiamento do Ministério da Cidadania, e realizado pela Painel Pesquisas e Consultoria, contratada por edital de licitação para a prestação de serviços técnicos na elaboração do diagnóstico. A gestão municipal quis reunir num documento as informações sobre a Política Municipal de Assistência Social, a rede de atendimento e os indicadores sociais do município.

Seu objetivo é mapear as necessidades, as vulnerabilidades e os riscos sociais de Palmeira por território, com indicadores que mostram o número e o perfil de quem está sujeito às vulnerabilidades sociais. O Plano Plurianual Municipal de 2018 a 2021 previa a implantação da área de Vigilância Socioassistencial, e o diagnóstico serve de base para o seu trabalho de monitoramento e planejamento. Os dados retratam o ano de 2018 e parte de 2019, recorte acordado entre a Painel e a comissão local.

O volume único reúne a apresentação do município, o perfil socioeconômico e demográfico, o mapeamento da rede de atendimento e de apoio, os serviços, o Cadastro Único e os benefícios da assistência social, a gestão do trabalho, com a pesquisa com os trabalhadores e os conselheiros, e as violações de direitos, com os indicadores de cada região e o mapa social de cada eixo. Fecha com o mapa social geral e as considerações finais.

O município
de Palmeira

Palmeira fica na microrregião de Ponta Grossa, no Paraná. Sua formação está ligada ao Caminho das Tropas: em 1823 o núcleo passou a se chamar Freguesia Nova de Nossa Senhora da Conceição de Palmeira, e em 1877 foi reconhecido como cidade, consolidada com a chegada de imigrantes europeus. No município existiu a Colônia Cecília, que o relatório descreve como a única colônia de experiência anarquista fora da Europa.

habitantes
32.123
IBGE, Censo 2010
habitantes estimados em 2019, 5,5% a mais que em 2010
33.877
IBGE, estimativa de população 2019
da população vive na área rural, ante 15,6% no Brasil e 14,7% no Paraná
39,7%
IBGE, Censo 2010
da população tem de 0 a 17 anos; 10,7% tem 60 anos ou mais
30,2%
IBGE, Censo 2010
moradores por domicílio, em média
3,3
IBGE, Censo 2010
dos domicílios têm renda per capita de até ¼ do salário mínimo, ante 4,8% no Paraná
7,6%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

Com a Comissão de Acompanhamento do diagnóstico e os técnicos da Secretaria de Assistência Social, Palmeira foi dividida em dez regiões de perfil socioeconômico homogêneo, formadas por bairros e localidades e respeitando os setores censitários do IBGE: oito na área urbana e duas na rural. A Zona Rural II é a mais populosa, com 25,7% dos habitantes em 2010.

O diagnóstico foi feito em 2019, com dados primários e secundários de 2018 e 2019: registros do PAIF, do SCFV, do PAEFI, das medidas socioeducativas, dos benefícios e das unidades de acolhimento, fichas do Conselho Tutelar, boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP/PR), o Censo 2010 do IBGE, o CadÚnico e o SINAN. Cada indicador é calculado sobre a população ou os domicílios da região, em percentual ou em taxa por mil habitantes, e as regiões são classificadas em quintis, de muito baixo a muito alto.

Em cada eixo, o mapa social do relatório destaca os indicadores em que a região fica acima da média do município, e o mapa social geral soma os três eixos. Um questionário on-line foi enviado a todos os trabalhadores da rede socioassistencial e aos conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), de novembro a dezembro de 2019.

