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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2017 · Infância e adolescência

Cotiporã/RS — Diagnóstico da Criança e do Adolescente

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2017 o diagnóstico da criança e do adolescente de Cotiporã, idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) e com apoio financeiro da Ceran. O volume compara os indicadores de cada direito do ECA entre o Centro e as Regiões 1 e 2, analisa as 123 notificações do Conselho Tutelar em 2016, ouve 173 adolescentes de 12 a 17 anos e traz o plano decenal do município.

Iniciativa
COMDICA, com apoio financeiro da Ceran
Período
2017
Regiões
3: o Centro e as Regiões 1 e 2
Indicadores
44, do perfil do município aos 5 direitos do ECA
Relatórios
1 volume, 84 páginas
Pessoas ouvidas
173 adolescentes e 6 representantes da rede

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico da Criança e do Adolescente de Cotiporã foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) e realizado no último trimestre de 2017, com apoio financeiro da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran). Contou com dados da Secretaria Municipal da Educação e Desporto, da Secretaria Municipal da Saúde e Assistência Social (SMSAS), da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SMTC), do Conselho Tutelar e da Delegacia de Polícia Civil.

Seu objetivo é aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes, oferecer um panorama dos indicadores ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e apontar as ações necessárias para o atendimento pleno da política da criança e do adolescente no município.

O volume traz o perfil sociodemográfico do município, a rede de atendimento mapeada, as notificações do Conselho Tutelar e os indicadores de cada direito do ECA por região. Em seguida vêm a pesquisa com 173 adolescentes, as entrevistas com representantes da rede, a análise conclusiva e propositiva e o Plano Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente de Cotiporã, com um apêndice dos projetos das escolas.

O município
de Cotiporã

Cotiporã fica a 155 km de Porto Alegre, tem potencial turístico nos segmentos de turismo de aventura e ecológico e incentiva o artesanato, com um espaço da prefeitura junto ao Centro de Informações Turísticas. A maior parte da população vive na zona rural, e o Centro reúne 49,3% dos habitantes.

habitantes
3.917
IBGE, Censo 2010
habitantes na projeção do IBGE, 2,1% a mais que em 2010
4.000
IBGE, projeção 2017
da população na zona rural, ante 14,9% no Rio Grande do Sul
52,3%
IBGE, Censo 2010
da população tem de 0 a 17 anos, ante 25,8% no Rio Grande do Sul
18,6%
IBGE, Censo 2010
razão de dependência jovem, ante 31,8% no Rio Grande do Sul
22,0%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

Para a análise, Cotiporã foi dividida em três regiões geográficas, que agrupam os setores censitários do IBGE e as localidades do município: o Centro, com a Sede, o Loteamento Bento, Zalamena e Linha Brasil, a Região 1, com 24 localidades, e a Região 2, com 11. Quando os dados permitem, cada indicador é relacionado ao local de moradia e comparado entre as regiões; os dados do Censo por situação comparam a zona rural com a urbana.

A Pesquisa Documental reúne um ano fechado de dados, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, coletados nas secretarias municipais, no Conselho Tutelar e na Delegacia, além de dados do IBGE, do DATASUS e do INEP. As notificações do Conselho Tutelar seguem a classificação do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (SIPIA), e as violações de direitos são calculadas como taxas por mil habitantes de 0 a 17 anos.

A Pesquisa de Percepção dos Adolescentes foi aplicada no segundo semestre de 2017 nas escolas, com questionário de autopreenchimento, e a Painel entrevistou representantes da rede durante as visitas às instituições. O Plano Decenal foi construído a partir de um fórum de apresentação dos indicadores e de uma oficina com atores sociais das entidades governamentais e não governamentais do município.

