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Painel Pesquisas e Consultoria
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2015 · Infância e adolescência

Cerro Negro/SC — Diagnóstico da Criança e do Adolescente

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2015 o diagnóstico da criança e do adolescente de Cerro Negro, por iniciativa do CMDCA e com patrocínio da BAESA, da Votorantim Energia e do Instituto Votorantim. O volume compara os indicadores de cada direito do ECA entre as quatro regiões do município, analisa os 101 atendimentos do Conselho Tutelar, ouve 180 adolescentes e propõe um plano decenal para 2016 a 2026.

Iniciativa
CMDCA, com patrocínio da BAESA, da Votorantim Energia e do Instituto Votorantim
Período
2015
Regiões
4, formadas pelos 9 setores censitários do IBGE
Direitos
5 direitos fundamentais do ECA
Relatórios
1 volume, 101 páginas
Pessoas ouvidas
180 adolescentes

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico da Criança e do Adolescente de Cerro Negro nasceu de uma iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), que o elaborou em parceria com a Painel Pesquisas e Consultoria e com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social. A Energética Barra Grande S.A. (BAESA), a Votorantim Energia e o Instituto Votorantim financiaram e acompanharam o trabalho, feito no segundo semestre de 2015, e aparecem com o Município de Cerro Negro na idealização e no patrocínio do relatório.

Seu objetivo é aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes, e oferecer uma ferramenta para acompanhar a evolução dos indicadores sociais ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com ele, o município pode identificar as ações prioritárias e prever recursos no orçamento para executá-las.

O volume traz o perfil socioeconômico do município, os indicadores de cada direito do ECA por região, a rede de atendimento, com o Conselho Tutelar, a Delegacia e os projetos, e a Pesquisa de Opinião e Percepção dos Adolescentes. Fecha com a avaliação do Sistema de Garantia de Direitos, o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a indicação dos projetos prioritários e as considerações finais.

O município
de Cerro Negro

Cerro Negro, emancipado em 26 de setembro de 1991, tem na agricultura familiar sua principal economia e fonte de renda. O município não tem leitos hospitalares: a demanda vai para Lages, pelo consórcio da Associação dos Municípios da Região Serrana (AMURES). Entre o Censo de 2010 e a projeção do IBGE para 2015, a população caiu 6,1%.

habitantes
3.581
IBGE, Censo 2010
habitantes na projeção para 2015, 6,1% menos que em 2010
3.362
IBGE, projeção 2015
da população tem de 0 a 17 anos, ante 27,0% em Santa Catarina
30,3%
IBGE, Censo 2010
domicílios, com 3,3 moradores em média
1.100
IBGE, Censo 2010
no Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal, 290ª posição no estado; em 2000, o último colocado
0,519
FIRJAN, IFDM 2006

Como foi
feito

Para a análise, Cerro Negro foi dividida em quatro regiões geográficas, que agrupam os nove setores censitários do IBGE e as localidades do município: a Sede, São Jorge, São Roque e Araçá e Serrinha e Nove de Maio. Os indicadores comparam as regiões entre si e com a média do município ou, em parte deles, a zona rural com a urbana, e as violações de direitos são calculadas como taxas por mil habitantes de 0 a 17 anos.

O levantamento se baseou em um ano fechado, 2014, para que o município possa repetir o estudo e acompanhar a evolução dos indicadores; os dados da Secretaria Municipal de Assistência Social e dos projetos da Secretaria Municipal de Educação são de 2015. A Pesquisa Documental reúne dados das secretarias municipais, da Delegacia, do Conselho Tutelar e das instituições não governamentais, e bases como o Censo Demográfico do IBGE, o DATASUS e o Censo Escolar.

Grupos de conversa com as instituições acompanharam o projeto. O plano decenal foi construído em dois encontros com a Comissão de Acompanhamento do diagnóstico, formada por representantes do governo e da sociedade civil, com a técnica participativa do Metaplan.

