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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2016 — 2017 · Assistência social

Flores da Cunha/RS — Diagnóstico Socioterritorial: Mapeamento das Vulnerabilidades e Riscos Sociais

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2016 e 2017 o Diagnóstico Socioterritorial de Flores da Cunha, idealizado pelo Município, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e pelos conselhos municipais de assistência social, dos direitos da criança e do adolescente e do idoso. A pesquisa ouviu 739 domicílios e 307 adolescentes. O Volume 1 compara 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 e 12 indicadores dos direitos de crianças e adolescentes entre as 13 regiões do município, e o Volume 2 mapeia a rede de atendimento.

Vista panorâmica de Flores da Cunha, com as casas da cidade espalhadas pela encosta e as colinas da Serra Gaúcha ao fundo
Flores da Cunha · RS

23 indicadores em 13 regiões.
739 domicílios e 307 adolescentes.

Iniciativa
Município, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, CMAS, COMDICA e CMI
Período
2016–2017
Regiões
13: 9 urbanas e 4 rurais
Indicadores
11 da PNAS/2004 e 12 dos direitos de crianças e adolescentes
Relatórios
2 volumes, 245 páginas
Entrevistados
739 domicílios e 307 adolescentes

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Socioterritorial de Flores da Cunha nasceu do interesse da gestão municipal, com o apoio da sociedade civil. A iniciativa e o trabalho conjunto foram dos Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS), dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) e do Idoso (CMI), vinculados à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. O Município contratou o trabalho por licitação, e a Painel Pesquisas e Consultoria o realizou com uma equipe de serviço social, psicologia, sociologia, economia, administração e estatística.

Segundo o edital, o objetivo era mapear as vulnerabilidades e os riscos sociais do município: analisar dados secundários e indicadores sociais, econômicos e demográficos, produzir dados primários por amostragem e identificar as áreas de maior incidência de gravidez na adolescência, mortalidade infantil, evasão escolar, violência contra mulheres, crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência, e pobreza.

O Volume 1, Caderno de Indicadores, traz o perfil socioeconômico, os 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 por região e o seu cruzamento, os direitos de crianças e adolescentes, os indicadores das mulheres, das pessoas idosas e das pessoas com deficiência, as considerações finais e as sugestões de ações. O Volume 2, Mapeamento da Rede de Atendimento, descreve os serviços de saúde, educação e desenvolvimento social, o Conselho Tutelar, a Delegacia de Polícia, o Ministério Público e as organizações não governamentais, com a visão dos seus profissionais, e propõe ações para a rede.

O município
de Flores da Cunha

Colonizada a partir de 1876 por imigrantes do Norte da Itália, a antiga Nova Trento emancipou-se em 1924 e recebeu o nome de Flores da Cunha em 1935. O município é o maior produtor de vinhos do Brasil e preserva o talian, a gastronomia e as pequenas propriedades rurais dos colonizadores.

habitantes
27.126
IBGE, Censo 2010
da população na área rural
23,1%
IBGE, Censo 2010
moradores por domicílio
3,1
IBGE, Censo 2010
da população de 10 anos ou mais sem instrução ou com o fundamental incompleto; 7,1% com superior completo
51,6%
IBGE, Censo 2010
da população com 60 anos ou mais; 23,0% de 0 a 17 anos
12,5%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

O trabalho seguiu sete etapas: a definição do território, os dados secundários, o mapeamento da rede de atendimento e os dados primários, a pesquisa com adolescentes nas escolas, a pesquisa domiciliar, as entrevistas com a rede e a análise. Os setores censitários do IBGE foram agrupados por bairros e comunidades em 13 regiões, nove urbanas e quatro rurais, em reunião no município e com a aprovação da comissão de acompanhamento do diagnóstico.

