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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2020 — 2021 · Infância e adolescência

Nova Lima/MG — Diagnóstico Social com Foco na Identificação do Trabalho Infantil

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o primeiro diagnóstico social de Nova Lima com foco na identificação do trabalho infantil, idealizado pelo CMDCA/NL e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Políticas Públicas. Publicado em fevereiro de 2021, o volume único ouve 752 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos, encontra 28,5% deles em situação irregular de trabalho e compara as 12 regiões do município em um mapa social de 19 indicadores.

Praça central de Nova Lima com a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar e o casario ao redor
Nova Lima · MG

19 indicadores em 12 regiões.
752 crianças e adolescentes ouvidos.

Iniciativa
CMDCA/NL e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Políticas Públicas, com apoio da Prefeitura
Período
2020 a 2021
Regiões
12, sendo 4 com setores rurais
Indicadores
19 por região, em 1 mapa social
Relatórios
1 volume, 131 páginas
Pessoas ouvidas
752 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Social de Nova Lima com Foco na Identificação do Trabalho Infantil é o primeiro realizado no município. Nasceu da necessidade de conhecer o trabalho irregular de crianças e adolescentes e da obrigação expressa no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) nº 135/2017, firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Prefeitura Municipal de Nova Lima, com a interveniência do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA/NL), que o deliberou em reunião plenária. Foi idealizado pelo CMDCA/NL e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Políticas Públicas (SEMDS), com apoio da Prefeitura Municipal de Nova Lima.

Seu objetivo é subsidiar as instâncias governamentais e não governamentais na formulação e na execução das políticas públicas para a infância e a adolescência, com indicadores por território que identificam o número e o perfil das crianças e adolescentes sujeitos ao trabalho infantil e os principais tipos de trabalho. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as Orientações Técnicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), de 2018, guiaram a sua construção, acompanhada por uma Comissão de Acompanhamento com a SEMDS, a Secretaria Municipal de Educação e o CMDCA/NL.

O volume único reúne os dados gerais do município, o perfil socioeconômico das 12 regiões, o mapeamento da rede de atendimento, as demandas sociais organizadas pelos direitos do ECA, os dados gerais sobre o trabalho infantil, a pesquisa de percepção com crianças e adolescentes, o mapa social do perfil socioeconômico e das situações de trabalho irregular, as considerações finais e as recomendações.

O município
de Nova Lima

Nova Lima fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a cerca de 22 km da capital, em uma área de 428,449 km². Chamada de Campos de Congonhas e depois de Congonhas de Sabará, tornou-se Villa Nova de Lima em 1893 e recebeu o nome atual em 1923; sua história se liga à mineração do ouro, com a Mina de Morro Velho, e depois à do minério de ferro.

habitantes na estimativa da população, ante 80.998 no Censo de 2010
96.157
IBGE, 2020
da população vive na área urbana; a zona rural tem 2%, ante 14,7% em Minas Gerais
98%
IBGE, Censo 2010
da população tem de 0 a 17 anos
25,1%
IBGE, Censo 2010
IDHM, faixa muito alta: 17º entre os 5.565 municípios brasileiros
0,813
Atlas Brasil, 2010
índice de Gini, ante 0,64 em 2000 e 0,55 em 1991
0,68
Atlas Brasil, 2010

Como foi
feito

Com a Comissão de Acompanhamento do diagnóstico e a Divisão de Vigilância Socioassistencial da SEMDS, Nova Lima foi dividida em 12 regiões de perfil demográfico e socioeconômico homogêneo, formadas por bairros e localidades, respeitando os setores censitários do IBGE e ligadas aos territórios dos CRAS. Quatro delas, as Regiões 5, 6, 9 e 12, incluem setores rurais.

Cada indicador é calculado sobre a população ou a amostra da região, em percentual ou em taxa, comparado com a média do município e classificado por quintis, de muito baixo a muito alto. Os dados da rede de atendimento e das bases oficiais cobrem sobretudo 2018 e 2019, e a população de cada região vem do Censo Demográfico de 2010. O mapeamento da rede, validado pela Comissão, reuniu 129 instituições do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). A Vara da Infância e Juventude não disponibilizou seus dados, apesar das solicitações do CMDCA/NL e da Secretaria.