Conheça o método da Painel

As 4 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesPopulação (2010)De 0 a 17 anos
SedeCentro; Serraria Pucci.764214
São JorgeLinda Vista; Três Pinheiros; São Jorge; Reassentamento III; Sagrado Coração de Jesus; Detoffol; Macaco Branco; Alemães.488153
São Roque e AraçáBarra do Salto; Barra dos Camargos; São José; São Roque; Raithz; Araçá; Cruzeirinho; Umbu; Campinho; Morro dos Cabritos; Serraria Queimada; Linos.1.429447
Serrinha e Nove de MaioRincão dos Tigres; Alexandres; Nove de Maio das Águas; Amandios; Serrinha; Reassentamento Flor Azul; Portões; Santa Luzia; Reassentamento Santa Ana; Beneditos; Tanque.900271

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010 (agregados e microdados), e projeção de 2015
  • DATASUS: SINASC, SIM e SINAN, 2014
  • Censo Escolar, 2013
  • Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal, 2000 a 2006

Rede de atendimento do município, 2014 e 2015

  • Ocorrências do Conselho Tutelar, 2014
  • Atendimentos do CRAS e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), 2015
  • Secretaria Municipal de Assistência Social: BPC na Escola, 2015
  • Secretaria Municipal de Educação: creche, pré-escola e rendimento das escolas municipais, 2014; projetos, 2015
  • Colégio Estadual Professora Otília Ulissea Ungaretti: reprovação e desistência, 2014
  • Delegacia, 2014 e primeiro semestre de 2015
  • Clube Esportivo Recreativo Anitense (CERA): Projeto Plano Anual de Atividades Esportivas, 2015

Os resultados
em números

A Pesquisa Documental organiza os indicadores pelos direitos fundamentais do ECA, com dados do IBGE, do DATASUS, do Censo Escolar e da rede de atendimento, e os compara entre as quatro regiões ou entre as zonas rural e urbana. A Pesquisa de Opinião e Percepção traz a opinião de 180 adolescentes.

dos domicílios sem coleta de lixo, ante 7,2% em Santa Catarina; 3,6% na Sede
73,1%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 30,7% na zona rural
25,0%
IBGE, Censo 2010
dos nascidos vivos com baixo peso, ante 7,9% em Santa Catarina
13,3%
DATASUS, SINASC, 2014
crianças e adolescentes vítimas de negligência por mil na Sede; 66,4 no município
191,6
Conselho Tutelar, 2014; CRAS, 2015
dos adolescentes ouvidos trabalham, 89,7% deles para a família
86,1%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2015
dos adolescentes ouvidos pretendem morar em outra cidade quando adultos
74,4%
Pesquisa de Percepção dos Adolescentes, 2015

Os resultados
por direito

Perfil socioeconômico

Em 2010, Cerro Negro tinha 3.581 habitantes, 39,9% deles na região de São Roque e Araçá, e 30,3% da população tinha de 0 a 17 anos. A razão de dependência jovem era de 40,8%, acima da de Santa Catarina (32,2%), e chegava a 44,8% em São Roque e Araçá. Só 6,0% dos domicílios eram adequados pelos critérios do IBGE: 58,2% não tinham abastecimento de água da rede geral, todos os de São Jorge, e 73,4% não tinham rede de esgoto ou fossa séptica.

dos domicílios de São Jorge sem abastecimento de água da rede geral; 58,2% no município
100,0%
IBGE, Censo 2010
das famílias de São Jorge com renda per capita inferior a ¼ de salário mínimo; 22,1% no município
43,4%
IBGE, Censo 2010
de razão de dependência jovem em São Roque e Araçá; 40,8% no município
44,8%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios adequados, ante 61,5% em Santa Catarina; 1,7% na zona rural
6,0%
IBGE, Censo 2010 (microdados)

Direito à vida e saúde

Em 2014 nasceram 45 crianças, uma taxa de natalidade de 12,6 por mil habitantes, e não houve óbito infantil. O baixo peso ao nascer atingiu 13,3% dos nascidos vivos, acima de Santa Catarina (7,9%), e 28,6% em São Roque e Araçá; 26,7% tiveram menos de 7 consultas de pré-natal, 40,0% em Serrinha e Nove de Maio. A gravidez na adolescência foi de 2,6%, e de 5,4% na Sede.

