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Painel Pesquisas e Consultoria
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2016 · Infância e adolescência

Itapema/SC — Diagnóstico da Situação das Crianças e Adolescentes

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2016 o diagnóstico da situação das crianças e adolescentes de Itapema, idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICAI). O volume compara os indicadores de cada direito do ECA entre 12 regiões do município, analisa os 306 atendimentos do Conselho Tutelar em 2015 e ouve 375 adolescentes.

Vista do mirante sobre a enseada de Itapema, com barcos na água azul, os prédios da Meia Praia e os morros verdes ao fundo
Itapema · SC

Os direitos do ECA em 12 regiões.
375 adolescentes ouvidos.

Iniciativa
COMDICAI, com a Prefeitura de Itapema
Período
2016
Regiões
12 regiões geográficas
Direitos
5 direitos fundamentais do ECA
Relatórios
1 volume, 127 páginas
Pessoas ouvidas
375 adolescentes

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico da Situação das Crianças e Adolescentes de Itapema foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Itapema (COMDICAI) e feito pela Painel Pesquisas e Consultoria segundo as exigências de um edital. A Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico aprovou a divisão do território e o questionário, e o volume leva na capa a marca da Prefeitura de Itapema.

Seu objetivo é aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes, e oferecer uma ferramenta para acompanhar a evolução dos indicadores sociais ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os dados cobrem um ano fechado, 2015, para que o município possa repetir o estudo e verificar a evolução dos indicadores.

O volume traz o perfil socioeconômico do município, os indicadores de cada direito do ECA com os resultados da pesquisa com adolescentes sobre o tema, o mapeamento da rede de atendimento governamental e não governamental, as propostas do fórum de discussão com o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente e as considerações finais.

O município
de Itapema

Itapema fica no Litoral Norte de Santa Catarina. Colonizada por portugueses no início do século XIX, mantém a ligação com a cultura açoriana nos seus pescadores, artistas e grupos folclóricos, e tem nas praias e no ecoturismo seus atrativos. A população passou de 45.797 habitantes no Censo de 2010 para 57.089 na estimativa do IBGE para 2015, um aumento de 24,7% em cinco anos.

habitantes
45.797
IBGE, Censo 2010
habitantes na estimativa do IBGE para 2015
57.089
IBGE, estimativa 2015
da população na área urbana
97,5%
IBGE, Censo 2010
da população tem de 0 a 17 anos
27,5%
IBGE, Censo 2010
rendimento médio mensal dos responsáveis por domicílio
R$ 1.916
IBGE, Censo 2010
dos moradores nasceram no município
25,0%
Microdados IBGE, 2010

Como foi
feito

Com a Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico, Itapema foi dividida em 12 regiões geográficas, com base nos bairros em que o IBGE organiza os setores censitários: onze delas correspondem a um bairro, e Meia Praia soma os bairros Andorinha, Castelo Branco e Meia Praia. Os indicadores comparam as regiões entre si e com a média do município; parte das bases oficiais só permite comparar as zonas rural e urbana.

Os dados da rede de atendimento cobrem de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2015: Conselho Tutelar, Delegacia, Fórum, Secretarias Municipais de Assistência Social, Cidadania e Habitação, de Educação, de Esporte e Lazer e de Saúde, Fundação Cultural e instituições não governamentais. Somam-se o Censo Demográfico e os microdados do IBGE de 2010, o Censo Escolar de 2014 e 2015 e o DATASUS e o SINAN de 2015. As violações de direitos são taxas por mil habitantes da mesma faixa etária.

A pesquisa com adolescentes foi aplicada nas escolas em 2016. Um fórum de discussão com representantes do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente apresentou os indicadores mais precários e levantou as propostas de ação para cada direito do ECA.