Conheça o método da Painel

As 10 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)
Região 1Vila Militar; Vila Mayer; DER (Departamento de Estrada de Rodagem); Sebastiana Agnes; Vila Bugai; Beco do Fontana; Vila Maria.Urbana2.832
Região 2Distrito Industrial.Urbana370
Região 3Condomínio Parque dos Franceses; Vila Vicentina; Beco do Passoni; Colônia Francesa.Urbana1.603
Região 4Vila Boles; Jardim Santa Helena; Wolla Brudgiska.Urbana1.792
Região 5Gralha Azul I e II; Arco Iris; Bela Vista; Vila Palmeirinha; Loteamento Santana ou Municipal; Vila Rural; Sol Nascente; Jardim Santa Rosa I e Santa Rosa II; Jardim Itália; Lily Bacila; Vila Monjolo.Urbana4.307
Região 6Núcleo João Paulo II; Núcleo Nossa Senhora da Conceição; Loteamento Santa Felicidade.Urbana5.211
Região 7Nossa Senhora do Rocio; Loteamento Rocio II; Loteamento Ana Flor.Urbana866
Região 8Farajala Bacila; Papiros; Vila Vida.Urbana2.239
Região 9Alto Cascavel; Benfica; Lago; Colônia Witmarsum; Cercado; Quero-Quero; Pugas de Cima; Pugas de Baixo; Colônia Primavera; Cajuru; Usina do Salto; Pinheral de Baixo; Pinheral de Cima; Mandaçaia; Faxinal dos Quartins; Faxinal do Silva; Poço Grande; Sítio Vitória; São Marcos; Ranchinho; Passo do Tio Paulo; Lageado Liso; Santa Bárbara de Baixo; Santa Bárbara de Cima; Canta Galo; Água Clara; Boqueirão; Faxinal Grande; Santa Quitéria; Monte Alegre; Colônia Gregório; Rio das Pedras; Rio da Areia; Três Morros; Catanduvas; Volta Grande.Rural4.654
Região 10Papagaios Novos (Vilinha); Colônia Papagaios; Campo do Meio; Campo Novo; Rincão do Coxo; Faxinal Rincão; Queimadas; Encruzilhada; Campestrinho; Vieiras; Limeira; São Pedro; Colônia Maciel; Paiol do Fundo; Moinho Várgea; Campestre; Faxinal dos Mineiros; Boa Vista; Serraria Castelli; Guarauninha; Volta Grande; Faxina; Guaraúna de Tocas; Guaraúna Borges; Turvo; Forquilha.Rural8.249

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010 (microdados e agregados por setor censitário)
  • Estimativa de população do IBGE, 2019
  • Cadastro Único (CadÚnico), pelo CECAD, 2019
  • Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde, 2017

Rede de atendimento e segurança pública

  • Atendimentos do PAIF, no CRAS, 2018
  • Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), 2019
  • Atendimentos do PAEFI e das medidas socioeducativas em meio aberto, no CREAS, 2018
  • Unidades de acolhimento, 2018
  • Cartão Cidadania e Programa Família Paranaense, 2018; Benefício de Prestação Continuada (BPC), 2019
  • Fichas de atendimento do Conselho Tutelar, 2018
  • Boletins de ocorrência das delegacias de Palmeira, pela SESP/PR, 2018
  • Mapeamento da rede de atendimento e de apoio, Painel Pesquisas, 2019

Pesquisa

  • Questionário com os trabalhadores da rede socioassistencial e os conselheiros do CMAS, novembro e dezembro de 2019

Os resultados
em números

O volume único calcula 28 indicadores para cada uma das dez regiões, em três eixos: perfil socioeconômico, assistência social e violência. Em cada eixo, o relatório destaca os indicadores em que a região fica acima da média do município; o mapa social geral soma os três eixos. As tabelas abaixo comparam cada valor com essa média. A rede de atendimento, os serviços, os benefícios e as violações de direitos têm também dados do município como um todo.

indicadores do Rocio II acima da média do município, o maior total do mapa social geral; a Vila Rosa tem 23
25 de 28
Volume único, mapa social geral, Painel Pesquisas, 2019
dos domicílios da Zona Rural II têm renda per capita de até ¼ do salário mínimo; no município, 7,6%
16,3%
IBGE, Censo 2010
das crianças e adolescentes do Rocio II foram registrados no Conselho Tutelar como vítimas de violência; no município, 4,7%
17,4%
IBGE, Censo 2010; Conselho Tutelar, 2018
dos domicílios do Rocio II têm família no CadÚnico; no município, 30,7%
87,7%
IBGE, Censo 2010; CECAD, 2019
dos acompanhamentos do PAIF se devem ao descumprimento das condicionalidades do Bolsa Família
45,0%
CRAS (PAIF), 2018
das famílias do CadÚnico que atendem os critérios do Bolsa Família não recebem o benefício
19,4%
CECAD, 2019

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver quantos indicadores de cada uma das 10 regiões ficam piores que a média. Selecione uma região na lista para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Ranking geral

28 indicadores em 3 eixos

Somados os três eixos, o Rocio II tem 25 dos 28 indicadores acima da média do município, e a Vila Rosa, 23: as duas têm os maiores totais em cada eixo. Seguem São José e Regina Vitória, com 11, e o Centro e o Rocio I, com 10. O Distrito Industrial tem 3, o menor total.