Os dados retratam o ano de 2015, recorte acordado com a comissão local, formada pelo CMAS, pelo COMDICA, pelo CMI, pelo Conselho Municipal da Saúde (CMS), pelo Conselho Municipal de Educação (CME) e pelo Conselho Tutelar. Em cada indicador, as regiões foram agrupadas em quartis, acima, em torno ou abaixo da mediana. Com o software Pradim 3.0, os indicadores foram cruzados por análise multicritério, e as regiões foram classificadas em cinco grupos, de ótimo a péssimo.

Conheça o método da Painel

As 13 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Região 1Cap. N. Sra de Fátima; Cap. da Restinga; Cap. do Carmo; Cap. Medianeira; Cap. São Liberal; Cap. São Paulo; Estrada Lagoa Bella; São Roque; Trav. 7 de Setembro; Trav. Acioli; Trav. Alfredo Chaves; Trav. Aquidaban; Trav. Camargo; Trav. Riachuelo; Trav. Rondeli; Vila Segredo; Serra Negra; Linha 100.Rural1.729365
Região 2Trav. Gaviolli; Cap. Nossa Sra das Dores; Cap. São Valentin; Felisberto Da Silva; Linha 60; Capela Da Folina; Capela São João; Est. do Cipreste; Est. Velha; João Betti; Linha 80; Luiz Menegon; Monte Bérico; Parada Cristal; Trav. Rondel; Santa Bárbara; Santa Libera; São Caetano; São João; São Valentin; Trav. Claro; Trav. Martins; Trav. Cavour; Trav. Curuçu; Trav. Jacinto; Dom Pedro I.Rural2.972715
Região 3Vindima; São José; Crista do Sol.Urbana3.075682
Região 4Granja União; Loteamento Sonda.Urbana3.625734
Região 5Morada do Capim; Loteamento Frare; Parque do Rodeio.Urbana1.261334
Região 6Vista do Sol.Urbana4.132715
Região 7União; Videiras.Urbana1.584422
Região 8Monte Bello; Parque dos Pinheiros; São Cristóvão; Travessão Garibaldi; Bela Vista.Urbana2.978745
Região 9Pérola.Urbana1.603553
Região 10Lot. Boa Vista; São Pedro; AABB.Urbana559167
Região 11São Gotardo.Urbana1.460330
Região 12Distrito Otávio Rocha.Rural1.482348
Região 13Distrito Mato Perso.Rural666117

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010 (setores censitários e microdados)
  • DATASUS/SIM/SINASC, 2015
  • Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), 2015
  • Cadastro Único e Programa Bolsa Família, dezembro de 2015
  • Critério de Classificação Econômica Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), 2015

Rede de atendimento do município, 2015

  • Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social: Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), SCFV, BPC, benefícios eventuais e SINE
  • Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD), 2014 e 2015
  • Secretaria Municipal de Saúde, CAPS I Florescer e Hospital Beneficente Nossa Senhora de Fátima
  • Conselho Tutelar
  • Delegacia

Pesquisas, 2016

  • Pesquisa domiciliar com 739 domicílios, no início de 2016
  • Pesquisa com 307 adolescentes nas escolas, no início de 2016
  • Grupos de conversa com adolescentes e com a rede de atendimento
  • Cruzamento dos indicadores no software Pradim 3.0

Os resultados
em números

A pesquisa domiciliar calcula os 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 em cada uma das 13 regiões e os compara com a média do município, e os registros de 2015 dão os indicadores dos direitos de crianças e adolescentes à vida e saúde e à liberdade, respeito e dignidade. Em cada mapa, o cruzamento pelo software Pradim classifica as regiões de ótimo a péssimo. Os temas trazem o perfil socioeconômico, crianças e adolescentes, mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência e a rede de atendimento.

