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Painel Pesquisas e Consultoria
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2015 · Assistência social

Carmo do Cajuru/MG — Diagnóstico de Vulnerabilidade Social

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou em 2015 o diagnóstico de vulnerabilidade social de Carmo do Cajuru, idealizado pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Defesa Civil. A pesquisa ouviu 1.500 famílias, e o volume compara 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 entre as 14 regiões do município e mapeia a rede de atendimento.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, cercada de árvores e palmeiras no centro de Carmo do Cajuru
Carmo do Cajuru · MG

11 indicadores de vulnerabilidade.
1.500 domicílios entrevistados.

Iniciativa
Secretaria Municipal de Promoção Social e Defesa Civil
Período
2015
Regiões
14: 8 urbanas e 6 rurais
Indicadores
11 de vulnerabilidade, da PNAS/2004
Relatórios
1 volume, 98 páginas
Domicílios
1.500 entrevistados, de 6.299

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico de Vulnerabilidade Social de Carmo do Cajuru foi idealizado pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Defesa Civil. A Conferência Municipal de Assistência Social de julho de 2013 o elegeu como prioridade, e o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) aprovou o uso de recursos federais para realizá-lo. Uma Equipe de Acompanhamento, com membros do CMAS e da Secretaria, monitorou o trabalho.

Seu objetivo é mapear as áreas de maior concentração de vulnerabilidade social do município e levantar informações sobre crianças e adolescentes, pessoas idosas, mulheres e pessoas com deficiência. Parte integrante da Política Nacional de Assistência Social, o diagnóstico deve orientar o planejamento das ações para reduzir os riscos e as vulnerabilidades sociais nos próximos dez anos.

O volume traz a apresentação do município e o seu perfil socioeconômico, os resultados da pesquisa com as famílias (os 11 indicadores da PNAS/2004 por região e o seu cruzamento, e a percepção sobre idosos, pessoas com deficiência, mulheres, infância e adolescência e o próprio município), o mapeamento da rede de atendimento e as considerações finais.

O município
de Carmo do Cajuru

Carmo do Cajuru começou com as fábricas de manteiga e a agropecuária, mas foi a indústria de móveis, hoje com mais de 100 fábricas, que impulsionou sua economia e lhe deu o nome de Cidade dos Móveis. Entre o Censo de 2010 e a estimativa do IBGE para 2014, sua população cresceu 7,5%, para 21.519 habitantes.

habitantes
20.012
IBGE, Censo 2010
da população na área urbana
86,6%
IBGE, Censo 2010
moradores por domicílio
3,2
IBGE, Censo 2010
rendimento nominal médio mensal dos domicílios
R$ 1.078
IBGE, Censo 2010
da população sem instrução ou com o fundamental incompleto; 5,5% com superior completo
65,9%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

O trabalho teve duas partes. A Pesquisa Documental reuniu dados secundários, sobretudo do Censo Demográfico do IBGE de 2010, e dados primários da Secretaria Municipal de Promoção Social e Defesa Civil e das suas instituições, com o mapeamento da rede de atendimento. A Pesquisa de Campo aplicou um questionário amostral nos domicílios, construído pela Painel com a Secretaria a partir dos indicadores de vulnerabilidade da Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004).

Para que o relatório fosse reconhecido pela população, os setores censitários do IBGE foram agrupados em 14 regiões, o mais próximo possível dos bairros e das comunidades rurais, com a aprovação de pessoas com notório conhecimento geográfico do município: oito urbanas e seis rurais, entre elas os três distritos.

Em cada indicador, as regiões foram agrupadas em quartis, acima, em torno ou abaixo da mediana, para apontar os locais críticos. Com o software Pradim 3.0, os 11 indicadores da PNAS/2004 foram cruzados por análise multicritério, e as regiões foram classificadas em cinco grupos, de ótimo a péssimo.