Veja a tabela completa

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

As tabelas completas

Ranking geral28 indicadores em 3 eixos
Ranking geral das regiões de Palmeira: quantos indicadores de cada eixo ficam piores que a média do município em cada região, o total, a posição.
RegiãoAssistência social19 indicadoresViolência4 indicadoresSocioeconômico5 indicadoresPiores que a médiaPosição
Região 7Rocio II174425 de 28 (89,3%)1º
Região 5Vila Rosa144523 de 28 (82,1%)2º
Região 8São José e Regina Vitória82111 de 28 (39,3%)3º
Região 1Centro82010 de 28 (35,7%)4º
Região 6Rocio I81110 de 28 (35,7%)4º
Região 3Colônia Francesa5139 de 28 (32,1%)5º
Região 10Zona Rural II6028 de 28 (28,6%)6º
Região 4Jardim Christine6017 de 28 (25,0%)7º
Região 9Zona Rural I4026 de 28 (21,4%)8º
Região 2Distrito Industrial1023 de 28 (10,7%)9º

Fonte: Volume único, Tabela 245: mapa social geral, soma dos indicadores acima da média do município em cada eixo.

Perfil socioeconômico5 indicadores
Mapa social do eixo perfil socioeconômico em Palmeira: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoDensidade domiciliarmoradores por domicílioRazão de Dependência Jovem - RDJRazão de Dependência TotalResponsável Adolescente pelo domicílio% dos responsáveis pelo domicílioRenda per capita domiciliar de até 1/4 de salários mínimos% dos domicíliosPiores que a média
Média do município3,3maior é pior37,5%maior é pior53,9%maior é pior0,5maior é pior7,6maior é pior
Região 1Centro3,029,6%44,5%0,11,60 de 5 (0,0%)
Região 4Jardim Christine3,136,0%51,5%0,7, pior que a média2,51 de 5 (20,0%)
Região 6Rocio I3,234,5%54,3%, pior que a média0,34,31 de 5 (20,0%)
Região 8São José e Regina Vitória3,234,2%56,8%, pior que a média0,02,91 de 5 (20,0%)
Região 2Distrito Industrial3,239,4%, pior que a média51,1%3,4, pior valor entre as regiões2,12 de 5 (40,0%)
Região 10Zona Rural II3,337,5%62,9%, pior valor entre as regiões0,416,3, pior valor entre as regiões2 de 5 (40,0%)
Região 9Zona Rural I3,338,6%, pior que a média57,4%, pior que a média0,46,22 de 5 (40,0%)
Região 3Colônia Francesa3,5, pior valor entre as regiões48,3%, pior valor entre as regiões51,4%0,28,8, pior que a média3 de 5 (60,0%)
Região 7Rocio II3,4, pior que a média40,3%, pior que a média55,9%, pior que a média2,8, pior que a média5,34 de 5 (80,0%)
Região 5Vila Rosa3,5, pior valor entre as regiões43,2%, pior que a média54,2%, pior que a média0,8, pior que a média7,7, pior que a média5 de 5 (100,0%)

Fontes: IBGE, Censo 2010.