regiões no grupo péssimo do cruzamento dos indicadores da PNAS/2004: Rural 2 Flores da Cunha, sobretudo pelo trabalho infantil
1 de 13
Volume 1, cruzamento dos indicadores da PNAS/2004, 2016
das famílias com criança ou adolescente de 10 a 15 anos trabalhando; 14,3% no Distrito Otávio Rocha
8,1%
Pesquisa domiciliar, 2016
das famílias em domicílio com infraestrutura inadequada; 56,6% em Rural 2 Flores da Cunha
19,4%
Pesquisa domiciliar, 2016
dos 307 adolescentes entrevistados já experimentaram bebida alcoólica; 60,3% dizem que o pai ou a mãe bebe cerveja
78,5%
Pesquisa com adolescentes, 2016
dos domicílios com mulheres relatam violência contra uma mulher da casa, em 67,4% dos casos psicológica
13,3%
Pesquisa domiciliar, 2016
dos domicílios com idosos sem nenhum idoso em programa voltado a eles; 93,8% em Vindima e São José
76,3%
Pesquisa domiciliar, 2016

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver no mapa quantos indicadores de cada uma das 13 regiões ficam piores que a média. Selecione uma região, no mapa ou na lista, para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004

11 indicadores

No cruzamento dos 11 indicadores pelo software Pradim, Rural 2 Flores da Cunha é a única região no grupo péssimo, pelo trabalho infantil (11,8% das famílias) e pelas mulheres responsáveis com filhos menores e sem estudo (2,6%, os únicos casos do município). Colina de Flores, Distrito Otávio Rocha e União ficam no grupo ruim, e Centro, Distrito Mato Perso e São Pedro e AABB, no ótimo. Para o relatório, o principal fator de vulnerabilidade de Flores da Cunha não é a renda, mas o trabalho infantil, ligado à ajuda dos filhos na agricultura familiar.

Veja a tabela completa

Área urbana: regiões 3 a 11

Município: regiões 1 a 13

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

Fonte: Volume 1, Figura 4: Divisão geográfica de Flores da Cunha.

As tabelas completas

Indicadores de vulnerabilidade da PNAS/200411 indicadores
Mapa social do eixo indicadores de vulnerabilidade da pnas/2004 em Flores da Cunha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoInfraestrutura inadequadaFamílias com baixa rendaFamílias com baixa renda, menores e pouco estudoFamílias com mulheres responsáveis, com filhos menores e sem estudoFamílias com pessoas desocupadasFamílias com trabalho infantilFamílias com criança ou adolescente fora da escolaFamílias com idosos e de baixa rendaFamílias com pessoas com deficiência e de baixa rendaFamílias com gravidez na adolescênciaRazão de dependência maior que 75%Piores que a média
Média do município19,4%maior é pior2,2%maior é pior1,4%maior é pior0,3%maior é pior15,2%maior é pior8,1%maior é pior0,4%maior é pior3,5%maior é pior1,9%maior é pior0,4%maior é pior17,9%maior é pior
Região 4Aparecida6,4%3,8%, pior que a média0,0%0,0%17,9%, pior que a média3,8%0,0%3,8%, pior que a média0,0%1,3%, pior que a média25,6%, pior que a média5 de 11 (45,5%)
Região 6Centro2,5%0,0%0,0%0,0%5,9%5,1%0,0%0,8%0,0%0,0%18,6%, pior que a média1 de 11 (9,1%)
Região 8Colina de Flores22,3%, pior que a média2,1%3,2%, pior que a média0,0%23,4%, pior que a média10,6%, pior que a média1,1%, pior que a média1,1%1,1%1,1%, pior que a média9,6%6 de 11 (54,5%)
Região 5Nova Roma33,3%, pior que a média0,0%0,0%0,0%12,1%9,1%, pior que a média0,0%15,2%, pior valor entre as regiões0,0%0,0%24,2%, pior que a média4 de 11 (36,4%)
Região 9Pérola7,5%0,0%0,0%0,0%26,4%, pior valor entre as regiões0,0%0,0%1,9%1,9%0,0%20,8%, pior que a média2 de 11 (18,2%)
Região 11São Gotardo5,7%0,0%0,0%0,0%14,3%11,4%, pior que a média2,9%, pior valor entre as regiões5,7%, pior que a média0,0%2,9%, pior valor entre as regiões28,6%, pior valor entre as regiões5 de 11 (45,5%)
Região 10São Pedro e AABB25,0%, pior que a média6,3%, pior que a média0,0%0,0%18,8%, pior que a média0,0%0,0%0,0%6,3%, pior que a média0,0%12,5%4 de 11 (36,4%)
Região 7União7,1%1,8%3,6%, pior que a média0,0%19,6%, pior que a média7,1%0,0%8,9%, pior que a média8,9%, pior valor entre as regiões0,0%14,3%4 de 11 (36,4%)
Região 3Vindima e São José9,3%2,3%, pior que a média2,3%, pior que a média0,0%17,4%, pior que a média11,6%, pior que a média0,0%3,5%1,2%0,0%11,6%4 de 11 (36,4%)
Região 13Distrito Mato Perso53,3%, pior que a média13,3%, pior valor entre as regiões0,0%0,0%6,7%0,0%0,0%0,0%0,0%0,0%20,0%, pior que a média3 de 11 (27,3%)
Região 12Distrito Otávio Rocha37,1%, pior que a média5,7%, pior que a média5,7%, pior valor entre as regiões0,0%8,6%14,3%, pior valor entre as regiões0,0%5,7%, pior que a média0,0%0,0%17,1%5 de 11 (45,5%)
Região 1Rural 1 Flores da Cunha38,6%, pior que a média2,3%, pior que a média0,0%0,0%13,6%13,6%, pior que a média0,0%4,5%, pior que a média6,8%, pior que a média0,0%18,2%, pior que a média6 de 11 (54,5%)
Região 2Rural 2 Flores da Cunha56,6%, pior valor entre as regiões2,6%, pior que a média1,3%2,6%, pior valor entre as regiões9,2%11,8%, pior que a média1,3%, pior que a média1,3%2,6%, pior que a média0,0%19,7%, pior que a média7 de 11 (63,6%)