Conheça o método da Painel

As 14 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)
Adelino ManoUrbana977
CentroUrbana4.730
Cidade NovaUrbana966
Distrito de Bom Jesus de AngicosOlhos D' Água; Marimbondo; Catana; Fazenda Cunhas; Jacarandá; Barro Preto; Mangonga.Rural850
Distrito de Santo Antônio da SerraOlhos D' Água de Jacuba.Rural550
Distrito de São José dos SalgadosRural2.403
EstivasOlaria; Serrinha.Rural442
Jardim AlvoradaUrbana980
Jardim VitóriaRural426
Nossa Senhora do CarmoUrbana2.472
RibeirosBarragem; Recanto dos Lagos; Barreira; Empanturrado; Vargem do Carmo.Rural389
São LuizUrbana1.881
SportUrbana1.078
Tupy e BonfimUrbana1.868

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010 (por setor censitário e microdados)
  • Estimativa de população do IBGE, 2014
  • Critério de Classificação Econômica Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP)

Rede de atendimento do município, 2014

  • Centro de Referência de Assistência Social (CRAS): PAIF, SCFV e oficinas
  • Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS): PAEFI, medidas socioeducativas e proteção especial a pessoas com deficiência e idosas
  • Plantão Social
  • Programa Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • Família Acolhedora
  • Departamento de Defesa Civil, Capacitação Profissional e Inclusão Digital: Pronatec e Telecentro

Pesquisa de campo, 2015

  • Questionário aplicado em 1.500 domicílios, em fevereiro e março de 2015
  • Cruzamento dos indicadores no software Pradim 3.0

Os resultados
em números

A pesquisa com as famílias calcula os 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004 em cada uma das 14 regiões e os compara com a média do município, e o cruzamento dos indicadores classifica as regiões de ótimo a péssimo. Os temas trazem o perfil do Censo de 2010, a percepção sobre idosos, pessoas com deficiência, mulheres, crianças e adolescentes, e a rede de atendimento.

regiões no grupo péssimo do cruzamento dos indicadores: o Distrito de Bom Jesus de Angicos e Tupy e Bonfim
2 de 14
Volume 1, cruzamento dos indicadores da PNAS/2004, 2015
das famílias em domicílio com infraestrutura inadequada; 98,3% no Distrito de Santo Antônio da Serra
23,9%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias com criança ou adolescente de 10 a 15 anos trabalhando; 19,0% em Ribeiros
8,3%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias com alguém de 16 anos ou mais procurando trabalho; 24,7% em Nossa Senhora do Carmo
15,5%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias na classe DE do Critério Brasil; 96,6% no Distrito de Santo Antônio da Serra
38,7%
Pesquisa amostral, 2015

Mapa social
por eixo

Escolha um eixo para ver quantos indicadores de cada uma das 14 regiões ficam piores que a média. Selecione uma região na lista para ver em quais indicadores ela fica pior que a média do município. As tabelas completas vêm logo abaixo.

Indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004

11 indicadores

No cruzamento dos 11 indicadores pelo software Pradim, o Distrito de Bom Jesus de Angicos e Tupy e Bonfim ficam no grupo péssimo, e os indicadores que mais pesam são as famílias com baixa renda, menores e pouco estudo (14,4% e 14,0% das famílias) e as famílias com baixa renda (12,3% em Tupy e Bonfim). A infraestrutura inadequada atinge mais de 85% das famílias nos Distritos de Bom Jesus de Angicos e de Santo Antônio da Serra, em Estivas e em Ribeiros. São Luiz, Jardim Vitória e Centro ficam no grupo ótimo.

Veja a tabela completa

Indicadores piores que a média:

  • Até um terço
  • Até dois terços
  • Mais de dois terços

As tabelas completas

Indicadores de vulnerabilidade da PNAS/200411 indicadores
Mapa social do eixo indicadores de vulnerabilidade da pnas/2004 em Carmo do Cajuru: o valor de cada indicador por região, a média do município, a contagem de indicadores piores que a média.
RegiãoInfraestrutura inadequadaFamílias com baixa rendaFamílias com baixa renda, menores e pouco estudoFamílias com mulheres responsáveis com filhos menores e sem estudoFamílias com pessoas desocupadasFamílias com trabalho infantilFamílias com criança ou adolescente fora da escolaFamílias com idosos e de baixa rendaFamílias com pessoas com deficiência e de baixa rendaFamílias com gravidez na adolescênciaRazão de dependência maior que 75%Piores que a média
Média do município23,9%maior é pior4,7%maior é pior6,7%maior é pior0,4%maior é pior15,5%maior é pior8,3%maior é pior0,1%maior é pior11,2%maior é pior3,1%maior é pior0,9%maior é pior13,4%maior é pior
Adelino Mano6,7%3,3%11,7%, pior que a média0,0%23,3%, pior que a média6,7%0,0%20,0%, pior valor entre as regiões5,0%, pior que a média0,0%11,7%4 de 11 (36,4%)
Centro5,2%1,9%3,0%0,0%10,8%8,6%, pior que a média0,0%7,8%3,3%, pior que a média1,9%, pior que a média17,1%, pior que a média4 de 11 (36,4%)
Cidade Nova6,3%2,7%3,6%0,9%, pior que a média13,5%3,6%0,0%5,4%3,6%, pior que a média0,9%6,3%2 de 11 (18,2%)
Distrito de Bom Jesus de AngicosOlhos D' Água, Marimbondo93,3%, pior que a média4,8%, pior que a média14,4%, pior valor entre as regiões1,0%, pior que a média16,3%, pior que a média11,5%, pior que a média0,0%18,3%, pior que a média2,9%1,0%, pior que a média21,2%, pior que a média9 de 11 (81,8%)
Distrito de Santo Antônio da SerraOlhos D' Água de Jacuba98,3%, pior valor entre as regiões8,6%, pior que a média6,9%, pior que a média0,0%12,1%10,3%, pior que a média0,0%12,1%, pior que a média3,4%, pior que a média0,0%22,4%, pior que a média7 de 11 (63,6%)
Distrito de São José dos Salgados13,2%5,8%, pior que a média8,4%, pior que a média1,1%, pior que a média13,7%10,0%, pior que a média0,0%15,8%, pior que a média2,6%0,5%15,8%, pior que a média6 de 11 (54,5%)
EstivasOlaria, Serrinha85,7%, pior que a média2,9%5,7%0,0%14,3%14,3%, pior que a média0,0%14,3%, pior que a média2,9%0,0%31,4%, pior valor entre as regiões4 de 11 (36,4%)
Jardim Alvorada12,9%6,5%, pior que a média6,5%0,0%12,9%17,7%, pior que a média1,6%, pior valor entre as regiões6,5%6,5%, pior valor entre as regiões3,2%, pior valor entre as regiões12,9%5 de 11 (45,5%)
Jardim Vitória6,9%3,4%3,4%0,0%20,7%, pior que a média10,3%, pior que a média0,0%13,8%, pior que a média0,0%0,0%0,0%3 de 11 (27,3%)
Nossa Senhora do Carmo6,7%6,7%, pior que a média6,7%0,0%24,7%, pior valor entre as regiões2,2%0,0%6,7%4,5%, pior que a média0,0%10,1%3 de 11 (27,3%)
RibeirosBarragem, Recanto dos Lagos96,4%, pior que a média6,0%, pior que a média9,5%, pior que a média1,2%, pior valor entre as regiões10,7%19,0%, pior valor entre as regiões0,0%8,3%1,2%0,0%16,7%, pior que a média6 de 11 (54,5%)
São Luiz6,3%1,3%3,8%0,0%22,8%, pior que a média3,2%0,0%2,5%1,3%0,0%6,3%1 de 11 (9,1%)
Sport2,2%4,4%2,2%0,7%, pior que a média13,9%2,2%0,0%18,2%, pior que a média1,5%0,7%10,2%2 de 11 (18,2%)
Tupy e Bonfim13,2%12,3%, pior valor entre as regiões14,0%, pior que a média0,0%21,1%, pior que a média9,6%, pior que a média0,0%15,8%, pior que a média5,3%, pior que a média1,8%, pior que a média8,8%7 de 11 (63,6%)

Fontes: Pesquisa amostral, 2015.

