Pular para o conteúdo
Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2014 — 2015 · Assistência social

Ouro Verde do Oeste/PR — Diagnóstico Social

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou entre 2014 e 2015 o Diagnóstico Social de Ouro Verde do Oeste, idealizado pela Prefeitura Municipal, com questionários aprovados pela Secretaria Municipal de Assistência Social. O volume compara 10 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 entre as seis regiões do município, a partir de uma pesquisa com 528 domicílios, e ouve 178 adolescentes.

Iniciativa
Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Assistência Social
Período
2014 a 2015
Regiões
6: 2 urbanas e 4 rurais
Indicadores
10 de vulnerabilidade, da PNAS/2004
Relatórios
1 volume, 132 páginas
Pessoas ouvidas
528 domicílios e 178 adolescentes

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Social de Ouro Verde do Oeste foi idealizado pela Prefeitura Municipal, que o apresenta como um dos compromissos firmados pela gestão. A Painel Pesquisas e Consultoria assina a realização: desenvolveu os questionários, aprovados pela Secretaria Municipal de Assistência Social, e fez a coleta e a análise estatística. A análise propositiva é creditada à Rompenuve e a especialistas nos direitos das mulheres e da pessoa idosa e em educação e gestão pública.

Seu objetivo é mapear as urgências do município em vulnerabilidade social e nos temas da criança e do adolescente, da pessoa idosa, da mulher e da pessoa com deficiência, com informações dos diversos setores e da área rural, para que os gestores planejem políticas públicas a partir da situação real da população.

O volume traz a apresentação do município, o perfil socioeconômico, a análise de vulnerabilidade social, com o cruzamento dos indicadores da PNAS/2004 e a rede de atendimento, e os levantamentos sobre idosos, pessoas com deficiência e mulheres, cada um com suas considerações finais. Fecha com o primeiro diagnóstico da criança e do adolescente do município, organizado pelos direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e a pesquisa de percepção com adolescentes. Os dois questionários vêm em anexo.

O município
de Ouro Verde do Oeste

Ouro Verde do Oeste fica no oeste do Paraná, na Microrregião de Toledo, a cerca de 582 km da capital, e tem a economia voltada para a agricultura. Desmembrado de Toledo, tornou-se município em 1989; entre o Censo de 2010 e a estimativa do IBGE para 2014, sua população cresceu 4,6%, para 5.952 habitantes.

habitantes
5.692
IBGE, Censo 2010
da população na área urbana
71,0%
IBGE, Censo 2010
moradores por domicílio
3,21
IBGE, Censo 2010
rendimento nominal médio mensal dos domicílios; mediana de R$ 1.410
R$ 1.636
IBGE, Censo 2010
da população sem instrução ou com o fundamental incompleto; 3,1% com superior completo
65,0%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

O trabalho teve duas partes. A Pesquisa Documental reuniu dados secundários do IBGE, do DATASUS e do Censo Escolar e dados primários das secretarias municipais (Educação, Saúde, Esportes e Assistência Social) e do Conselho Tutelar, com o levantamento da rede de atendimento. A Pesquisa de Campo aplicou um questionário de vulnerabilidade, baseado no conceito da Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004), em uma amostra de 528 domicílios, e uma pesquisa de percepção com 178 adolescentes.

Com base nos setores censitários do IBGE e na divisão administrativa do município, e com a aprovação do coordenador geral do projeto no município, Ouro Verde do Oeste foi dividido em seis Regiões Geográficas: Centro 1 e Centro 2, na área urbana, e Linha Maripá, Linha Gozzi, Linha João Cruz e Distrito São Sebastião, na área rural.

Os indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 foram calculados por região sobre as famílias entrevistadas e comparados com os dados do Censo de 2010. Com o software Pradin, de análise multicritério, os dez indicadores foram cruzados para ordenar as regiões da maior à menor vulnerabilidade.

Conheça o método da Painel

As 6 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)
Centro 1Rio/cemitério; Praça/Mitra Diocesana; Rua Mauá; Rodovia PR-347 para Toledo.Urbana1.970
Centro 2Praça Presidente Médici; Sociedade Esportiva Ouro Verde do Oeste; Rodeio; Ginásio Futebol Suíço.Urbana1.952
Distrito São SebastiãoLinha João Gomes; Linha Aparado; Baixadão; Linha 2 Ipês; Linha Gustavo; Linha São Sebastião; Linha Muraro; Linha Reolon; Linha Viola; Vila Rural Ouroeste; Fazenda Itaipu; São Sebastião.Rural736
Linha GozziLinha Gozzi; Linha Sadia; Linha Sol de Maio; Linha I Rieri.Rural347
Linha João CruzLinha João Cruz; Fazenda Santa Maria; Linha Hermann; Linha Buracão; Linha Jamaica; Linha Casagrande; Linha Taquaruçú; Estrada da Cachoeira.Rural435
Linha MaripáLinha Cerâmica; Linha Adamczuk; Linha Brandão; Linha Basiliano de Campos; Linha Bregolato; Linha Sanga Funda; Linha Mandaguari; Estrada Matão; Linha Maripá.Rural252