Fontes: Pesquisa domiciliar, 2016.

Direito à vida e saúde7 indicadores
Mapa social do eixo direito à vida e saúde em Flores da Cunha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoTaxa de natalidadepor mil hab.Mortalidade infantilpor mil nascidos vivosBaixo peso ao nascer% dos nascidos vivosPré-natais insuficientes% dos nascidos vivosGravidez na adolescência% de 12 a 17 anosTaxa de agravospor mil hab. de 0 a 17 anosViolação dos direitos à vida e saúdepor mil hab. de 0 a 17 anosPiores que a média
Média do município9,1maior é pior4,1maior é pior3,7maior é pior11,8maior é pior1,5maior é pior8,8maior é pior9,3maior é pior
Região 4Aparecida5,00,00,022,2, pior que a média0,06,85,41 de 7 (14,3%)
Região 6Centro14,0, pior que a média0,05,2, pior que a média5,23,0, pior que a média19,6, pior que a média8,44 de 7 (57,1%)
Região 8Colina de Flores11,1, pior que a média0,03,03,02,2, pior que a média2,76,72 de 7 (28,6%)
Região 5Nova Roma10,3, pior que a média76,9, pior valor entre as regiões0,015,4, pior que a média0,00,03,03 de 7 (42,9%)
Região 9Pérola13,1, pior que a média0,04,8, pior que a média9,53,1, pior que a média0,03,63 de 7 (42,9%)
Região 11São Gotardo4,80,00,028,6, pior que a média0,09,1, pior que a média15,2, pior que a média3 de 7 (42,9%)
Região 10São Pedro e AABB14,3, pior que a média0,025,0, pior valor entre as regiões12,5, pior que a média0,06,012,0, pior que a média4 de 7 (57,1%)
Região 7União19,6, pior valor entre as regiões0,00,012,9, pior que a média1,39,5, pior que a média40,3, pior valor entre as regiões4 de 7 (57,1%)
Região 3Vindima e São José6,20,05,3, pior que a média5,30,85,94,41 de 7 (14,3%)
Região 13Distrito Mato Perso1,50,00,00,04,8, pior valor entre as regiões0,00,01 de 7 (14,3%)
Região 12Distrito Otávio Rocha9,4, pior que a média0,00,021,4, pior que a média3,4, pior que a média28,7, pior valor entre as regiões8,64 de 7 (57,1%)
Região 1Rural 1 Flores da Cunha5,80,010,0, pior que a média10,01,519,2, pior que a média0,02 de 7 (28,6%)
Região 2Rural 2 Flores da Cunha4,40,00,038,5, pior valor entre as regiões0,87,09,8, pior que a média2 de 7 (28,6%)