O mapa social reúne 7 indicadores do perfil socioeconômico, do Censo de 2010, e 12 indicadores das situações de trabalho irregular, da pesquisa de percepção: cada um é o percentual dos entrevistados da região que realizam uma atividade em situação irregular. A Região 11 não tem os indicadores da pesquisa, porque não foi possível entrevistar as suas crianças e adolescentes.

Conheça o método da Painel

As 12 regiões do diagnóstico

RegiãoTerritórioBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Região 1CRAS Centro IAlto das Quintas; Bom Jardim; Cariocas; Centro; Chácara dos Cristais; Chácara Silveira Ramos; Cristais; Cristais II; Jardim das Américas; Olaria; Quintas; Quintas II; Retiro; Vila Maria do Carmo; Vila Passos.Urbana13.8432.614
Região 2CRAS Centro IIAlvorada; Parque Santo Antônio; Vila Lacerda; Vila Operária; Vila Padre Valeriano.Urbana5.8401.445
Região 3CRAS Centro IIIBela Vista; Jardim Serrano; Mirante da Mata; Ouro Velho Mansões; Parque Aurilândia; Quintas do Sol; Residencial Sul; Silicóticos; Vila Aparecida; Vila Industrial; Vila Madeira; Vila Odete; Vila São José.Urbana6.5681.631
Região 4CRAS Centro IVBosque da Ribeira; Bosque Residencial do Jambreiro; Conde; Estância Del Rey; Estância Serrana; Glebas Reais; Ipê; Jardim da Torre; Jardim das Mangabeiras; Jardinaves; Residencial Europa; Riviera; Vale do Sereno; Vale dos Cristais; Vila Alpina; Vila Campestre; Vila Castela; Vila da Serra; Vila Del Rey; Vila Verde; Ville de Montagne; Pau Pombo; Village Terrasse I e II.Urbana7.0461.520
Região 5CRAS Centro VBoa Vista; Cabeceiras; Le Cottage; Mina D'água de Baixo; Residencial Congonhas do Sabará; Residencial Vale das Araras; Vila Nova Betânia.4.9811.114
Região 6CRAS Centro VIAreião do Matadouro; Galo Novo; Matadouro; Mina D'água; Mina D'água II; Mingú; Rosário.3.438852
Região 7CRAS Cruzeiro IBarra do Céu; Bonfim; Campo do Pires; Cascalho; Chácara Bom Retiro; Paulo Gaetani; Cruzeiro; Fazenda do Benito; Nossa Senhora de Fátima; Oswaldo Barbosa Pena; Vale da Esperança; Vila do Ouro; Vila Marise; Vila Monte Castelo; Vila São Luiz.Urbana16.8024.669
Região 8CRAS Cruzeiro IICapela Velha; Green Park; Jardins de Petrópolis; Veredas das Geraes; Village Sans Souci.Urbana1.762481
Região 9CRAS NordesteAlto do Gaia; Antônio Horta; Bela Fama; Honório Bicalho; Matozinhos; Pasto da Balança; Santa Rita; Vila Ipê Amarelo; Vila Nova Suíça.7.2481.985
Região 10CRAS Noroeste IJardim Canadá.Urbana8.2652.747
Região 11CRAS Noroeste IIAlphaville; Fazenda do Engenho Ecoville; Jardim Monte Verde; Lagoa do Miguelão; Parque do Engenho; Parque Jardim Amanda; Pasárgada; Quintas Morro do Chapéu; São Sebastião das Águas Claras; Serra dos Manacás; Vale do Sol.Urbana4.7281.102
Região 12CRAS Noroeste IIIBalneário Água Limpa; Estância Estoril.477157

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Rede de atendimento do município