Conheça o método da Painel

As 12 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Alto São BentoAlto São Bento.Urbana3.6471.259
Canto da PraiaCanto da Praia.Urbana1.031232
Casa BrancaCasa Branca.Urbana1.606487
CentroCentro.Urbana3.293647
IlhotaIlhota.Urbana2.238705
Jardim Praia MarJardim Praia Mar.Urbana2.108826
Meia PraiaAndorinha; Castelo Branco; Meia Praia.Urbana14.9933.131
MorretesMorretes.Urbana10.1023.277
SertãozinhoSertãozinho.Urbana1.254364
Tabuleiro dos OliveirasTabuleiro dos Oliveiras.Urbana1.936583
VárzeaVárzea.Urbana2.451754
Zona RuralZona Rural.Rural1.138331

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE e seus microdados, 2010
  • Estimativa populacional do IBGE, 2015
  • Censo Escolar do INEP, 2014 e 2015
  • DATASUS: SINASC e SIM, 2015
  • SINAN, 2015

Rede de atendimento do município, 2015

  • Conselho Tutelar: 306 atendimentos
  • Delegacia: boletins de ocorrência com crianças e adolescentes vítimas e com adolescentes em conflito com a lei
  • Fórum da Comarca de Itapema: crianças em situação de adoção
  • Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Habitação: SCFV e BPC na Escola no CRAS, PAEFI e medidas socioeducativas no CREAS e Serviço de Acolhimento Institucional João e Maria
  • Secretaria Municipal de Saúde: Serviço de Psicologia e Fonoaudiologia e CAPS
  • Secretaria Municipal de Educação: dados por escola, NAESPE e projetos das escolas
  • Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e Fundação Cultural de Itapema: oficinas e projetos
  • Instituições não governamentais, como a Casa de Caridade Madre Teresa, a APAE e a Equovida

Os resultados
em números

O volume organiza os indicadores pelos cinco direitos fundamentais do ECA, com dados do IBGE, do DATASUS, do Censo Escolar e da rede de atendimento, e os compara entre as 12 regiões ou entre as zonas rural e urbana. A pesquisa de percepção traz a opinião de 375 adolescentes.

atos infracionais por mil adolescentes de 12 a 17 anos em Morretes; 15,9 no município
44,8
Delegacia, 2015
óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos, ante 10,5 em Santa Catarina
18,1
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola, ante 19,2% em Santa Catarina
24,0%
Microdados IBGE, 2010
atendimentos no Conselho Tutelar, 48,7% de Morretes; 35,0% por negligência
306
Conselho Tutelar, 2015
dos adolescentes ouvidos não conhecem o ECA; só 32,0% sabem onde fica o Conselho Tutelar
71,5%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016
dos adolescentes ouvidos já sofreram alguma violência, 87,3% deles psicológica ou bullying
44,3%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016

Os resultados
por direito

Perfil socioeconômico

Em 2010, 27,5% da população tinha de 0 a 17 anos, e Meia Praia e Morretes reuniam metade das crianças e adolescentes do município. Proporcionalmente, o Jardim Praia Mar se destaca: 39,2% dos moradores têm de 0 a 17 anos, a razão de dependência jovem é de 53,9%, ante 33,0% no município, e 1,4% dos domicílios têm renda per capita de até 1/8 do salário mínimo, ante 0,2%. Os responsáveis por domicílio ganhavam em média R$ 1.916 por mês, e R$ 689 na Zona Rural.

da população do Jardim Praia Mar tem de 0 a 17 anos; 27,5% no município
39,2%
IBGE, Censo 2010
de razão de dependência jovem no Jardim Praia Mar; 33,0% no município
53,9%
IBGE, Censo 2010
rendimento médio dos responsáveis por domicílio na Zona Rural, ante R$ 1.916 no município
R$ 689
IBGE, Censo 2010
dos moradores nasceram em outro município, metade deles fora de Santa Catarina
75,0%
Microdados IBGE, 2010

Direito à vida e saúde

Em 2015 nasceram 829 crianças em Itapema, uma natalidade de 18,1 por mil habitantes, acima de Santa Catarina (14,2); em Alto São Bento, 28,5. Houve 15 óbitos de menores de 1 ano, 18,1 por mil nascidos vivos, acima do estado (10,5) e do Brasil (14,4), com as taxas mais altas em Casa Branca, Sertãozinho e Jardim Praia Mar. 83 adolescentes de 12 a 17 anos tiveram filhos, 3,5% delas; em Ilhota, 6,8%. O Conselho Tutelar e a Delegacia registraram 49 violações deste direito, 52% delas de crianças e adolescentes usuários de drogas.

óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos, ante 10,5 em Santa Catarina
18,1
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
nascidos vivos por mil habitantes em Alto São Bento; 18,1 no município
28,5
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
das adolescentes de 12 a 17 anos de Ilhota tiveram filhos; 3,5% no município
6,8%
DATASUS/SINASC/SIM, 2015
violações do direito à vida e saúde por mil crianças e adolescentes em Morretes; 3,9 no município
7,3
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015

Direito à educação, cultura, esporte e lazer

Em 2015, 59,9% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creche, acima da meta de 50% do MEC, e todas as de 4 e 5 anos estavam na pré-escola. A dificuldade está no ensino médio: pelo Censo de 2010, 24,0% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam fora da escola, e em 2014 a reprovação chegou a 19,3% e o abandono a 9,7%, acima de 20% e de 10% nas duas escolas públicas de ensino médio. O relatório nota que, ao contrário do usual, os adolescentes da zona urbana são os que mais abandonam. Das 45 violações deste direito registradas em 2015, 78% foram por evasão escolar.

dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola, ante 19,2% em Santa Catarina
24,0%
Microdados IBGE, 2010
de reprovação e 9,7% de abandono no ensino médio
19,3%
Censo Escolar, 2014
das crianças de 0 a 3 anos frequentam creche; a meta do MEC é de 50%
59,9%
INEP, Censo Escolar 2015
violações do direito à educação por mil crianças e adolescentes no Centro; 3,6 no município
9,3
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015

Direito à convivência familiar e comunitária

Em 2010, 1,1% dos responsáveis por domicílio eram adolescentes, acima de Santa Catarina e do Brasil (0,7%); em Sertãozinho, 3,6%. Em 2015, o Conselho Tutelar e a Delegacia registraram 108 violações deste direito, 8,6 por mil crianças e adolescentes, sobretudo por conflito familiar, com as taxas mais altas em Morretes (15,3) e Alto São Bento (15,1). O Serviço de Acolhimento Institucional João e Maria acolheu 22 crianças e adolescentes. Na pesquisa, 46,4% dos adolescentes avaliam o convívio familiar como ótimo e 36,5% como bom, mas quase 40% não têm a casa como o lugar onde mais gostam de estar.

violações do direito à convivência por mil crianças e adolescentes em Morretes; 8,6 no município
15,3
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
dos responsáveis por domicílio em Sertãozinho são adolescentes; 1,1% no município
3,6%
IBGE, Censo 2010
das crianças e adolescentes de Morretes atendidos pela Assistência Social; 3,2% no município
6,5%
Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Habitação, 2015
dos adolescentes ouvidos preferem estar em casa; 17,3%, na rua
61,3%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016

Direito à liberdade, respeito e dignidade

A negligência foi a violação mais registrada pelo Conselho Tutelar e pela Delegacia em 2015: 153 casos, 12,1 por mil crianças e adolescentes, com a taxa mais alta em Morretes (24,1). Houve ainda 67 casos de violência física (5,3 por mil), 42 de violência psicológica (3,3) e 34 de violência sexual (2,7), esta com taxa de 9,5 em Alto São Bento; o relatório aponta Alto São Bento e Morretes como as regiões mais vulneráveis neste direito. A Delegacia registrou 77 atos infracionais, 15,9 por mil adolescentes de 12 a 17 anos e 44,8 em Morretes, 43% deles por posse de droga para uso.

vítimas de negligência por mil crianças e adolescentes em Morretes; 12,1 no município
24,1
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
vítimas de violência sexual por mil em Alto São Bento; 2,7 no município
9,5
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
vítimas de violência física por mil em Morretes; 5,3 no município
10,4
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
atos infracionais por mil adolescentes de 12 a 17 anos em Morretes; 15,9 no município
44,8
Delegacia, 2015

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

Pelo Censo de 2010, 4,5% das crianças de 10 a 13 anos e 10,4% dos adolescentes de 14 a 15 anos trabalhavam, abaixo de Santa Catarina (6,2% e 18,3%), e nenhum na zona rural. O Conselho Tutelar e a Delegacia não registraram nenhuma notificação de trabalho infantil em 2015. Na pesquisa, 37,9% dos adolescentes disseram trabalhar, mas todos frequentam a escola, e o relatório conclui que o trabalho infantil não é um fator preocupante em Itapema, ao contrário da violência contra crianças e adolescentes e da convivência familiar.