Fontes: DATASUS/SIM/SINASC, 2015; SINAN, 2015; Conselho Tutelar, 2015.

Direito à liberdade, respeito e dignidade5 indicadores
Mapa social do eixo direito à liberdade, respeito e dignidade em Flores da Cunha: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoTaxa de violência sexualpor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de violência psicológicapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de violência físicapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de negligênciapor mil hab. de 0 a 17 anosTaxa de atos infracionaispor mil hab. de 12 a 17 anosPiores que a média
Média do município1,8maior é pior3,4maior é pior8,5maior é pior20,2maior é pior14,7maior é pior
Região 4Aparecida1,41,44,19,510,60 de 5 (0,0%)
Região 6Centro1,41,49,8, pior que a média11,217,9, pior que a média2 de 5 (40,0%)
Região 8Colina de Flores0,01,39,4, pior que a média14,83,51 de 5 (20,0%)
Região 5Nova Roma3,0, pior que a média6,0, pior que a média12,0, pior que a média35,9, pior que a média30,3, pior que a média5 de 5 (100,0%)
Região 9Pérola5,4, pior que a média14,5, pior valor entre as regiões3,630,7, pior que a média20,2, pior que a média4 de 5 (80,0%)
Região 11São Gotardo0,00,012,1, pior que a média15,20,01 de 5 (20,0%)
Região 10São Pedro e AABB6,0, pior que a média0,018,0, pior que a média6,016,7, pior que a média3 de 5 (60,0%)
Região 7União0,02,426,1, pior valor entre as regiões45,0, pior valor entre as regiões47,9, pior valor entre as regiões3 de 5 (60,0%)
Região 3Vindima e São José0,00,04,410,38,10 de 5 (0,0%)
Região 13Distrito Mato Perso0,00,00,00,00,00 de 5 (0,0%)
Região 12Distrito Otávio Rocha8,6, pior valor entre as regiões0,011,5, pior que a média20,17,42 de 5 (40,0%)
Região 1Rural 1 Flores da Cunha0,02,75,532,9, pior que a média25,2, pior que a média2 de 5 (40,0%)
Região 2Rural 2 Flores da Cunha0,08,4, pior que a média2,818,210,91 de 5 (20,0%)

Fontes: Conselho Tutelar, 2015; Delegacia, 2015.

Os resultados
por tema

Perfil socioeconômico

Em 2010, 51,6% da população de 10 anos ou mais não tinha instrução ou tinha o fundamental incompleto, e 24,9% dos domicílios não tinham rede de esgoto nem fossa séptica, 83,5% em Rural 2 Flores da Cunha. A pesquisa de 2016 encontrou renda média de R$ 3.044 por domicílio, de R$ 2.301 em Nova Roma a R$ 4.169 no Distrito Otávio Rocha, e 80,6% dos domicílios adequados, ante 64,7% em 2010. Em dezembro de 2015, 1.256 famílias estavam no Cadastro Único e 418 recebiam o Bolsa Família, a maioria na Pérola (75) e na União (63).

renda média dos domicílios; R$ 2.301 em Nova Roma, a menor
R$ 3.044
Pesquisa domiciliar, 2016
dos domicílios adequados, ante 64,7% no Censo de 2010; 43,4% em Rural 2 Flores da Cunha
80,6%
Pesquisa domiciliar, 2016
dos domicílios de Rural 2 Flores da Cunha sem rede de esgoto nem fossa séptica; 24,9% no município
83,5%
IBGE, Censo 2010
famílias recebiam o Bolsa Família, de 1.256 no Cadastro Único
418
Secretaria de Desenvolvimento Social, 2015
dos domicílios na classe D-E do Critério Brasil
9,6%
Pesquisa domiciliar, 2016