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010, por setor censitário
  • Estimativa de população do IBGE, 2014
  • DATASUS: SIM, SINASC e SINAN, 2013 e 2014
  • Censo Escolar, 2013, ensino público
  • Critério de Classificação Econômica Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), 2014

Rede de atendimento do município, 2014

  • Centro de Referência de Assistência Social (CRAS): SCFV, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Bolsa Família e encaminhamentos
  • Secretaria Municipal de Assistência Social: CEMAF 01 e 02, PETI, medidas socioeducativas e Casa de Abrigo Anjos de Ouro
  • Conselho Tutelar
  • Secretaria de Saúde: Projeto Saúde Hipertensão e Diabetes e Projeto Mãe que Cuida
  • Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes: creche e projetos de música e esporte
  • Associação de Proteção à Maternidade à Infância e Família (APMIF), Associação de Amigos e Amparo aos Idosos (AMAIS), Pastoral da Pessoa Idosa e Clubes de Mães

Pesquisa de campo, 2014

  • Pesquisa de vulnerabilidade em 528 domicílios, com erro de 3,6% e confiança de 95%
  • Pesquisa de percepção com 178 adolescentes, em novembro de 2014
  • Cruzamento dos indicadores da PNAS/2004 no software Pradin

Os resultados
em números

A pesquisa de vulnerabilidade calcula 10 indicadores da PNAS/2004 em cada uma das seis regiões e os compara com a média do município, e o cruzamento no software Pradin ordena as regiões da maior à menor vulnerabilidade. Os temas trazem o perfil socioeconômico, os levantamentos sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência e mulheres, o diagnóstico da criança e do adolescente e a rede de atendimento.

o Distrito São Sebastião no cruzamento dos 10 indicadores: a região de maior vulnerabilidade, seguida do Centro 1 e do Centro 2
1º de 6
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014, cruzamento no software Pradin
das famílias com renda per capita inferior a 1/4 de salário mínimo, ante 4,9% no Censo de 2010; 20,0% na Linha João Cruz
11,0%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014; IBGE, Censo 2010
das famílias com criança ou adolescente de 10 a 15 anos trabalhando; 23,6% no Distrito São Sebastião
16,7%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
das famílias que recebem o Bolsa Família têm renda per capita dentro do teto do programa, de R$ 154,00
22,0%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
dos domicílios adequados, ante 22,2% no Censo de 2010; 5,3% nas Linhas Gozzi e Maripá
54,5%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014; IBGE, Censo 2010
dos adolescentes entrevistados trabalham, 62,0% deles em atividades domésticas
51,7%
Pesquisa com adolescentes, 2014

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver quantos indicadores de cada uma das 6 regiões ficam piores que a média. Selecione uma região na lista para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004

10 indicadores

No cruzamento dos 10 indicadores no software Pradin, o Distrito São Sebastião é a região de maior vulnerabilidade, seguido do Centro 1 e do Centro 2, e a Linha Maripá a de menor. O distrito tem as maiores proporções de famílias com trabalho infantil (23,6%) e com baixa renda, menores e pouco estudo (7,3%), e a Linha João Cruz a maior de baixa renda (20,0%). Os domicílios semi-adequados ou inadequados chegam a 94,7% das famílias nas Linhas Gozzi e Maripá.