Assistência social19 indicadores
Mapa social do eixo assistência social em Palmeira: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoFamílias acompanhadas no PAIFpor mil domicíliosTaxa de acompanhamento do SCFV de crianças e adolescentespor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de acompanhamento do SCFV de adultospor mil hab. de 18 a 59 anosTaxa de acompanhamento do SCFV de idosospor mil hab. de 60 anos ou maisTaxa acompanhamento no PAEFIpor mil hab.Indicador de MSE de 12 a 17 anospor mil hab. de 12 a 17 anosIndicador de MSE de 18 a 21 anospor mil hab. de 18 a 21 anosAdolescente de 12 a 17 anos infratorpor mil hab. de 12 a 17 anosJovens de 18 a 21 anos que cometeram ato infracionalpor mil hab. de 18 a 21 anosFamílias do Cadastro Único - CadÚnico% dos domicíliosFamílias com o Cadastro Único atualizado e renda per capita de até R$ 89,00% das famílias com cadastro atualizadoFamílias com o CadÚnico atualizado e renda per capita de R$ 89,01 até R$ 178,00% das famílias com cadastro atualizadoFamílias com o CadÚnico atualizado e renda per capita de R$ 178,01 até ½ SM% das famílias com cadastro atualizadoFamílias beneficiárias do Programa Bolsa Família - PBF% dos domicíliosFamílias do CadÚnico atualizado com renda per capita de até R$ 89,00 não beneficiárias do Programa Bolsa Família - PBF% das famílias cadastradas nessa faixa de rendaFamílias do CadÚnico atualizado com crianças e adolescentes e renda per capita de R$ 89,01 até R$ 178,00 não beneficiárias do Programa Bolsa Família% das famílias cadastradas nesse perfilFamílias com CadÚnico atualizado que atendem os critérios do Programa Bolsa Família e não recebem o benefício% das famílias que atendem os critériosFamílias beneficiárias do Programa Família Paranaensepor mil domicíliosPessoa Idosa beneficiária do Benefício da Prestação Continuada - BPC% da população de 60 anos ou maisPiores que a média
Média do município11,1maior é pior41,2maior é pior7,10maior é pior31,50maior é pior5,0maior é pior0,8maior é pior3,1maior é pior26,3maior é pior88,6maior é pior30,7maior é pior10,3maior é pior18,0maior é pior42,7maior é pior7,1maior é pior19,3maior é pior19,5maior é pior19,4maior é pior7,0maior é pior4,3maior é pior
Região 2Distrito Industrial0,00,00,000,000,00,00,00,00,01,750,0, pior valor entre as regiões0,00,00,90,00,00,00,00,01 de 19 (5,3%)
Região 9Zona Rural I5,70,00,373,594,90,00,00,013,626,912,5, pior que a média23,2, pior que a média39,67,9, pior que a média8,64,36,97,1, pior que a média3,44 de 19 (21,1%)
Região 3Colônia Francesa6,653,3, pior que a média0,0013,895,6, pior que a média0,08,5, pior que a média4,733,928,67,712,039,35,122,2, pior que a média0,013,36,67,6, pior que a média5 de 19 (26,3%)
Região 4Jardim Christine8,749,2, pior que a média0,9310,932,25,2, pior que a média0,00,032,015,55,115,448,7, pior que a média2,150,0, pior valor entre as regiões33,3, pior que a média40,0, pior valor entre as regiões1,71,16 de 19 (31,6%)
Região 10Zona Rural II2,82,922,86, pior valor entre as regiões39,02, pior que a média1,20,01,91,11,921,613,5, pior que a média28,3, pior valor entre as regiões40,57,120,0, pior que a média16,318,47,2, pior que a média1,36 de 19 (31,6%)
Região 6Rocio I12,2, pior que a média63,0, pior que a média0,9610,314,40,05,2, pior que a média67,4, pior que a média96,1, pior que a média27,49,711,349,5, pior que a média5,216,229,4, pior que a média20,4, pior que a média6,72,68 de 19 (42,1%)
Região 1Centro4,346,8, pior que a média0,5964,16, pior valor entre as regiões10,2, pior valor entre as regiões3,7, pior que a média0,044,9, pior que a média74,526,99,29,735,94,320,0, pior que a média20,0, pior que a média20,0, pior que a média2,14,08 de 19 (42,1%)
Região 8São José e Regina Vitória8,641,9, pior que a média0,7149,69, pior que a média5,4, pior que a média0,05,7, pior que a média12,773,929,98,515,240,24,635,7, pior que a média27,3, pior que a média32,0, pior que a média2,98,7, pior que a média8 de 19 (42,1%)
Região 5Vila Rosa40,3, pior valor entre as regiões78,9, pior que a média5,6657,14, pior que a média9,5, pior que a média0,02,735,9, pior que a média195,1, pior que a média57,2, pior que a média8,819,5, pior que a média43,0, pior que a média13,0, pior que a média18,921,1, pior que a média20,0, pior que a média12,9, pior que a média10,6, pior que a média14 de 19 (73,7%)
Região 7Rocio II15,8, pior que a média160,4, pior valor entre as regiões0,0048,39, pior que a média9,2, pior que a média8,2, pior valor entre as regiões14,9, pior valor entre as regiões73,8, pior valor entre as regiões328,4, pior valor entre as regiões87,7, pior valor entre as regiões11,2, pior que a média11,750,3, pior valor entre as regiões14,2, pior valor entre as regiões30,0, pior que a média42,9, pior valor entre as regiões33,3, pior que a média15,8, pior valor entre as regiões19,4, pior valor entre as regiões17 de 19 (89,5%)