dos nascidos vivos de São Roque e Araçá com baixo peso; 13,3% no município
28,6%
DATASUS, SINASC, 2014
dos nascidos vivos de Serrinha e Nove de Maio com menos de 7 consultas de pré-natal; 26,7% no município
40,0%
DATASUS, SINASC, 2014
das adolescentes de 12 a 17 anos da Sede tiveram filhos; 2,6% no município
5,4%
DATASUS, SINASC, 2014
óbito infantil registrado, em 45 nascidos vivos
Nenhum
DATASUS, SINASC e SIM, 2014

Direito à educação, cultura, esporte e lazer

Pelo Censo de 2010, 3,7% das crianças de 6 a 14 anos estavam fora da escola, todas na zona rural, e 25,0% dos adolescentes de 15 a 17 anos, 30,7% na zona rural. A EJA, que atendia 4,6% dos adolescentes em 2010, deixou de ser oferecida. Em 2014, 44,0% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creche e 47,0% das de 4 e 5 anos, a pré-escola. Foram registrados 32 casos de violação deste direito, 29,5 por mil, com 65,4 na Sede e 62,7 em Serrinha e Nove de Maio.

dos adolescentes de 15 a 17 anos da zona rural fora da escola; 4,6% na urbana
30,7%
IBGE, Censo 2010 (microdados)
das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola, ante 84,0% em Santa Catarina
47,0%
Secretaria Municipal de Educação, 2014; IBGE, Censo 2010
de reprovação e 6,1% de desistência na escola estadual, com 473 matriculados
11,6%
Colégio Estadual Professora Otília Ulissea Ungaretti, 2014
casos de violação deste direito por mil crianças e adolescentes na Sede; 29,5 no município
65,4
Conselho Tutelar, 2014; CRAS, 2015

Direito à convivência familiar e comunitária

Em 2010, 0,8% dos responsáveis por domicílio eram adolescentes, um pouco acima de Santa Catarina (0,7%): nenhum na Sede e 1,3% em São Jorge, o que o relatório lê como um comportamento das regiões rurais. Foram registrados 4 casos de violação deste direito, 3,7 por mil crianças e adolescentes, com a maior taxa na Sede (9,3) e 7,4 em Serrinha e Nove de Maio.

dos responsáveis por domicílio são adolescentes; 1,3% em São Jorge
0,8%
IBGE, Censo 2010
casos de violação deste direito por mil crianças e adolescentes
3,7
Conselho Tutelar, 2014; CRAS, 2015
casos por mil na Sede, a taxa mais alta
9,3
Conselho Tutelar, 2014; CRAS, 2015

Direito à liberdade, respeito e dignidade

A negligência foi a violação mais registrada: 72 casos, 66,4 por mil crianças e adolescentes, e 191,6 na Sede. A violência psicológica somou 28 casos, 25,8 por mil e 88,8 na Sede; houve ainda 3 casos de violência física e 2 de violência sexual, ambos de indução à prostituição. O CRAS atendeu 49 crianças e adolescentes em situação de isolamento, 45,2 por mil, e o relatório chama atenção para a taxa da Sede, 70,1, apesar de ser a região central. Dos 9 atos infracionais, 8 foram em Serrinha e Nove de Maio.

casos de negligência, 66,4 por mil crianças e adolescentes
72
Conselho Tutelar, 2014; CRAS, 2015
vítimas de violência psicológica por mil na Sede; 25,8 no município
88,8
Conselho Tutelar, 2014; CRAS e Delegacia, 2015
crianças e adolescentes em situação de isolamento por mil; 70,1 na Sede
45,2
CRAS, 2015
atos infracionais registrados em Serrinha e Nove de Maio
8 de 9
Conselho Tutelar e Delegacia, 2014

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

No Censo de 2010, 18,4% das crianças de 10 a 13 anos trabalhavam, 21,8% na zona rural, ante 6,2% em Santa Catarina; entre os adolescentes de 14 e 15 anos, eram 35,2%, ante 18,3% no estado. O Conselho Tutelar e o CRAS registraram 21 casos de trabalho infantil, 46,8 por mil crianças e adolescentes de 10 a 15 anos; na Sede, a taxa chegou a 147,4.