  • Notificações do Conselho Tutelar, 2019
  • Atendimentos do PAIF, nos CRAS, e do PAEFI e das medidas socioeducativas em meio aberto, no CREAS (Registro Mensal de Atendimentos), 2019
  • Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), pelo SISC, 2019
  • Atos infracionais registrados na Delegacia Regional da Polícia Civil de Nova Lima, 2019
  • Atividades das Secretarias Municipais de Esporte e Lazer e de Cultura, 2019
  • Entidades inscritas no CMDCA/NL, 2019

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010 (microdados e agregados por setor censitário), e estimativas da população, 2011 a 2020
  • Cadastro Único (CadÚnico), pelo CECAD, 2020
  • Censo Escolar do INEP, 2019
  • DATASUS: SINASC e SINAN, 2019
  • RAIS, 2019
  • Atlas Brasil, 2010, e PNAD Contínua do IBGE, 2016 a 2019

Os resultados
em números

O volume único reúne, para cada uma das 12 regiões, 7 indicadores do perfil socioeconômico, do Censo de 2010, e 12 indicadores das situações de trabalho irregular, da pesquisa com crianças e adolescentes, em um só mapa social. Cada região é comparada com a média do município, e a contagem dos indicadores piores que a média a classifica por quintis, de muito baixo a muito alto.

dos 752 entrevistados de 9 a 17 anos estão em situação irregular de trabalho; 64,7% na Região 12
28,5%
Pesquisa com crianças e adolescentes, 2020
crianças e adolescentes, 8,0% da amostra, em atividades proibidas pela legislação, sem meios de regularização
60
Pesquisa com crianças e adolescentes, 2020
indicadores do mapa social piores que a média do município na Região 9, a de maior contagem
16 de 19
Volume único, 2021
dos entrevistados envolvidos com o tráfico de drogas, a atividade proibida mais citada; 17,9% na Região 9
2,7%
Pesquisa com crianças e adolescentes, 2020
registro de trabalho infantil no CadÚnico, entre 6.563 crianças e adolescentes inscritos
1
CECAD/CadÚnico, 2020
crianças e adolescentes de 10 a 17 anos ocupados, 82 deles de 10 a 13 anos
683
IBGE, Censo 2010 (microdados)

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver no mapa quantos indicadores de cada uma das 12 regiões ficam piores que a média. Selecione uma região, no mapa ou na lista, para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Perfil socioeconômico e situações de trabalho irregular

19 indicadores

As Regiões 3, 9 e 12, de classe muito alta, e as Regiões 6 e 7, de classe alta, têm as maiores contagens de indicadores piores que a média do município e pedem olhar prioritário do gestor público. A Região 9 (Nordeste) fica pior que a média em 16 dos 19 indicadores, com os maiores percentuais de trabalho irregular não passível de regularização (28,4%) e de envolvimento com o tráfico de drogas (17,9%) e a menor renda nominal per capita (R$ 477); a Região 12 (Noroeste III) tem os maiores percentuais em afazeres domésticos (17,7%), cuidado de crianças ou idosos (29,4%) e cozinhar (23,5%). A Região 11 não foi pesquisada, e só os seus indicadores do perfil entram na contagem.

Veja a tabela completa

Município: regiões 1 a 12

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

Fonte: Volume único, p. 123: representação gráfica do mapa social de trabalho irregular, por região geográfica dos CRAS.