Fontes: IBGE, Censo 2010; CRAS (PAIF), 2019; SCFV, 2019; CREAS (PAEFI), 2018; CREAS (MSE), 2018; SESP/PR, 2018; CECAD, 2019; Programa Família Paranaense, 2018; BPC, 2018 e 2019.

Violência4 indicadores
Mapa social do eixo violência em Palmeira: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoViolências contra a criança e adolescente registradas no Conselho Tutelar - CT% da população de 0 a 17 anosViolências contra crianças e adolescentes registradas na Secretaria de Segurança Pública - SESP/PR% da população de 0 a 17 anosViolências contra a mulher registradas na Secretaria de Segurança Pública do Paraná - SESP/PR% das mulheres de 18 a 59 anosViolência contra a pessoa idosa registrada na Secretaria de Segurança Pública do Paraná - SESP/PR% da população de 60 anos ou maisPiores que a média
Média do município4,7maior é pior1,1maior é pior4,3maior é pior2,5maior é pior
Região 2Distrito Industrial0,00,01,90,00 de 4 (0,0%)
Região 4Jardim Christine0,60,82,12,20 de 4 (0,0%)
Região 10Zona Rural II1,50,10,20,10 de 4 (0,0%)
Região 9Zona Rural I3,10,10,90,00 de 4 (0,0%)
Região 6Rocio I4,61,7, pior que a média2,61,51 de 4 (25,0%)
Região 3Colônia Francesa1,40,72,03,5, pior que a média1 de 4 (25,0%)
Região 1Centro3,80,78,2, pior que a média5,5, pior valor entre as regiões2 de 4 (50,0%)
Região 8São José e Regina Vitória4,00,96,0, pior que a média4,3, pior que a média2 de 4 (50,0%)
Região 5Vila Rosa10,8, pior que a média2,0, pior que a média7,9, pior que a média3,4, pior que a média4 de 4 (100,0%)
Região 7Rocio II17,4, pior valor entre as regiões4,1, pior valor entre as regiões10,5, pior valor entre as regiões3,2, pior que a média4 de 4 (100,0%)

Fontes: IBGE, Censo 2010; Conselho Tutelar, 2018; SESP/PR, 2018.

Os resultados
por tema

Rede de atendimento

A Painel mapeou 95 equipamentos em Palmeira: 77 da rede de atendimento e 18 da rede de apoio. A assistência social tem 10: o CRAS e o CREAS, governamentais, e oito organizações da sociedade civil (OSCs), que ofertam o SCFV, o centro-dia para pessoas com deficiência e o acolhimento institucional. A educação tem 36 equipamentos, a saúde 30 e a habitação 1.

equipamentos mapeados, 77 de atendimento e 18 de apoio
95
Painel Pesquisas, 2019
dos 10 equipamentos da assistência social são não governamentais
80%
Painel Pesquisas, 2019
conselhos na rede de apoio, ao lado de 11 outras organizações
7
Painel Pesquisas, 2019

Proteção social básica

Em 2018, o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), no CRAS, acompanhou 109 famílias. Os responsáveis eram mulheres em 89,9% dos casos, e 49,5% recebiam o Programa Bolsa Família (PBF). O descumprimento das condicionalidades do PBF motivou 45,0% dos acompanhamentos, e o Cartão Cidadania, 33,0%. Em 2019, o SCFV atendeu 400 crianças e adolescentes, todos em OSCs, 71,5% deles na AMAS.

famílias acompanhadas no PAIF; 89,9% dos responsáveis são mulheres
109
CRAS (PAIF), 2018
dos responsáveis acompanhados no PAIF recebem o Bolsa Família
49,5%
CRAS (PAIF), 2018
crianças e adolescentes no SCFV, 87,8% de 7 a 14 anos
400
SCFV, 2019
das crianças e adolescentes do SCFV em situação prioritária estavam fora da escola ou com defasagem escolar
69,7%
SCFV, 2019