das crianças de 10 a 13 anos trabalhavam, ante 6,2% em Santa Catarina
4,5%
Microdados IBGE, 2010
dos adolescentes de 14 a 15 anos trabalhavam, ante 18,3% em Santa Catarina
10,4%
Microdados IBGE, 2010
notificação de trabalho infantil no Conselho Tutelar ou na Delegacia
Nenhuma
Conselho Tutelar e Delegacia, 2015
dos adolescentes ouvidos trabalham, 57,0% deles para a família
37,9%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016

Os atendimentos do Conselho Tutelar

Em 2015, o Conselho Tutelar fez 306 atendimentos, 48,7% deles de crianças e adolescentes de Morretes e 11,8% de Alto São Bento. A negligência foi o fato mais comunicado (35,0%), seguida do conflito familiar (18,6%) e da evasão escolar (11,4%). 46,4% dos atendidos tinham de 12 a 17 anos, e 56,2% eram do sexo masculino.

atendimentos, 48,7% de crianças e adolescentes de Morretes
306
Conselho Tutelar, 2015
dos atendimentos por negligência; 18,6% por conflito familiar
35,0%
Conselho Tutelar, 2015
dos atendidos têm de 12 a 17 anos
46,4%
Conselho Tutelar, 2015

A rede de atendimento

Em 2015, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Habitação fez 402 atendimentos a 358 crianças e adolescentes no SCFV, no PAEFI, nas medidas socioeducativas, no acolhimento e no BPC na Escola, 3,2% da população de 0 a 17 anos; em Morretes, 6,5%. O Serviço de Psicologia e Fonoaudiologia atendeu 668 crianças e adolescentes. As oficinas da Secretaria de Esporte e Lazer alcançaram 4,3% dos de 6 a 17 anos e as da Fundação Cultural, 1,7% dos de 0 a 17, e nenhuma criança do Jardim Praia Mar, onde as instituições não governamentais atendem 18,2%. A Equovida tinha uma lista de espera de 112 crianças e adolescentes.

atendimentos da Assistência Social a 358 crianças e adolescentes, 3,2% dos de 0 a 17 anos
402
Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Habitação, 2015
das crianças e adolescentes de 6 a 17 anos nas oficinas de esporte; nenhum do Jardim Praia Mar
4,3%
Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, 2015
das crianças e adolescentes do Jardim Praia Mar atendidos por instituições não governamentais; 3,2% no município
18,2%
Instituições não governamentais de Itapema, 2015
crianças e adolescentes na lista de espera da Equovida, 41 de Morretes
112
Equovida, 2015

O que disseram
os adolescentes

A Pesquisa de Percepção dos Adolescentes foi aplicada em 2016 nas escolas, com questionário de autopreenchimento, para garantir o sigilo e a espontaneidade das respostas. A amostra de 375 questionários tem confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 5%, e o questionário, elaborado com o município, foi aprovado pela Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico.

Responderam estudantes do 8º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, 98,4% deles de 12 a 17 anos, 50,4% do gênero feminino. Meia Praia (30,4%) e Morretes (25,6%) reúnem mais da metade dos respondentes, na proporção dos adolescentes que vivem em cada região, e 8,0% moram em outros municípios. O questionário tratou de deficiência, sexo e drogas, esporte e lazer, convivência familiar, direitos e violência, trabalho e futuro.

O que a pesquisa encontrou

  1. 37,9% trabalham, 57,0% deles para a família, e 61,3% recebem salário, mesada ou bolsa; ajudar em casa (27,5%) e o comércio (14,8%) são as atividades mais citadas. Em Alto São Bento e Morretes, mais de 43% trabalham.

  2. 66,9% já experimentaram bebida alcoólica, e 47,4% destes bebem às vezes ou com frequência; 25,3% já experimentaram cigarro e 18,1%, maconha. Só 57,9% consideram o álcool uma droga, e 36,0% têm algum amigo que fuma maconha.