As tabelas completas

Perfil socioeconômico e situações de trabalho irregular19 indicadores
Mapa social do eixo perfil socioeconômico e situações de trabalho irregular em Nova Lima: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoTrabalho irregular não passível de regularizaçãoAfazeres domésticosCuidador de crianças ou idososTrabalhos manuais e artesanatoTrabalho ruralColeta de material reciclávelLavação de veículos, servente de pedreiro etc.Atividades administrativasVendas ou atendimentoAtividade de cozinharTráfico de drogasExploração sexual infanto/juvenilRazão de dependência total (RDT)Razão de dependência jovem (RDJ)Responsável adolescentepor mil responsáveisRenda per capita de até 1/2 SMRenda per capita de até 1/4 SMResponsável analfabetoRendimento nominal per capitaR$Piores que a média
Média do município8,0%maior é pior6,8%maior é pior10,0%maior é pior0,9%maior é pior0,4%maior é pior1,9%maior é pior2,3%maior é pior0,1%maior é pior2,0%maior é pior10,8%maior é pior2,7%maior é pior0,7%maior é pior45,1%maior é pior29,6%maior é pior5,4maior é pior14,4%maior é pior2,9%maior é pior3,8%maior é pior1.319menor é pior
Região 11Noroeste IInenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registro44,2%28,1%8,8, pior que a média4,2%0,6%1,5%4.0731 de 19 (5,3%)
Região 4Centro IV5,0%nenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registro5,0%, pior que a média5,0%, pior valor entre as regiões40,2%25,6%2,31,2%0,2%0,9%5.3832 de 19 (10,5%)
Região 8Cruzeiro II2,9%2,9%2,9%nenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registronenhum registro2,9%nenhum registronenhum registro44,5%33,6%, pior que a médianenhum registro12,0%2,2%4,3%, pior que a média1.6822 de 19 (10,5%)
Região 1Centro I1,6%4,7%10,1%, pior que a média0,8%nenhum registronenhum registro0,8%nenhum registro0,8%6,2%nenhum registronenhum registro46,3%, pior que a média21,9%0,57,3%0,9%1,8%1.018, pior que a média3 de 19 (15,8%)
Região 2Centro II2,1%6,4%2,1%nenhum registronenhum registronenhum registro2,1%nenhum registronenhum registro10,6%nenhum registronenhum registro48,4%, pior que a média29,5%13,5, pior que a média18,9%, pior que a média4,4%, pior que a média2,9%540, pior que a média5 de 19 (26,3%)
Região 10Noroeste I2,4%2,4%10,6%, pior que a médianenhum registronenhum registronenhum registro1,2%nenhum registro1,2%5,9%nenhum registronenhum registro45,4%, pior que a média40,6%, pior que a média6,7, pior que a média19,9%, pior que a média3,5%, pior que a média5,4%, pior que a média639, pior que a média8 de 19 (42,1%)
Região 5Centro V8,2%, pior que a média11,5%, pior que a média14,8%, pior que a média1,6%, pior que a médianenhum registro4,9%, pior que a média1,6%nenhum registro3,3%, pior que a média16,4%, pior que a médianenhum registro1,6%, pior que a média44,0%26,1%4,813,0%2,2%3,9%, pior que a média825, pior que a média10 de 19 (52,6%)
Região 6Centro VI10,7%, pior que a média7,1%, pior que a média12,5%, pior que a médianenhum registronenhum registro5,4%, pior que a média3,6%, pior que a médianenhum registro1,8%14,3%, pior que a médianenhum registro1,8%, pior que a média46,3%, pior que a média28,9%nenhum registro17,5%, pior que a média3,7%, pior que a média5,4%, pior que a média513, pior que a média12 de 19 (63,2%)
Região 7Cruzeiro I9,7%, pior que a média8,0%, pior que a média6,9%1,7%, pior valor entre as regiõesnenhum registronenhum registro2,3%nenhum registro2,3%, pior que a média11,4%, pior que a média3,4%, pior que a médianenhum registro45,4%, pior que a média32,5%, pior que a média5,321,1%, pior que a média5,1%, pior valor entre as regiões5,0%, pior que a média529, pior que a média12 de 19 (63,2%)
Região 12Noroeste III11,8%, pior que a média17,7%, pior valor entre as regiões29,4%, pior valor entre as regiõesnenhum registronenhum registro11,8%, pior valor entre as regiões11,8%, pior valor entre as regiõesnenhum registro5,9%, pior que a média23,5%, pior valor entre as regiões5,9%, pior que a médianenhum registro52,4%, pior valor entre as regiões42,8%, pior valor entre as regiõesnenhum registro23,5%, pior valor entre as regiões2,6%5,2%, pior que a média969, pior que a média13 de 19 (68,4%)
Região 3Centro III6,6%9,8%, pior que a média11,5%, pior que a média1,6%, pior que a médianenhum registro3,3%, pior que a média1,6%1,6%, pior valor entre as regiões6,6%, pior valor entre as regiões16,4%, pior que a médianenhum registro1,6%, pior que a média44,4%28,5%18,7, pior valor entre as regiões16,0%, pior que a média3,2%, pior que a média3,9%, pior que a média832, pior que a média13 de 19 (68,4%)
Região 9Nordeste28,4%, pior valor entre as regiões7,5%, pior que a média16,4%, pior que a média1,5%, pior que a média4,5%, pior valor entre as regiões6,0%, pior que a média6,0%, pior que a médianenhum registro1,5%14,9%, pior que a média17,9%, pior valor entre as regiões1,5%, pior que a média45,4%, pior que a média32,3%, pior que a média0,922,6%, pior que a média4,9%, pior que a média7,3%, pior valor entre as regiões477, pior valor entre as regiões16 de 19 (84,2%)