Veja a tabela completa

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

As tabelas completas

Indicadores de vulnerabilidade da PNAS/200410 indicadores
Mapa social do eixo indicadores de vulnerabilidade da pnas/2004 em Ouro Verde do Oeste: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoDomicílio semi-adequado ou inadequadoBaixa rendaFamílias com baixa renda, menores e pouco estudoFamílias com mulheres responsáveis com filhos menores e sem estudoFamílias com trabalho infantilFamília na qual há uma pessoa de 4 a 14 anos que não estudeFamílias com idosos e de baixa rendaFamílias com pessoas com deficiência e de baixa rendaFamílias com gravidez na adolescênciaRazão de dependência maior que 75%Piores que a média
Média do município45,5%maior é pior11,0%maior é pior4,4%maior é pior0,8%maior é pior16,7%maior é pior2,1%maior é pior5,9%maior é pior2,8%maior é pior0,4%maior é pior49,1%maior é pior
Centro 135,9%9,2%5,8%, pior que a média0,0%16,0%4,4%, pior que a média9,2%, pior valor entre as regiões3,4%, pior valor entre as regiões0,0%50,0%, pior que a média5 de 10 (50,0%)
Centro 231,6%14,2%, pior que a média3,2%1,1%, pior que a média15,8%0,5%4,2%3,2%, pior que a média0,5%, pior que a média47,9%4 de 10 (40,0%)
Distrito São Sebastião63,6%, pior que a média12,7%, pior que a média7,3%, pior valor entre as regiões1,8%, pior que a média23,6%, pior valor entre as regiões0,0%5,5%1,8%0,0%50,9%, pior que a média6 de 10 (60,0%)
Linha Gozzi94,7%, pior valor entre as regiões5,3%0,0%5,3%, pior valor entre as regiões21,1%, pior que a média0,0%5,3%0,0%0,0%47,4%3 de 10 (30,0%)
Linha João Cruz85,0%, pior que a média20,0%, pior valor entre as regiões5,0%, pior que a média0,0%15,0%5,0%, pior valor entre as regiões0,0%0,0%5,0%, pior valor entre as regiões30,0%5 de 10 (50,0%)
Linha Maripá94,7%, pior valor entre as regiões0,0%0,0%0,0%13,2%0,0%0,0%2,6%0,0%57,9%, pior valor entre as regiões2 de 10 (20,0%)

Fontes: Pesquisa de vulnerabilidade, 2014.

Os resultados
por tema

Perfil socioeconômico

Pelo Censo de 2010, a renda média dos domicílios era de R$ 1.636, de R$ 932 no Centro 1 a R$ 1.781 na Linha Maripá. Nas regiões rurais faltavam rede geral de água e coleta de lixo: 67,8% dos domicílios da Linha Gozzi não tinham abastecimento por rede geral, e de 84,7% a 94,5% dos domicílios das quatro regiões rurais não tinham coleta. A pesquisa de 2014 encontrou 88,6% dos domicílios com água encanada, 86,7% com lixo coletado e 36,5% das famílias nas classes D e E do Critério Brasil. Em 2014, a taxa de mortalidade foi de 7,3 por mil entre os homens e de 3,2 entre as mulheres.

renda média dos domicílios no Centro 1, a menor; R$ 1.636 no município
R$ 932
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Linha Gozzi sem abastecimento de água por rede geral; 16,1% no município
67,8%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios com lixo coletado, ante 71,3% no Censo de 2010
86,7%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
das famílias nas classes D e E do Critério Brasil
36,5%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014

Pessoas idosas

Em 2010, 12,9% da população tinha 60 anos ou mais, 16,6% na Linha João Cruz e 16,3% na Linha Maripá. Na pesquisa, 222 das 528 famílias tinham idosos; em 31,1% delas o idoso sustentava sozinho a família, e 49,3% desses idosos moravam sozinhos. 81 dos 306 idosos dessas famílias (26,5%) não recebiam aposentadoria, pensão ou auxílio-doença, e em 72,5% das famílias nenhum idoso participava de programa voltado a eles.

da população da Linha João Cruz tem 60 anos ou mais; 12,9% no município
16,6%
IBGE, Censo 2010
das famílias com idosos são sustentadas exclusivamente pelo idoso
31,1%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
dos idosos das famílias entrevistadas sem aposentadoria, pensão ou auxílio-doença
26,5%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
das famílias com idosos sem nenhum idoso em programa voltado a eles
72,5%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014

Pessoas com deficiência

Pelo Censo de 2010, 2,9% da população tinha grande dificuldade ou não conseguia de modo algum se locomover, e 2,3% enxergar. Na pesquisa, 57 das 528 famílias tinham pessoa com deficiência, em 36,8% dos casos física ou motora. Só 21,1% dessas pessoas trabalham, 42,1% recebem auxílio do governo e 38,6% não sabem ler e escrever; 45,6% têm dificuldade de acessibilidade na cidade, e médicos especialistas no município são o pedido mais citado (42,9%).

da população com grande dificuldade ou que não consegue se locomover
2,9%
IBGE, Censo 2010
das pessoas com deficiência trabalham
21,1%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
das pessoas com deficiência têm dificuldade de acessibilidade na cidade
45,6%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
das pessoas com deficiência não sabem ler e escrever
38,6%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014