das crianças de 10 a 13 anos trabalhavam; 21,8% na zona rural
18,4%
IBGE, Censo 2010 (microdados)
dos adolescentes de 14 e 15 anos trabalhavam, ante 18,3% em Santa Catarina
35,2%
IBGE, Censo 2010 (microdados)
casos de trabalho infantil por mil de 10 a 15 anos na Sede; 46,8 no município
147,4
Conselho Tutelar, 2014; CRAS, 2015

Os atendimentos do Conselho Tutelar

Em 2014, o Conselho Tutelar fez 101 atendimentos, 15,8% deles com dois motivos. A negligência motivou 31,7% e a violação do direito à educação, 30,7%, toda ela por evasão escolar; em 16,8%, o Conselho atuou na orientação para mediar conflitos. A Sede concentra 44,6% dos atendimentos e Serrinha e Nove de Maio, 35,6%. Os registros não trazem o nome das crianças, o que impede contar as reincidências.

atendimentos, 44,6% de crianças e adolescentes da Sede
101
Conselho Tutelar, 2014
dos atendimentos por negligência; 30,7% por evasão escolar
31,7%
Conselho Tutelar, 2014
dos atendidos têm de 12 a 17 anos
67,3%
Conselho Tutelar, 2014
dos atendimentos em Serrinha e Nove de Maio
35,6%
Conselho Tutelar, 2014

A rede de atendimento

Em 2015, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do CRAS atendia 96 crianças e adolescentes, 59,4% da Sede, sobretudo por situação de isolamento (51,0%) e negligência (41,7%), e o BPC na Escola, 14 com deficiência. Os projetos da Secretaria Municipal de Educação, de danças tradicionais e futsal, atendiam 65, dos quais 95,4% da Sede e 1,5% de São Roque e Araçá, um atendimento que o relatório lê como centralizado. Nenhuma instituição não governamental do município tem projeto para crianças e adolescentes; há só o do Clube Esportivo Recreativo Anitense (CERA), de Anita Garibaldi.

crianças e adolescentes no SCFV do CRAS, 59,4% da Sede
96
CRAS, 2015
dos atendidos nos projetos da Educação são da Sede; 1,5% de São Roque e Araçá
95,4%
Secretaria Municipal de Educação, 2015
crianças e adolescentes com deficiência no BPC na Escola
14
Secretaria Municipal de Assistência Social, 2015
alunos de 11 a 16 anos nas aulas de vôlei e futsal do projeto do CERA
50
Projeto CERA, 2015

O que disseram
os adolescentes

A Pesquisa de Opinião e Percepção dos Adolescentes ouviu 180 adolescentes em 2015. Como o município tem uma vasta área rural, a escola foi o meio de encontrá-los: com autorização do município e da direção da escola estadual, o questionário foi aplicado em turmas do ensino fundamental e do ensino médio com alunos de 13 a 17 anos. Sobre uma população de 360 adolescentes nessa faixa, a amostra tem confiança de 90% e margem de erro de aproximadamente 5%.

O questionário tratou do perfil, do trabalho, do conhecimento dos direitos, das violências, do convívio familiar e do lazer, das perspectivas para o futuro, do sexo e das drogas, e cada adolescente podia deixar de responder qualquer pergunta. Dos entrevistados, 30,6% moram em São Roque e Araçá, 27,8% em Serrinha e Nove de Maio, 25,0% na Sede e 16,7% em São Jorge; 83,9% têm de 13 a 17 anos.

O que a pesquisa encontrou

  1. 86,1% dizem trabalhar, 89,7% deles para a família, sobretudo em atividades domésticas (61,9%) e na agricultura (23,2%); 10,3% recebem salário.

  2. 71,7% gostam de morar em Cerro Negro, mas 74,4% pretendem morar em outra cidade quando adultos, e Lages é a mais citada (20,9% das citações).

  3. Só 51,1% dizem conhecer o ECA, e 56,8% dos que não o conhecem nunca viram o Estatuto. 21,7% não sabem onde fica o Conselho Tutelar, 40,0% em São Roque e Araçá.