Crianças e adolescentes

Em 2010, 23,0% da população tinha de 0 a 17 anos, e 34,5% na Pérola. O Censo mostrou 10,6% das crianças de 10 a 13 anos trabalhando, o dobro do Brasil (5,2%), e 19,5% dos adolescentes de 14 e 15 anos, mas o Conselho Tutelar recebeu só 3 denúncias de trabalho infantil em 2015. Estavam fora da escola 14,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos, 18,5% na zona rural, e no ensino médio noturno a reprovação subiu de 19,4% em 2014 para 22,1% em 2015. O Conselho Tutelar registrou 294 violações do direito à convivência familiar e comunitária, 101,9 por mil crianças e adolescentes na União.

das crianças de 10 a 13 anos trabalhavam; 5,2% no Brasil
10,6%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 18,5% na zona rural
14,8%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 0 a 3 anos em creche; 99,5% das de 4 e 5 anos na pré-escola
33,2%
Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, 2015
violações do direito à convivência familiar e comunitária por mil crianças e adolescentes; 101,9 na União
47,2
Conselho Tutelar, 2015

Mulheres

Em 2010, as mulheres eram responsáveis por 32,0% dos domicílios e recebiam, em média, 35% a menos que os homens. Em 2015, a Delegacia registrou 112 ocorrências contra mulheres de 18 a 59 anos, 12,9 por mil, e 33,3 por mil na Pérola, 54,5% delas por ameaça. Na pesquisa, 13,3% dos 690 domicílios com mulheres relataram violência contra uma mulher da casa, e só 33,3% das vítimas de violência física fizeram denúncia; em 75,9% dos domicílios nenhuma mulher participa de programa voltado a elas.

a menos no rendimento médio mensal das mulheres que no dos homens
35%
IBGE, Censo 2010
ocorrências contra mulheres por mil mulheres de 18 a 59 anos; 33,3 na Pérola
12,9
Delegacia, 2015
dos 97 agravos de mulheres de 18 a 59 anos notificados no SINAN foram de violência
18,6%
SINAN, 2015
das mulheres que sofreram violência física fizeram denúncia; 25,8% na violência psicológica
33,3%
Pesquisa domiciliar, 2016

Pessoas idosas

Em 2010, 12,5% da população tinha 60 anos ou mais, e 21,6% no Distrito Mato Perso, onde a razão de dependência idosa chegava a 33,6%. Na pesquisa, em 95,2% dos 291 domicílios com idosos eles contribuem para o sustento da família, e em 33,7% o sustento depende só deles. Em 76,3% desses domicílios nenhum idoso participa de programa voltado a eles; os pedidos mais citados são saúde pública (12,7%), atividades culturais (8,9%) e atividades físicas (8,2%).

da população do Distrito Mato Perso tem 60 anos ou mais; 12,5% no município
21,6%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios com idosos dependem só da renda do idoso; 43,8% em Nova Roma
33,7%
Pesquisa domiciliar, 2016
dos 120 benefícios pagos a idosos foram cessados no ano; 61,7% eram BPC
58,3%
Secretaria de Desenvolvimento Social, 2015
dos domicílios com idosos não têm dificuldade de atendimento médico especializado
79,4%
Pesquisa domiciliar, 2016

Pessoas com deficiência

Pelo Censo de 2010, 4,9% da população, 1.333 pessoas, tinha grande dificuldade ou não conseguia de modo algum enxergar, ouvir ou se locomover, ou tinha deficiência intelectual, e 33 crianças e adolescentes com deficiência nunca tinham frequentado a escola. Na pesquisa, 50 domicílios tinham pessoa com deficiência: em 80% deles nenhuma trabalha, 50% recebem auxílio do governo, 30% relatam dificuldade de acessibilidade fora de casa e 34% não têm o atendimento médico necessário. O pedido mais citado é acessibilidade na escola, com monitores capacitados (22,0%).