Mulheres

Pelo Censo de 2010, as mulheres eram responsáveis por 26,7% dos domicílios, 36,0% no Centro 2 e menos de 10% nas regiões rurais. Dos 37 nascidos vivos de 2014, 43,2% tiveram menos de 7 consultas de pré-natal. Na pesquisa, a violência física contra alguma mulher da casa foi citada em 5,1% das 494 famílias com mulheres de 18 anos ou mais e a psicológica em 4,3%, e cerca de metade dos casos não foi denunciada. Em 24,1% das famílias as mulheres não vão ao ginecologista, e emprego é a sugestão mais citada para elas (22,6%).

dos domicílios têm uma mulher como responsável; 36,0% no Centro 2
26,7%
IBGE, Censo 2010
dos nascidos vivos com menos de 7 consultas de pré-natal
43,2%
DATASUS, SINASC, 2014
das famílias relatam violência física contra uma mulher da casa; 52,0% denunciaram
5,1%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014
das famílias em que as mulheres não vão ao ginecologista
24,1%
Pesquisa de vulnerabilidade, 2014

Crianças e adolescentes

Em 2010, 28,7% da população tinha de 0 a 17 anos, 31,0% no Distrito São Sebastião, que tem também a maior razão de dependência jovem (40,6%). O Censo registrou 19,5% dos adolescentes de 14 e 15 anos trabalhando, 29,4% na área rural, e 13,6% dos de 15 a 17 anos fora da escola. Em 2014, 2 óbitos de menores de 1 ano entre 37 nascidos vivos deram uma taxa de mortalidade infantil de 54,1 por mil, e a creche atendia 42,7% das crianças de 0 a 3 anos, nenhuma da área rural.

da população tem de 0 a 17 anos; 31,0% no Distrito São Sebastião
28,7%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 14 e 15 anos trabalhavam; 29,4% na área rural
19,5%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola
13,6%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 0 a 3 anos na creche; nenhuma da área rural
42,7%
Secretaria de Educação, 2014

Conselho Tutelar e rede de atendimento

O Conselho Tutelar registrou 327 ocorrências em 2014, 93,9% no Centro; a evasão escolar foi o motivo mais frequente (16,8%), seguida da negligência (15,0%) e da violência física (10,1%). Só 23,9% dos casos têm o encaminhamento registrado, e fora do Centro só o Distrito São Sebastião tem registros, o que o relatório lê como falta de orientação na área rural para denunciar. O CEMAF 01 atendia 49 crianças e adolescentes, 91,8% por procura espontânea de pais que trabalham, e 20 adolescentes cumpriam medida socioeducativa.

ocorrências no Conselho Tutelar, 16,8% por evasão escolar
327
Conselho Tutelar, 2014
dos casos do Conselho Tutelar com o encaminhamento registrado
23,9%
Conselho Tutelar, 2014
das 49 crianças e adolescentes do CEMAF 01 chegaram por procura espontânea de pais que trabalham
91,8%
Secretaria Municipal de Assistência Social, 2014
adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, 80,0% do sexo masculino
20
Secretaria Municipal de Assistência Social, 2014

O que disseram
famílias e adolescentes

A pesquisa de vulnerabilidade entrevistou 528 domicílios de Ouro Verde do Oeste em 2014, em coleta domiciliar, com erro de 3,6% e confiança de 95%. O questionário, desenvolvido pela Painel e aprovado pela Secretaria de Assistência Social, levantou os indicadores da PNAS/2004 e ouviu as famílias sobre idosos, mulheres e pessoas com deficiência: 222 famílias tinham idosos, 494 tinham mulheres de 18 anos ou mais e 57 tinham pessoa com deficiência.

A pesquisa de percepção ouviu 178 adolescentes de 12 a 18 anos em novembro de 2014, em escolas, praças e na saída das escolas, com confiança de 95% e erro amostral de 6,5%. O questionário tratou de escola, trabalho, direitos, convivência familiar, lazer, sexualidade e drogas.

O que a pesquisa encontrou

  1. Só 22,0% das famílias entrevistadas que recebem o Bolsa Família têm renda per capita dentro do teto do programa, de R$ 154,00, e 34 famílias com renda dentro do limite não recebem nenhum auxílio.

  2. Em 46,8% dos domicílios em que uma mulher é a responsável financeira, a renda depende só dela, ante 37,6% quando o responsável é homem; no Distrito São Sebastião, 54,5% das famílias são sustentadas por um só morador.

  3. 51,7% dos 178 adolescentes trabalham, 78,3% deles para a família e 62,0% em atividades domésticas; 14 trabalham e não frequentam a escola.