  4. 23,3% já sofreram alguma violência. A psicológica ou bullying atinge 20,6% dos entrevistados, em 75,7% dos casos na escola; 3 adolescentes (1,7%) relataram violência sexual.

  5. 52,2% avaliam o convívio familiar como ótimo e 40,6% como bom, mas 25,0% não conversam com ninguém sobre sexo; os amigos são a principal fonte (38,3%), seguidos da mãe (23,9%).

  6. 26,1% já experimentaram alguma droga, sobretudo álcool e cigarro, e 15,0% têm amigos que fumam maconha. Para o lazer, sentem mais falta de cinema (12,8%), pizzaria (11,1%) e de um espaço em cada comunidade (8,9%).

Fonte: Pesquisa de Opinião e Percepção dos Adolescentes, 2015.

Considerações
e recomendações

As considerações finais apresentam o diagnóstico como base do Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cerro Negro, construído com a Comissão de Acompanhamento para ser implementado de 2016 a 2026 em cinco eixos: promoção, proteção e defesa, protagonismo e participação, controle social e gestão da política. Para que as propostas se efetivem, o relatório pede que entrem no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), sob o monitoramento do CMDCA.

O relatório reconhece que há muito a construir para superar os desafios dos indicadores, sobretudo o trabalho infantil: muitos adolescentes deixam os estudos para fazer atividades domésticas, como a confecção de laços de couro bovino. Das ações do plano, indica oito como projetos prioritários, com valores a definir em reuniões do CMDCA conforme os recursos do orçamento municipal.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Indicação de projetos prioritários e Considerações finais.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 101 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da criança e do adolescente de Cerro Negro?

A Painel Pesquisas e Consultoria, no segundo semestre de 2015. O Diagnóstico da Criança e do Adolescente de Cerro Negro/SC foi uma iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, e foi financiado e acompanhado pela Energética Barra Grande S.A. (BAESA), pela Votorantim Energia e pelo Instituto Votorantim. O relatório tem um volume de 101 páginas.

Quais regiões de Cerro Negro têm os piores indicadores?

O diagnóstico de Cerro Negro não faz um ranking geral, mas compara cada indicador entre a Sede, São Jorge, São Roque e Araçá e Serrinha e Nove de Maio. A Sede tem as maiores taxas de violação de direitos, como a negligência (191,6 por mil) e o trabalho infantil (147,4 por mil). São Jorge e São Roque e Araçá têm os piores dados de água, lixo e renda de 2010, e Serrinha e Nove de Maio concentra 8 dos 9 atos infracionais.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Cerro Negro?

Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, do DATASUS de 2014 e do Censo Escolar de 2013, e de dados coletados na rede de Cerro Negro: as ocorrências do Conselho Tutelar e da Delegacia, os atendimentos do CRAS, os projetos da Secretaria Municipal de Educação e as escolas. O levantamento usa 2014 como ano fechado; os dados da Assistência Social e dos projetos da Educação são de 2015. Os indicadores seguem os direitos fundamentais do ECA e comparam as quatro regiões.

Quantos adolescentes de Cerro Negro participaram da pesquisa?

180 adolescentes de Cerro Negro responderam ao questionário na escola estadual em 2015, sobre uma população de 360 adolescentes de 13 a 17 anos, com confiança de 90% e margem de erro de aproximadamente 5%. Dos entrevistados, 86,1% dizem trabalhar, quase sempre para a família, 71,7% gostam de morar no município mas 74,4% pretendem morar em outra cidade quando adultos, e 51,1% dizem conhecer o ECA.

O que o diagnóstico recomenda para Cerro Negro?

Um Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente para Cerro Negro, de 2016 a 2026, com oito projetos prioritários: estruturar a rede de atendimento dos casos de violência, acompanhar o pré-natal pela Rede Cegonha, criar turmas de EJA, levar educação sexual às escolas, ampliar esporte, cultura e lazer nas comunidades, reativar a Escola Familiar Rural, ampliar a internet nas escolas e proteger as crianças e os adolescentes em situação de trabalho infantil.

Idealização e patrocínio

Votorantim EnergiaInstituto VotorantimEnergética Barra Grande S.A. (BAESA)Município de Cerro Negro

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

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