Os resultados
por tema

Perfil socioeconômico

Pelo Censo de 2010, a renda média dos domicílios era de R$ 1.078, de R$ 713 em Tupy e Bonfim a R$ 1.628 no Distrito de Santo Antônio da Serra. Nas regiões rurais faltavam rede geral de água, coleta de lixo e esgoto: em Ribeiros, nenhum domicílio tinha rede geral de água. A pesquisa de 2015 encontrou 45,7% das famílias com renda de 1 a 2 salários mínimos, mais domicílios próprios (80,3%) e menos domicílios sem coleta de lixo (3,9%, ante 7,4% em 2010).

renda média dos domicílios em Tupy e Bonfim, a menor; R$ 1.078 no município
R$ 713
IBGE, Censo 2010
dos domicílios de Ribeiros sem rede geral de água; 12,5% no município
100,0%
IBGE, Censo 2010
das famílias com renda de 1 a 2 salários mínimos
45,7%
Pesquisa amostral, 2015
dos domicílios são próprios, ante 74,4% no Censo de 2010
80,3%
Pesquisa amostral, 2015

Pessoas idosas

Em 2010, 11,8% da população tinha 60 anos ou mais, e a proporção chegava a 23,0% no Distrito de Santo Antônio da Serra e a 20,7% no de Bom Jesus de Angicos. Na pesquisa, 515 das 1.500 famílias tinham idosos, e em 57,1% delas o sustento dependia só do idoso. Em 79,2% dessas famílias nenhum idoso participava de programa voltado a eles; no Distrito de Santo Antônio da Serra, 92,0% disseram que o município não oferece.

da população do Distrito de Santo Antônio da Serra tem 60 anos ou mais; 11,8% no município
23,0%
IBGE, Censo 2010
das famílias com idosos dependem só do idoso para o sustento
57,1%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias com idosos sem nenhum idoso em programa voltado a eles
79,2%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias com idosos sem nenhum idoso com aposentadoria, pensão ou auxílio-doença
12,8%
Pesquisa amostral, 2015

Pessoas com deficiência

Pelo Censo de 2010, a deficiência visual era a mais frequente: 4,4% da população tinha grande dificuldade para enxergar ou não conseguia de modo algum. Na pesquisa, 135 das 1.500 famílias tinham pessoa com deficiência, em 54,8% dos casos física ou motora. Só 21,5% dessas pessoas trabalham, 24,4% não sabem ler e escrever, e 57,8% recebem auxílio do governo.

da população com grande dificuldade para enxergar ou que não enxerga de modo algum
4,4%
IBGE, Censo 2010
das pessoas com deficiência têm deficiência física ou motora
54,8%
Pesquisa amostral, 2015
das pessoas com deficiência trabalham
21,5%
Pesquisa amostral, 2015
das pessoas com deficiência não sabem ler e escrever
24,4%
Pesquisa amostral, 2015

Mulheres

Pelo Censo de 2010, as mulheres eram responsáveis por 25,0% dos domicílios, e por 33,9% em Tupy e Bonfim. Na pesquisa, 1.391 famílias tinham mulheres de 18 anos ou mais, e 95,5% disseram que os direitos das mulheres da casa são respeitados. A violência moral foi citada em 4,6% das entrevistas e a física em 4,2%, 6,9% no Jardim Vitória; 32,8% dos casos de violência física não foram denunciados.

dos domicílios de Tupy e Bonfim têm uma mulher como responsável; 25,0% no município
33,9%
IBGE, Censo 2010
das famílias relatam violência física contra uma mulher da casa
4,2%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias em que as mulheres não vão regularmente ao ginecologista
22,1%
Pesquisa amostral, 2015
das famílias sem mulheres em programa voltado a elas
77,2%
Pesquisa amostral, 2015

Crianças e adolescentes

Em 2010, Carmo do Cajuru tinha 5.635 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, 28,2% da população; no Jardim Vitória eram 39,0%, e a razão de dependência jovem chegava a 53,9%. A pesquisa ampliou para 4 a 17 anos a faixa do indicador de crianças fora da escola e encontrou 12, a maioria com 17 anos e nenhum com o ensino médio completo. Nas famílias com crianças de 10 a 15 anos trabalhando, nenhuma criança dessa idade estava fora da escola.