Conheça o método da Painel

As 3 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesPopulação (2010)De 0 a 17 anos
CentroLoteamento Bento; Zalamena; Linha Brasil; Sede.1.932369
Região 1São Judas Tadeu; Monte Bérico; São Pedro; Nossa Senhora dos Navegantes; São Casemiro; São Marcos; Nossa Senhora do Rosário; São Roque; Nossa Senhora Auxiliadora; Nossa Senhora Caravagio; Nossa Senhora de Fátima; São Valentin; São José; Nossa Senhora do Carmo; São Caetano; Santo Antônio do Maro; Nossa Senhora da Pompéia; Sagrado Coração de Jesus; São Vicente; Morro do Céu; Linha 14 de Julho; Santa Lúcia; Linha Natividade; Reginatto.1.004178
Região 2Santo Antônio; Lajeado Bonito; São Bras; Santos Anjos; Nossa Senhora das Graças; Nossa Senhora do Pedancino; São João; Santa Cruz; Linha Frei Caneca; Julio de Castilhos; Pedancino.981180

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010, e seus microdados
  • Projeção populacional do IBGE, 2017
  • Censo da Educação Básica do INEP, 2016
  • DATASUS: SINASC e SINAN, 2016
  • CadÚnico (CECAD), 2016

Rede de atendimento do município

  • Notificações do Conselho Tutelar, classificadas pelo SIPIA, 2016
  • Delegacia de Polícia Civil: boletins de ocorrência, 2016
  • CRAS: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), 2017
  • SMSAS: atendimento psicológico e uso de medicamento controlado, 2016
  • Secretaria Municipal de Educação e Desporto (SME) e Secretaria Estadual de Educação (SEE): projetos nas escolas e Fichas de Comunicação de Aluno Infrequente (FICAI), 2016
  • SMTC: oficinas de orquestra, teatro e coral, 2016

Os resultados
em números

A Pesquisa Documental organiza os indicadores pelos direitos fundamentais do ECA, com dados do IBGE, do INEP, do DATASUS e da rede de atendimento, e os compara entre o Centro e as Regiões 1 e 2 ou entre as zonas rural e urbana. A pesquisa de percepção traz a opinião de 173 adolescentes de 12 a 17 anos.

notificações no Conselho Tutelar, sobre 68 crianças e adolescentes; 206,0 por mil no Centro
123
Conselho Tutelar, 2016
dos adolescentes de 14 e 15 anos trabalhavam, ante 14,9% no Rio Grande do Sul; 40,4% na zona rural
32,9%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 15 a 17 anos da zona rural fora da escola; 14,7% no município
24,3%
IBGE, Censo 2010
do público do SCFV é prioritário, abaixo da meta mínima de 50%
24,5%
CRAS, 2017
acidentes de trabalho graves registrados no município envolveram adolescentes
2 de 4
SINAN, 2016
dos adolescentes ouvidos dizem trabalhar; 76,3% deles para a família
53,2%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2017

Os resultados
por direito

Perfil sociodemográfico

Em 2010, o Centro reunia 49,3% dos 3.917 habitantes e 50,8% das crianças e adolescentes. A razão de dependência jovem, de 22,0%, é baixa, e o relatório vê nela um provável movimento de saída dos jovens da cidade; só 1 responsável por domicílio era adolescente. A Região 1 tem a infraestrutura mais deficiente: 84,9% dos domicílios sem abastecimento da rede geral, 47,5% sem rede de esgoto ou fossa séptica e 31,0% sem coleta de lixo.

da população do Centro tem de 0 a 17 anos; 17,7% na Região 1
19,1%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Região 1 sem abastecimento da rede geral; 39,2% no município
84,9%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Região 1 sem rede de esgoto ou fossa séptica; 13,7% no município
47,5%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Região 1 sem coleta de lixo; 1,0% no Centro
31,0%
IBGE, Censo 2010

Direito à vida e saúde

Em 2016 nasceram 28 crianças em Cotiporã, uma taxa de natalidade de 7,1 por mil habitantes, e não houve óbito infantil nem nascido vivo com baixo peso. 25,0% dos nascidos vivos tiveram 6 ou menos consultas de pré-natal, e só uma adolescente teve filho. O SINAN registrou 9 agravos de crianças e adolescentes, 2 deles acidentes de trabalho graves, e o Conselho Tutelar, 24 notificações de violação deste direito, 45,8% delas pelo uso de álcool ou outras drogas.