  3. 32,3% já tiveram relação sexual, percentual que passa de 32,4% aos 15 anos para 58,7% aos 16. Os amigos são com quem mais conversam sobre sexo (55,2%), 23,7% não conversam com ninguém e 92,5% sabem como prevenir a gravidez.

  4. 71,5% não conhecem o ECA, e 67,2% destes nunca viram o Estatuto. Só 32,0% sabem onde fica o Conselho Tutelar, mas 84,8% sabem para que serve.

  5. 44,3% já sofreram alguma violência, 87,3% deles violência psicológica ou bullying, que ocorreu na escola em 88,3% dos casos; 22,4% já sofreram preconceito, sobretudo pela cor (26,2%) e pela obesidade (25,0%).

  6. 38,1% dizem ter fácil acesso a projetos de esporte, lazer e cultura na sua região; em Ilhota, 84,6% dizem ter acesso difícil. Para o lazer, o que mais falta são espaços de esporte (34,0%), como pistas de skate, e o cinema (25,5%).

Fonte: Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2016.

Considerações
e recomendações

O volume fecha com o fórum de discussão dos indicadores com representantes do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente de Itapema, que levantou propostas de ação para cada direito do ECA. Buscaram-se ações de baixo custo, que dependam sobretudo da articulação da rede de atendimento.

As considerações finais pedem que o COMDICAI use os indicadores para fazer proposições ao poder público, que o diagnóstico seja monitorado e avaliado periodicamente com a rede e a sociedade civil, e que as ações constem do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual, para que sejam cumpridas.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Fórum de discussão e Considerações finais.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da situação das crianças e adolescentes de Itapema?

A Painel Pesquisas e Consultoria, em 2016. O Diagnóstico da Situação das Crianças e Adolescentes no Município de Itapema/SC foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICAI), seguiu as exigências de um edital e teve uma Comissão de Acompanhamento. O volume, de 127 páginas, reúne os dados de 2015 da rede de atendimento, a pesquisa com 375 adolescentes e as propostas de um fórum de discussão.

Quais regiões de Itapema têm os piores indicadores?

O diagnóstico de Itapema não faz um ranking geral, mas compara cada indicador entre as 12 regiões. Morretes e Alto São Bento têm as maiores taxas de violação do direito à convivência familiar e de violência física, sexual e psicológica registradas em 2015. Morretes concentra ainda 48,7% dos atendimentos do Conselho Tutelar e 44,8 atos infracionais por mil adolescentes. O Jardim Praia Mar tem a maior razão de dependência jovem, 53,9%.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Itapema?

Do Censo Demográfico do IBGE e seus microdados de 2010, do Censo Escolar de 2014 e 2015, do DATASUS e do SINAN de 2015, e de dados de 2015 coletados na rede de Itapema: Conselho Tutelar, Delegacia, Fórum, Secretarias Municipais de Assistência Social, de Educação, de Esporte e Lazer e de Saúde, Fundação Cultural e instituições não governamentais. Os indicadores seguem os cinco direitos fundamentais do ECA e comparam 12 regiões geográficas.

Quantos adolescentes de Itapema participaram da pesquisa?

375 adolescentes de Itapema, do 8º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, responderam em 2016 ao questionário de autopreenchimento aplicado nas escolas. A amostra tem confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 5%. Dos respondentes, 37,9% trabalham, 66,9% já experimentaram bebida alcoólica, 71,5% não conhecem o ECA e 44,3% já sofreram alguma violência, quase sempre psicológica ou bullying.

O que o diagnóstico recomenda para Itapema?

As propostas do fórum de discussão de Itapema seguem os direitos do ECA. Entre elas: criar uma Comissão de Prevenção da Mortalidade Infantil e priorizar a maternidade do Hospital Santo Antonio; implantar um novo CRAS; fazer de julho o mês de divulgação do ECA, com campanhas contra a violência, o bullying e o preconceito; ampliar e divulgar os projetos de esporte; e estimular o Programa Jovem Aprendiz. O COMDICAI deve monitorar os indicadores e garantir as ações no orçamento.

Idealização

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Itapema (COMDICAI)

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

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