Fontes: Pesquisa com crianças e adolescentes, 2020; IBGE, Censo 2010.

Os resultados
por direito

Vida e saúde

Em 2019, 55 mulheres de 12 a 17 anos residentes em Nova Lima tiveram filhos nascidos vivos, 0,9% das mulheres dessa idade, cerca de uma a cada cem. A Região 12 se destaca, com 13,6%, bem acima das demais; a Região 10 vem a seguir, com 1,5%.

mulheres de 12 a 17 anos tiveram filhos nascidos vivos, 0,9% dessa faixa etária
55
SINASC, 2019
das mulheres de 12 a 17 anos da Região 12 tiveram filhos nascidos vivos
13,6%
SINASC, 2019

Educação, cultura, esporte e lazer

Em 2019, a reprovação nos anos finais do ensino fundamental (7,5%) e o abandono no ensino médio (1,2%) de Nova Lima ficaram abaixo das taxas de Minas Gerais (8,6% e 3,8%). A rede municipal tinha 1.014 alunos, 10,8% dos seus matriculados, em atividades complementares. As Secretarias de Esporte e Lazer e de Cultura atenderam 918 crianças e adolescentes, 638 no esporte, e 312 esperavam vaga, sobretudo na natação e no futebol de campo.

de reprovação nos anos finais do ensino fundamental, ante 8,6% em Minas Gerais
7,5%
INEP, 2019
de abandono no ensino médio, ante 3,8% em Minas Gerais e 3,7% no Brasil
1,2%
INEP, 2019
crianças e adolescentes nas atividades de cultura e esporte do município
918
Secretarias Municipais de Esporte e Lazer e de Cultura, 2019
crianças e adolescentes na lista de espera dessas atividades
312
Secretarias Municipais de Esporte e Lazer e de Cultura, 2019

Liberdade, respeito e dignidade

Em 2019, o Conselho Tutelar registrou 1.228 notificações, 60,4 a cada mil crianças e adolescentes, com a infrequência escolar (15,4%) e a negligência (13,4%) à frente; 14 foram de trabalho infantil. A Delegacia Regional da Polícia Civil registrou 430 atos infracionais de adolescentes, 27,9% deles tráfico de drogas, e o SINAN notificou 16 casos de violência contra crianças e adolescentes, 7 de violência sexual.

notificações no Conselho Tutelar, 60,4 a cada mil crianças e adolescentes
1.228
Conselho Tutelar, 2019
notificações de trabalho infantil no Conselho Tutelar, 1,1% do total
14
Conselho Tutelar, 2019
atos infracionais de adolescentes registrados, 27,9% deles tráfico de drogas
430
Delegacia Regional da Polícia Civil de Nova Lima, 2019
casos de violência contra crianças e adolescentes notificados, 43,8% sexual
16
SINAN, 2019

Convivência familiar e comunitária

Em 2020, 6.563 crianças e adolescentes estavam inscritos no CadÚnico, 24,8% deles na Região 7, e só um tinha a marcação de trabalho infantil. Em 2019, o PAIF acompanhou 365 famílias, 2 delas com situação de trabalho infantil, e o PAEFI acompanhou 272 famílias ou indivíduos, 8 com crianças ou adolescentes em trabalho infantil. Só 9,6% dos 187 usuários do SCFV estavam em situação prioritária, ante a meta de no mínimo 50%.