Proteção social especial

Em 2018, o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), no CREAS, acompanhou 160 pessoas, 64,4% do sexo feminino e 45% com até 17 anos. A violência psicológica motivou 56,3% dos acompanhamentos, a negligência 32,5% e a violência física 30,0%; o Conselho Tutelar encaminhou 38,8% dos casos. Havia 10 adolescentes e jovens em medida socioeducativa em meio aberto, todos do sexo masculino e 9 fora da escola. As unidades de acolhimento atenderam 62 pessoas, 50 delas idosas.

pessoas acompanhadas no PAEFI, 64,4% do sexo feminino
160
CREAS (PAEFI), 2018
dos acompanhamentos do PAEFI tiveram como motivo a violência psicológica
56,3%
CREAS (PAEFI), 2018
adolescentes e jovens em MSE em meio aberto; 9 não estudam
10
CREAS (MSE), 2018
pessoas acolhidas, 50 idosas e 12 crianças e adolescentes, estas por negligência ou abandono em 91,7% dos casos
62
Unidade de Acolhimento, 2018

Cadastro Único e benefícios

Em 2019, o CadÚnico de Palmeira tinha 3.012 famílias e 8.950 pessoas, 81,6% das famílias com cadastro atualizado. O PBF chegava a 694 famílias, 7,1% dos domicílios, 8,4% delas com cadastro desatualizado havia mais de dois anos. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) atendia 441 pessoas, 294 delas com deficiência. O Cartão Cidadania, criado pela Prefeitura em 2015 para a segurança alimentar, somou 5.634 cargas até dezembro de 2018.

famílias no CadÚnico, com 8.950 pessoas; 81,6% com cadastro atualizado
3.012
CECAD, 2019
famílias beneficiárias do Bolsa Família, 7,1% dos domicílios
694
IBGE, Censo 2010; CECAD, 2019
beneficiários do BPC: 294 pessoas com deficiência e 147 pessoas idosas
441
BPC, 2019
em 5.634 cargas do Cartão Cidadania, de 2015 a 2018
R$ 477.685,00
Secretaria de Assistência Social, 2018

Violações de direitos

Em 2018, o Conselho Tutelar registrou 458 crianças e adolescentes, 4,7% da população de 0 a 17 anos; o direito à convivência familiar e comunitária respondeu por 42,8% dos registros. Entre as 164 vítimas de violência, a negligência ou o abandono apareceu em 49,4% e a violência física em 32,9%. Os boletins de ocorrência das delegacias registraram 1.054 vítimas residentes em Palmeira, 32,8 por mil habitantes, entre elas 410 mulheres de 18 a 59 anos.

crianças e adolescentes registrados no Conselho Tutelar, 4,7% dos de 0 a 17 anos
458
IBGE, Censo 2010; Conselho Tutelar, 2018
das vítimas de violência registradas no Conselho Tutelar sofreram negligência ou abandono
49,4%
Conselho Tutelar, 2018
vítimas residentes em Palmeira nos boletins de ocorrência, 82,0 por mil no Rocio II
1.054
IBGE, Censo 2010; SESP/PR, 2018
das mulheres de 18 a 59 anos vítimas de violência sofreram violência psicológica
57,4%
SESP/PR, 2018

O que disseram
trabalhadores e conselheiros

A pesquisa com os profissionais da rede socioassistencial ouviu 117 trabalhadores, 50 da rede governamental e 67 das organizações da sociedade civil, inclusive os conselheiros tutelares, ligados administrativamente à Secretaria de Assistência Social. Planejado com a Comissão de Acompanhamento, o questionário foi enviado por meio eletrônico a todos os profissionais de uma lista fornecida pela Secretaria e ficou aberto de novembro a dezembro de 2019. As respostas são autodeclaratórias.

Os conselheiros do CMAS, titulares e suplentes, receberam um questionário sobre perfil e capacitação: 17 responderam, e 41% dos conselheiros não responderam à pesquisa.