da população com grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar, ouvir ou se locomover, ou com deficiência intelectual
4,9%
IBGE, Censo 2010
crianças e adolescentes com deficiência física ou intelectual nunca frequentaram a escola
33
IBGE, Censo 2010
dos domicílios com pessoa com deficiência relatam dificuldade de acessibilidade fora de casa; 22% em casa
30%
Pesquisa domiciliar, 2016
dos domicílios com pessoa com deficiência sem nenhuma delas trabalhando
80%
Pesquisa domiciliar, 2016

A rede de atendimento

O CRAS, a Casa das Famílias, inaugurado em 2011, tinha 567 famílias cadastradas em 2015, 48,0% delas cadastradas naquele ano, e registrou 1.530 solicitações, 34,1% para atualizar ou incluir o Cadastro Único. O município não tem Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), e a equipe do CRAS atende também a proteção social especial de média e alta complexidade. O Conselho Tutelar registrou 665 atendimentos em 2015, 15,9% na União e 14,1% na Pérola.

famílias cadastradas no CRAS, com 1.137 pessoas
567
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, 2015
pessoas atendidas pelo SCFV e pelo Projeto Acolher, 395 delas no Semear, para pessoas idosas
473
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, 2015
dos 239 Benefícios de Prestação Continuada (BPC) foram cessados no ano
48,1%
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, 2015
atendimentos notificados ao Conselho Tutelar, 52,6% de adolescentes de 12 a 17 anos
665
Conselho Tutelar, 2015

O que disseram
famílias e adolescentes

A pesquisa domiciliar, feita no início de 2016, entrevistou 739 domicílios. A amostra foi calculada sobre os 8.808 domicílios do Censo de 2010, com 95% de confiança e margem de erro de 3,5%, e dividida entre as 13 regiões na proporção dos seus domicílios. O questionário, baseado no conceito de vulnerabilidade da PNAS/2004, levantou os 11 indicadores e ouviu as famílias sobre pessoas idosas (291 domicílios), mulheres (690) e pessoas com deficiência (50).

Nas escolas, a pesquisa com adolescentes entrevistou 307 jovens de 12 a 17 anos e alguns de 18 a 21 sobre drogas, sexualidade, futuro, convívio familiar e violência, com confiança de 95% e margem de erro de 3,5%. Dois grupos de conversa com adolescentes e rodas de conversa da rede de atendimento sobre cada tema completaram a parte qualitativa.

Grupos de conversa

Adolescentes de 15 a 17 anos, Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael
25
participantes
Adolescentes e jovens de 16 a 20 anos, Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael
23
participantes

O que a pesquisa encontrou

  1. 91,5% das famílias avaliam como boa ou ótima a satisfação em morar em Flores da Cunha e 84,4% avaliam bem a qualidade de vida, mas 46,8% consideram regular a situação econômica; em Nova Roma, 27,3% a consideram ruim ou péssima.

  2. Dos 21 domicílios que recebem o Bolsa Família (2,8% da amostra), só um atende ao critério de renda per capita do programa, e duas famílias que o atendem não recebem o benefício.

  3. 59,9% dos 307 adolescentes dizem trabalhar, 53,0% deles para a família; o comércio (25,5%) e a agricultura (20,6%) são as atividades mais citadas, e 64,7% recebem salário ou bolsa.

  4. Só 27,4% dos adolescentes conhecem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e 30,9% já sofreram alguma violência; a psicológica ou o bullying é 66,9% das violências citadas, e 91,1% desses casos ocorreram na escola.

  5. 17,3% dos adolescentes já experimentaram maconha, e 60,3% destes dizem usá-la diariamente; 50,5% conversam sobre sexo com os pais, percentual que o relatório considera raro.