  4. Só 63 dos 178 adolescentes dizem conhecer o ECA, e 48,7% dos que não o conhecem nunca o viram; 167 sabem onde fica o Conselho Tutelar.

  5. 91,1% avaliam o convívio familiar como ótimo ou bom, e a mãe é o exemplo de vida citado por 65,7%.

  6. 39,9% dos adolescentes já usaram alguma droga, o álcool em 84,5% dos casos; dos 21 que usaram maconha, 12 (57,1%) a usam diariamente.

Fonte: Pesquisa de vulnerabilidade com 528 domicílios e pesquisa com 178 adolescentes, 2014.

Considerações
e recomendações

As considerações finais apontam o Distrito São Sebastião como a região de maior vulnerabilidade, seguido da área urbana, e a baixa renda como o indicador que mais pesa: a geração de renda está em 3 dos 4 indicadores que mais influenciaram o cruzamento. A área rural concentra os domicílios inadequados, e a pesquisa encontrou falhas no Bolsa Família: só 22% das famílias que o recebem estão aptas, e 34 famílias aptas não o recebem.

As análises sobre idosos, pessoas com deficiência e mulheres pedem políticas intersetoriais e mais participação social, com uma rede de proteção à pessoa idosa, acesso à saúde especializada e um conselho municipal de políticas para as mulheres. Para crianças e adolescentes, o relatório destaca o trabalho infantil, sobretudo doméstico, a evasão escolar e a necessidade de divulgar o ECA.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume único, considerações finais de cada capítulo.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 132 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico social de Ouro Verde do Oeste?

A Painel Pesquisas e Consultoria, que assina a realização do Diagnóstico Social de Ouro Verde do Oeste/PR, idealizado pela Prefeitura Municipal. O trabalho foi feito entre 2014 e 2015, com questionários aprovados pela Secretaria Municipal de Assistência Social, e reúne em um volume de 132 páginas o perfil socioeconômico, a análise de vulnerabilidade social e capítulos sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, mulheres e crianças e adolescentes. A análise propositiva é creditada à Rompenuve.

Quais regiões de Ouro Verde do Oeste são as mais vulneráveis?

No cruzamento dos indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 pelo software Pradin, o Distrito São Sebastião é a região de maior vulnerabilidade de Ouro Verde do Oeste, seguido do Centro 1 e do Centro 2, e a Linha Maripá a de menor. O distrito tem a maior proporção de famílias com trabalho infantil (23,6%) e de famílias sustentadas por um só morador (54,5%). A baixa renda é o indicador que mais pesa no resultado.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Ouro Verde do Oeste?

De uma pesquisa de vulnerabilidade em 528 domicílios e de uma pesquisa com 178 adolescentes, feitas em 2014; do Censo Demográfico do IBGE de 2010, do DATASUS e do Censo Escolar de 2013; e dos registros da rede de atendimento de Ouro Verde do Oeste em 2014, como o CRAS, o Conselho Tutelar, as secretarias de Saúde e de Educação, Cultura e Esportes e entidades como a APMIF e a AMAIS. Os dados foram organizados em seis regiões.

Quantas pessoas foram ouvidas no diagnóstico de Ouro Verde do Oeste?

A pesquisa de vulnerabilidade entrevistou 528 domicílios de Ouro Verde do Oeste em 2014, com erro de 3,6% e confiança de 95%; 222 deles tinham idosos, 494 tinham mulheres de 18 anos ou mais e 57 tinham pessoa com deficiência. A pesquisa de percepção ouviu 178 adolescentes de 12 a 18 anos em novembro de 2014, em escolas, praças e na saída das escolas, com confiança de 95%.

O que o diagnóstico recomenda para Ouro Verde do Oeste?

Atualizar o cadastro do Bolsa Família, já que só 22% das famílias que o recebem estão dentro do teto de renda, e investir em desenvolvimento econômico que ampare toda a cadeia produtiva, com foco no Distrito São Sebastião. O relatório pede ainda atenção à habitação rural, acesso a médicos especialistas para idosos e pessoas com deficiência, um conselho municipal de políticas para as mulheres e a busca ativa das famílias com crianças fora da escola em Ouro Verde do Oeste.

Idealização

Município de Ouro Verde do Oeste

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Um diagnóstico assim
para o seu município

Conte qual público e quais territórios a sua gestão precisa conhecer. Definimos juntos a divisão territorial, as pesquisas e os relatórios da entrega.

Conversar sobre o diagnóstico

Conte pelo WhatsApp seu município, o público do diagnóstico e os temas de interesse.