O que a pesquisa encontrou

  1. Dos 117 trabalhadores ouvidos, 81,2% são mulheres e 96,6% moram em Palmeira.

  2. Os estatutários são 78% dos trabalhadores governamentais e 37,3% dos não governamentais; entre estes, 49,3% têm contrato pela CLT.

  3. Participaram da formação continuada ofertada pela Secretaria de Assistência Social 70,0% dos trabalhadores governamentais e 31,3% dos não governamentais, 47,9% no total.

  4. Dos não governamentais que fizeram menos de 24 horas de formação, 83,3% dizem que não foram liberados pelo superior.

  5. Como área de capacitação, 36,0% dos governamentais escolhem a gestão do SUAS; entre os não governamentais, 50,7% apontam o trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade social e 47,8% o trabalho com famílias em risco pessoal e social.

  6. Dos 17 conselheiros do CMAS que responderam, 82,4% são mulheres, 76,5% foram a seis ou mais reuniões de fevereiro a outubro de 2019 e 64,7% participaram de formações continuadas da Secretaria em 2018.

Fonte: Volume único, pesquisa com os trabalhadores da rede socioassistencial e os conselheiros do CMAS, 2019.

Considerações
e recomendações

O mapa social geral aponta o Rocio II, com 25 dos 28 indicadores acima da média do município, e a Vila Rosa, com 23, como as regiões de maior vulnerabilidade social, que pedem atenção prioritária da gestão. As duas ficam acima da média nos quatro indicadores de violência.

Para o relatório, os dados devem subsidiar o trabalho da Vigilância Socioassistencial e os planos de assistência social. Recomenda que o diagnóstico seja discutido em cada equipe das ofertas socioassistenciais, públicas e privadas, sob a coordenação do Departamento de Administração e Gestão do SUAS.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume único, Considerações finais, 2020.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico socioterritorial da assistência social de Palmeira?

A Painel Pesquisas e Consultoria, contratada por edital de licitação. O estudo foi idealizado pela Prefeitura Municipal de Palmeira e pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e financiado pelo Ministério da Cidadania. O volume único, de 2020 e com 207 páginas, usa dados de 2018 e 2019 e compara 28 indicadores entre as dez regiões do município, definidas com a Comissão de Acompanhamento do diagnóstico.

Quais regiões de Palmeira são as mais vulneráveis?

No mapa social geral do diagnóstico de Palmeira, o Rocio II tem 25 dos 28 indicadores acima da média do município, e a Vila Rosa, 23. As duas ficam acima da média nos quatro indicadores de violência e têm os maiores totais nos eixos de assistência social e de perfil socioeconômico. No Rocio II, 87,7% dos domicílios têm família no CadÚnico. O Distrito Industrial tem 3 indicadores acima da média, o menor total.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Palmeira?

De dados primários que a Painel coletou na rede de atendimento de Palmeira, de 2018 e 2019: registros do PAIF, do SCFV, do PAEFI, das medidas socioeducativas, dos benefícios e das unidades de acolhimento, fichas do Conselho Tutelar e boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. E de bases oficiais: o Censo Demográfico do IBGE de 2010, o CadÚnico de 2019, consultado pelo CECAD, e o SINAN de 2017.

Quem foi ouvido no diagnóstico de Palmeira?

Os profissionais da rede socioassistencial de Palmeira e os conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), por questionário on-line, de novembro a dezembro de 2019. Responderam 117 trabalhadores, 50 da rede governamental e 67 das organizações da sociedade civil, e 17 conselheiros. Entre os trabalhadores não governamentais, 68,7% não participaram da formação continuada oferecida pela Secretaria de Assistência Social.

O que o diagnóstico recomenda para Palmeira?

O diagnóstico de Palmeira recomenda busca ativa das famílias do Bolsa Família com cadastro desatualizado e dos beneficiários do BPC com deficiência, um plano com o Comitê Intersetorial do PBF contra o descumprimento das condicionalidades de educação e um protocolo de referenciamento do SCFV ao CRAS. Pede ainda ações coletivas de prevenção no PAEFI, uma área de gestão do trabalho e um plano anual de educação permanente para trabalhadores e conselheiros.

Idealização

Prefeitura Municipal de PalmeiraSecretaria Municipal de Assistência Social de Palmeira

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Financiamento

Ministério da Cidadania

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