  6. 95,1% dos 690 domicílios com mulheres dizem que seus direitos são respeitados, mas em 9,4% deles nenhuma mulher vai regularmente ao ginecologista, e na União são 33,3%.

Fonte: Pesquisa domiciliar com 739 domicílios e pesquisa com 307 adolescentes, início de 2016.

Considerações
e recomendações

As considerações finais apontam que os indicadores de Flores da Cunha acompanham os estaduais e os nacionais, com exceções pontuais em algumas localidades, e que faltam registros das atividades nas secretarias, nos conselhos e nas organizações da sociedade civil. Duas situações devem ser prioridade para o Poder Executivo e a rede de garantia de direitos: o trabalho infantil e a venda de álcool para menores de 18 anos.

O Volume 2 constata que o município não tem CREAS e que a equipe do CRAS atende a demanda de direitos violados como lhe é possível, em desacordo com as normativas. Propõe implantar ao menos um CREAS e agir sobre o uso de álcool, a inclusão das mulheres no mercado de trabalho e a violência contra a mulher.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Considerações finais e Sugestões de ações; Volume 2, Considerações finais e Sugestão de ações.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico socioterritorial de Flores da Cunha?

A Painel Pesquisas e Consultoria, em 2016 e 2017. O Diagnóstico Socioterritorial de Flores da Cunha/RS foi idealizado pelo Município, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e pelos Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS), dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) e do Idoso (CMI), e contratado por licitação. Uma comissão local de conselhos acompanhou o trabalho, publicado em dois volumes com 245 páginas.

Quais regiões de Flores da Cunha são as mais vulneráveis?

No cruzamento dos 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004, Rural 2 Flores da Cunha é a única região no grupo péssimo, sobretudo pelo trabalho infantil, presente em 11,8% das suas famílias. Colina de Flores, Distrito Otávio Rocha e União ficam no grupo ruim, e Centro, Distrito Mato Perso e São Pedro e AABB, no ótimo. Nos direitos de crianças e adolescentes, a União fica entre as piores regiões de Flores da Cunha tanto na vida e saúde quanto na liberdade, respeito e dignidade.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Flores da Cunha?

Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, do DATASUS, do SINAN, do Cadastro Único e dos registros de 2015 da rede de Flores da Cunha: Secretarias Municipais de Saúde, de Educação, Cultura e Desporto e de Desenvolvimento Social, CRAS, Conselho Tutelar e Delegacia. A pesquisa domiciliar com 739 domicílios e a pesquisa com 307 adolescentes, no início de 2016, completam os dados, todos organizados em 13 regiões formadas pelos setores censitários.

Quantas pessoas foram ouvidas no diagnóstico de Flores da Cunha?

739 domicílios de Flores da Cunha responderam à pesquisa domiciliar no início de 2016, amostra calculada sobre os 8.808 domicílios do Censo de 2010, com 95% de confiança e margem de erro de 3,5%. Desses, 291 tinham pessoas idosas, 690 tinham mulheres e 50 tinham pessoas com deficiência. Também foram entrevistados 307 adolescentes nas escolas, e dois grupos de conversa reuniram 25 e 23 adolescentes da Escola Estadual de Ensino Médio São Rafael.

O que o diagnóstico recomenda para Flores da Cunha?

Tornar prioridade o combate ao trabalho infantil e à venda de álcool para menores de 18 anos, com fiscalização do comércio e campanhas anuais sobre o consumo de bebidas. O relatório pede ainda a implantação de um CREAS em Flores da Cunha, a ampliação do SCFV para adolescentes, melhores registros no Conselho Tutelar, ações contra a violência e a discriminação salarial das mulheres, projetos para as pessoas idosas e monitores nas escolas para os alunos com deficiência.

Idealização

Município de Flores da CunhaSecretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Flores da CunhaConselho Municipal do Idoso de Flores da Cunha (CMI)Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Flores da Cunha (COMDICA)Conselho Municipal de Assistência Social de Flores da Cunha (CMAS)

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

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