dos 28 nascidos vivos tiveram 6 ou menos consultas de pré-natal
25,0%
SINASC, 2016
agravos notificados por mil crianças e adolescentes na Região 2; 12,4 no município
27,8
SINAN, 2016
crianças e adolescentes em atendimento psicológico por mil; 51,5 no Centro
39,9
SMSAS, 2016
notificações de violação deste direito por mil crianças e adolescentes; 40,7 no Centro
33,0
Conselho Tutelar, 2016

Direito à educação, cultura, esporte e lazer

Pelo Censo de 2010, só 2 crianças de 6 a 14 anos estavam fora da escola, ambas na zona rural, mas 14,7% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam, 24,3% na zona rural. 41,1% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creche, 60,3% na zona urbana e 11,0% na rural. Em 2016, o Conselho Tutelar registrou 28 notificações de violação deste direito, 38,5 por mil, sobretudo por infrequência (46,4%) e evasão escolar (39,3%), e a taxa da Região 2 chegou a 55,6.

dos adolescentes de 15 a 17 anos da zona rural fora da escola; 3,5% na urbana
24,3%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 0 a 3 anos da zona rural frequentam creche; 60,3% na urbana
11,0%
IBGE, Censo 2010
de reprovação nos anos finais do ensino fundamental da EMEF Caminhos do Saber
19,2%
INEP, Censo da Educação Básica 2016
notificações de violação deste direito por mil na Região 2; 38,5 no município
55,6
Conselho Tutelar, 2016

Direito à convivência familiar e comunitária

O SCFV atendia 106 crianças e adolescentes, 80,2% de 0 a 5 anos, mas só 24,5% do público prioritário, abaixo da meta mínima de 50%. Só 19,8% das crianças e adolescentes notificados no Conselho Tutelar estavam no SCFV, e o município não tem CREAS. Em 2016, o Conselho Tutelar registrou 9 notificações de violação deste direito, 55,6% por conflito familiar, e 6 de negligência, todas por abandono; nas duas, a taxa mais alta é a da Região 2.

do público do SCFV é prioritário, abaixo da meta mínima de 50%
24,5%
CRAS, 2017
das crianças e adolescentes notificados no Conselho Tutelar estavam no SCFV
19,8%
CRAS e Conselho Tutelar, 2017
notificações de violação deste direito por mil na Região 2; 12,4 no município
33,3
Conselho Tutelar, 2016
das 310 famílias inscritas no CadÚnico têm crianças ou adolescentes
53,9%
CadÚnico (CECAD), 2016

Direito à liberdade, respeito e dignidade

Em 2016, o Conselho Tutelar registrou 16 notificações de violência física e 17 de violência psicológica, 22,0 e 23,4 por mil crianças e adolescentes, com as taxas mais altas no Centro; o pai e a mãe são os principais agentes. Houve 3 notificações de violência sexual, 2 delas na Região 1, e 3 de crime cibernético, todas por exposição na internet. O Conselho Tutelar e a Delegacia registraram 16 atos infracionais, 14 de adolescentes do Centro, sobretudo direção sem habilitação (43,8%) e danos ao patrimônio público (37,5%).

notificações de violência física por mil crianças e adolescentes; 29,8 no Centro
22,0
Conselho Tutelar, 2016
notificações de violência psicológica por mil; 37,9 no Centro
23,4
Conselho Tutelar, 2016
atos infracionais por mil adolescentes de 12 a 17 anos no Centro; 47,1 no município
84,8
Conselho Tutelar e Delegacia, 2016
notificações de violência sexual por mil na Região 1; 4,1 no município
11,2
Conselho Tutelar e Delegacia, 2016

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

No Censo de 2010, 9,9% das crianças de 10 a 13 anos e 32,9% dos adolescentes de 14 e 15 anos de Cotiporã trabalhavam, acima do Brasil e do Rio Grande do Sul, e as taxas chegavam a 14,9% e 40,4% na zona rural. Em 2016, 2 dos 4 acidentes de trabalho graves registrados no município pelo SINAN envolveram adolescentes. A rede de atendimento relata trabalho infantil na agricultura, com adolescentes dirigindo máquinas agrícolas.