crianças e adolescentes inscritos no CadÚnico, 24,8% na Região 7
6.563
CECAD/CadÚnico, 2020
famílias acompanhadas pelo PAIF, 2 delas com situação de trabalho infantil
365
RMA-CRAS, 2019
famílias acompanhadas pelo PAEFI com crianças ou adolescentes em trabalho infantil
8
RMA-CREAS, 2019
dos 187 usuários do SCFV em situação prioritária, ante a meta mínima de 50%
9,6%
SCFV-SISC, 2019

Profissionalização e proteção no trabalho

No Censo de 2010, 683 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos estavam ocupados em Nova Lima, 6,8% dessa faixa etária; 82 tinham de 10 a 13 anos, e 45,4% dos ocupados trabalhavam sem carteira assinada. Em 2019, a RAIS registrou 316 adolescentes de 14 a 17 anos contratados formalmente, 82,0% como aprendizes. O município ainda não tinha implantado o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).

crianças e adolescentes de 10 a 17 anos ocupados, 6,8% dessa faixa etária
683
IBGE, Censo 2010 (microdados)
dos ocupados de 10 a 17 anos trabalhavam sem carteira assinada
45,4%
IBGE, Censo 2010 (microdados)
adolescentes de 14 a 17 anos contratados formalmente, 259 como aprendizes
316
RAIS, 2019

O que disseram
crianças e adolescentes

A pesquisa de percepção ouviu 752 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos residentes em Nova Lima, de 10 a 21 de novembro de 2020. Dez pesquisadores aplicaram o questionário em tablets, de forma presencial, em ruas, praças, perto de escolas e de residências e em outros locais públicos, sem a interferência de familiares, amigos ou conhecidos e sem identificar os participantes. A amostra, aleatória e estratificada por região e idade, tem confiança de 95% e erro amostral de 3,5%. A Região 11, de residências de classe social AA e A, não foi pesquisada: por causa da COVID-19, não houve acesso às suas crianças e adolescentes.

O questionário perguntou por atividades que podem caracterizar trabalho, dos afazeres domésticos e do cuidado de crianças ou pessoas idosas ao trabalho rural, à coleta de material reciclável, à exploração sexual e ao tráfico de drogas. Com critérios de idade, tempo, frequência e local definidos pela Comissão de Acompanhamento e pela equipe técnica, cada situação foi classificada como atividade de cunho socializador, trabalho regular ou trabalho irregular, e o trabalho irregular, como passível de regularização ou proibido pela legislação.

O que a pesquisa encontrou

  1. 81,4% dos entrevistados (612) realizam alguma atividade: 52,1% (392) atividades de cunho socializador, como ajudar nas tarefas da casa, e 28,5% (214) estão em situação irregular de trabalho. Só 8 entrevistados (1,1%) trabalham de forma regular.

  2. Dos 214 em situação irregular, 154 (20,5% da amostra) estão em situações passíveis de regularização e 60 (8,0%) em atividades proibidas pela legislação, sobretudo o envolvimento com o tráfico de drogas (20), a lavação de veículos e os serviços gerais (13) e a coleta de material reciclável (11).

  3. As atividades irregulares mais citadas são cozinhar (10,8% dos entrevistados), cuidar de crianças ou idosos (10,0%) e afazeres domésticos (6,8%). Entre os que estão em situação irregular, 53,3% são meninas e 39,7% têm de 9 a 13 anos.

  4. Na Região 12, 64,7% dos entrevistados estão em situação irregular de trabalho; na Região 9, 28,4% realizam atividades proibidas e 17,9% estão envolvidos com o tráfico de drogas.

  5. 21,0% procuram emprego, 50,6% entre os de 16 e 17 anos, sobretudo para ter o próprio dinheiro (82,9%) e ajudar a família (48,7%). Entre os de 14 anos ou mais, 9,2% são ou já foram jovens aprendizes, e 67,9% dos demais conhecem o programa mas nunca o procuraram.

  6. Só 29,1% fazem alguma atividade no contraturno escolar, e 76,2% passam a maior parte desse tempo em casa. 67,0% gostariam de fazer alguma atividade, e entre eles 56,2% citam esportes e 24,2%, cursos de idiomas.

Fonte: Volume único, pesquisa de percepção de novembro de 2020.

Considerações
e recomendações

A pesquisa de percepção encontra 28,5% dos entrevistados em situação irregular de trabalho, 39,7% deles de 9 a 13 anos, idade em que o trabalho é irregular pela legislação. Em 8,0% da amostra há indícios de trabalho infantil, em atividades proibidas e sem meios de regularização. Pelo mapa social, as Regiões 3, 9 e 12, de classe muito alta, e as Regiões 6 e 7, de classe alta, são as prioritárias no enfrentamento do trabalho infantil.

O panorama das demandas sociais aponta para a rede de atendimento a necessidade de melhorar as notificações, os registros e a coerência entre os dados das instituições, e chama a atenção para o baixo número de registros de trabalho infantil no CadÚnico: apenas um. O município ainda não tem o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) implantado.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume único, Considerações finais e Recomendações.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico do trabalho infantil de Nova Lima?

A Painel Pesquisas e Consultoria. O diagnóstico foi idealizado pelo CMDCA de Nova Lima e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Políticas Públicas, com apoio da Prefeitura, e responde ao Termo de Ajuste de Conduta nº 135/2017, firmado entre o Ministério Público do Trabalho e a Prefeitura Municipal de Nova Lima. Uma Comissão de Acompanhamento, com a Secretaria, a Secretaria Municipal de Educação e o CMDCA, acompanhou o trabalho. O volume único foi publicado em fevereiro de 2021.

Quantas crianças e adolescentes de Nova Lima estão em situação irregular de trabalho?

Na pesquisa de novembro de 2020, 214 dos 752 entrevistados de 9 a 17 anos, ou 28,5%, estavam em situação irregular de trabalho em Nova Lima. Para 154 deles (20,5% da amostra), a situação é passível de regularização; 60 (8,0%) realizavam atividades proibidas pela legislação, como o envolvimento com o tráfico de drogas. As atividades irregulares mais citadas são cozinhar, cuidar de crianças ou idosos e afazeres domésticos.

Quais regiões de Nova Lima são prioritárias no enfrentamento do trabalho infantil?

No mapa social de Nova Lima, que reúne 12 indicadores de trabalho irregular e 7 do perfil socioeconômico, as Regiões 3 (Centro III), 9 (Nordeste) e 12 (Noroeste III) têm a classe muito alta, e as Regiões 6 (Centro VI) e 7 (Cruzeiro I), a classe alta. A Região 9 fica pior que a média em 16 dos 19 indicadores, e 28,4% dos seus entrevistados realizam atividades proibidas. Na Região 12, 64,7% estão em situação irregular de trabalho.

Como foi feita a pesquisa com crianças e adolescentes de Nova Lima?

Dez pesquisadores entrevistaram 752 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos de Nova Lima entre 10 e 21 de novembro de 2020, de forma presencial, com tablets, em ruas, praças e perto de escolas e residências, sem a interferência de familiares. A amostra é aleatória, estratificada por região e idade, com confiança de 95% e erro amostral de 3,5%. A Região 11 não foi pesquisada, porque a COVID-19 impediu o acesso às suas crianças e adolescentes.

O que o diagnóstico recomenda a Nova Lima?

O diagnóstico de Nova Lima recomenda implantar o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), com uma agenda intersetorial, criar um grupo do Sistema de Garantia dos Direitos com o CMDCA para levar crianças e adolescentes expostos ao trabalho infantil a atividades culturais, esportivas e profissionalizantes, fortalecer o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, capacitar a rede de atendimento e ampliar as vagas e a fiscalização da aprendizagem nas empresas.

Idealização

Secretaria Municipal de Políticas Públicas de Nova LimaConselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Nova Lima

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Apoio

Prefeitura Municipal de Nova Lima

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