das crianças de 10 a 13 anos trabalhavam, ante 5,8% no Rio Grande do Sul
9,9%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 14 e 15 anos da zona rural trabalhavam; 26,0% na urbana
40,4%
IBGE, Censo 2010
acidentes de trabalho graves registrados no município envolveram adolescentes
2 de 4
SINAN, 2016

As notificações do Conselho Tutelar

Em 2016, o Conselho Tutelar fez 123 notificações sobre 68 crianças e adolescentes, uma taxa de 169,2 por mil habitantes de 0 a 17 anos: 206,0 no Centro, 183,3 na Região 2 e 78,7 na Região 1. 57,4% dos atendidos tinham de 12 a 17 anos, 61,8% eram do sexo masculino e 47,1% não tiveram reincidência no ano. Do 1º semestre de 2016 para o de 2017, as notificações caíram 21,3% e os direitos violados, 38,0%.

notificações por mil crianças e adolescentes; 206,0 no Centro e 78,7 na Região 1
169,2
Conselho Tutelar, 2016
das crianças e adolescentes notificados têm de 12 a 17 anos
57,4%
Conselho Tutelar, 2016
dos notificados tiveram um só direito violado na notificação
72,1%
Conselho Tutelar, 2016
menos notificações no 1º semestre de 2017 do que no de 2016
21,3%
Conselho Tutelar, 2017

Projetos e oficinas

Em 2016, a Secretaria Municipal de Educação e Desporto e a Secretaria Estadual de Educação realizaram 39 projetos nas escolas, 30,8% deles de cultura. A média é de 7,3 projetos por criança na educação infantil e de 6,9 no ensino fundamental, mas de 0,3 por adolescente no ensino médio. A SMTC atendeu 33 crianças e adolescentes nas oficinas de orquestra, teatro e coral, 72,7% deles moradores do Centro.

projetos da SME e da SEE nas escolas; 30,8% deles de cultura
39
SME e SEE, 2016
projeto por adolescente no ensino médio, ante 7,3 por criança na educação infantil
0,3
SME e SEE, 2016
crianças e adolescentes nas oficinas de orquestra, teatro e coral; 72,7% do Centro
33
SMTC, 2016

O que disseram
os adolescentes

A Pesquisa de Percepção dos Adolescentes ouviu 173 adolescentes de 12 a 17 anos nas escolas de Cotiporã, no segundo semestre de 2017. O questionário foi de autopreenchimento, com respostas autodeclaratórias, e a amostra tem confiança de 95% e margem de erro de 5,2%. Todos estudavam, nos anos finais do ensino fundamental ou no ensino médio; 46,8% são do sexo masculino, e 100 moram no Centro, 40 na Região 1 e 33 na Região 2.

O questionário tratou do conhecimento do ECA, da cidade, da convivência familiar e comunitária, da cultura, do esporte e do lazer, do trabalho, da saúde, das drogas e das violências. Nas visitas às instituições, a Painel fez ainda 6 entrevistas com representantes da rede: o CRAS, o Núcleo de Apoio à Atenção Básica (NAAB), a Vigilância Epidemiológica, o Conselho Tutelar e as Secretarias Municipais de Educação e Desporto e de Turismo e Cultura.

O que a pesquisa encontrou

  1. 72,8% dizem não conhecer seus direitos e deveres de acordo com o ECA, e 64,9% destes nunca viram o Estatuto. Ainda assim, 86,7% sabem onde fica o Conselho Tutelar e 86,6% dizem saber sua função.

  2. 53,2% dizem trabalhar, 76,3% deles para a família, sobretudo na agricultura (44,1%) e em tarefas domésticas (26,9%). 94,6% gostam da atividade, mas 43,5% prefeririam estar em uma atividade de educação, esporte ou cultura.

  3. 49,1% avaliam o convívio familiar como ótimo e 35,8% como bom, mas 40,5% não conversam em casa sobre violência, preconceito, drogas ou sexualidade. Sobre sexo, falam mais com os amigos (46,2%) do que com a mãe (29,5%) ou o pai (17,3%).

  4. 65,9% já provaram álcool, 16,2% cigarro e 8,7% maconha, e 57,8% não consideram o álcool uma droga. 35,3% já receberam oferta de drogas, sobretudo de colegas ou conhecidos (50,8%).

  5. 48,0% dizem ter sofrido violência psicológica ou bullying, 86,7% deles na escola, e 25,4% dizem sofrer preconceito, sobretudo por obesidade (34,1%).

  6. 69,4% sentem falta de opções de lazer na cidade, sobretudo shopping e cinema (36,7%), e 62,4% querem morar em outra cidade. No Centro, 67,0% dizem ter fácil acesso a projetos de esporte, lazer e cultura; na Região 1, 45,0%.

Fonte: Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, segundo semestre de 2017.

Considerações
e recomendações

A pesquisa com adolescentes aponta o desconhecimento do ECA, o diálogo restrito nas famílias sobre sexo, drogas e violência e a falta de opções de lazer, e pede projetos de cultura, acesso aos espaços de esporte e políticas de profissionalização, já que nenhum projeto em Cotiporã prepara adolescentes e jovens para o trabalho. A rede de atendimento relata a falta de protocolos, de trabalho em rede e de convênios com outros municípios para os casos de média e alta complexidade, como o acolhimento e a saúde mental, num município sem CREAS.

O Plano Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente de Cotiporã, idealizado pelo COMDICA com recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FIA) e parceria da Ceran, parte dos indicadores do diagnóstico e foi construído em fórum e oficina com entidades governamentais e não governamentais. Organiza as ações em cinco eixos, da promoção dos direitos à gestão da política, com prazos de 2019 a 2029.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Pesquisa com adolescentes, Pesquisa qualitativa e Plano Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente de Cotiporã.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 84 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da criança e do adolescente de Cotiporã?

A Painel Pesquisas e Consultoria, no último trimestre de 2017. O Diagnóstico da Criança e do Adolescente de Cotiporã/RS foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA), com apoio financeiro da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran). O volume, de 84 páginas, reúne os indicadores dos direitos do ECA, a pesquisa com adolescentes, as entrevistas com a rede de atendimento e o plano decenal do município.

Quais regiões de Cotiporã têm os piores indicadores?

O diagnóstico de Cotiporã não faz um ranking geral, mas compara os indicadores entre o Centro e as Regiões 1 e 2. Em 2016, a Região 2 teve as maiores taxas de notificação do Conselho Tutelar por violação dos direitos à convivência familiar (33,3 por mil) e à educação (55,6 por mil). A Região 1 tem a pior infraestrutura: em 2010, 84,9% dos domicílios não tinham abastecimento da rede geral. O Centro concentra a violência física e psicológica e os atos infracionais.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Cotiporã?

Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, do Censo da Educação Básica do INEP e do SINASC e do SINAN de 2016, e de dados coletados na rede de Cotiporã, quase todos de 2016: as notificações do Conselho Tutelar e da Delegacia, o CadÚnico, o CRAS, os atendimentos de saúde, as fichas de aluno infrequente e os projetos das secretarias. Os indicadores seguem os cinco direitos fundamentais do ECA e comparam o Centro com as Regiões 1 e 2.

Quantos adolescentes de Cotiporã participaram da pesquisa?

173 adolescentes de 12 a 17 anos de Cotiporã responderam ao questionário nas escolas, no segundo semestre de 2017, por autopreenchimento. A amostra tem confiança de 95% e margem de erro de 5,2%. Dos entrevistados, 72,8% dizem não conhecer seus direitos de acordo com o ECA, 53,2% dizem trabalhar, a maioria para a família, e 48,0% dizem ter sofrido violência psicológica ou bullying. A Painel entrevistou ainda 6 representantes da rede de atendimento.

O que o diagnóstico recomenda para Cotiporã?

O Plano Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente de Cotiporã, construído a partir do diagnóstico, organiza as ações em cinco eixos. Entre elas: capacitar a rede para os casos de violência e criar um protocolo de atendimento, firmar convênios com outros municípios para acolhimento e saúde mental, fazer campanhas sobre álcool e drogas, divulgar o ECA nas escolas, abrir os espaços públicos ao esporte, à cultura e ao lazer e dar aos adolescentes uma vaga permanente no COMDICA.

Recurso e apoio ao COMDICA

Companhia Energética Rio das Antas (Ceran)

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Um diagnóstico assim
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