da população tem de 0 a 17 anos; 39,0% no Jardim Vitória
28,2%
IBGE, Censo 2010
de razão de dependência jovem no Jardim Vitória; 35,1% no município
53,9%
IBGE, Censo 2010
crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola, 66,7% com 17 anos
12
Pesquisa amostral, 2015
domicílios com adolescentes com filhos; em 38,5% dos casos, a gravidez foi aos 15 anos
13
Pesquisa amostral, 2015

A rede de atendimento

O mapeamento da rede reúne os atendimentos de 2014. O CRAS, a Casa das Famílias, acompanhou 790 pessoas no PAIF e 608 no SCFV, e o CREAS atendeu 107 pessoas, 70,1% delas no PAEFI; a negligência e/ou o abandono foi o direito violado em 47,7% dos casos. O Plantão Social atendeu 4.900 pessoas, e o Pronatec teve 446 inscritos para 234 vagas.

pessoas acompanhadas pelo PAIF, 140 delas incluídas no ano
790
CRAS, 2014
pessoas no SCFV, 58,4% de 7 a 14 anos
608
CRAS, 2014
dos 107 atendidos pelo CREAS tiveram como direito violado a negligência e/ou o abandono
47,7%
CREAS, 2014
inscritos para as 234 vagas do Pronatec
446
Departamento de Defesa Civil, Capacitação Profissional e Inclusão Digital, 2014

O que disseram
as famílias

A pesquisa de campo entrevistou 1.500 famílias nos seus domicílios, em fevereiro e março de 2015. A amostra, aleatória e estratificada pelos setores censitários do IBGE, foi calculada sobre os 6.299 domicílios do Censo de 2010, com confiança de 95% e erro máximo de 2,3%. Durante a coleta, o tamanho da amostra foi ajustado nos setores, porque de 2010 a 2015 muitos moradores deixaram a área rural pela urbana.

O questionário levantou as condições do domicílio e da família para os indicadores da PNAS/2004 e ouviu as famílias sobre idosos, pessoas com deficiência, mulheres, crianças e adolescentes, renda e satisfação com o município. Os blocos sobre idosos, mulheres e pessoas com deficiência foram respondidos pelas 515 famílias com idosos, pelas 1.391 com mulheres de 18 anos ou mais e pelas 135 com pessoa com deficiência.

O que a pesquisa encontrou

  1. 46,9% das famílias consideram sua situação econômica regular, ruim ou péssima; Ribeiros e o Distrito de São José dos Salgados são os menos satisfeitos com a renda.

  2. 53,1% consideram boa ou ótima sua situação social, de dignidade e de acesso à saúde e à educação; o Distrito de São José dos Salgados é o que mais a critica.

  3. 86,6% avaliam como boa ou ótima a satisfação em morar em Carmo do Cajuru, 93,1% no Distrito de Santo Antônio da Serra, e 72,2% avaliam bem a qualidade de vida.

  4. 27,0% das famílias com idosos dizem que ao menos um deles tem dificuldade de atendimento médico especializado, e a saúde aparece em 66,2% das sugestões para a pessoa idosa.

  5. Entre as pessoas com deficiência, 48,1% têm dificuldade no atendimento médico e 46,7%, de acessibilidade na cidade; os pedidos mais citados são mais médicos especialistas (25,3%) e acessibilidade nos locais públicos (18,4%).

  6. Para as mulheres, as famílias pedem sobretudo cursos, oficinas e oportunidades de emprego (34,5% das sugestões), atendimento de saúde (15,4%), mais ginecologistas (13,3%) e creches (13,0%).

Fonte: Pesquisa amostral com 1.500 famílias, fevereiro e março de 2015.

Considerações
e recomendações

As considerações finais apontam a infraestrutura dos domicílios rurais, a baixa renda ligada à pouca escolaridade, o trabalho infantil e as famílias com idosos de baixa renda como os pontos que pedem mais atenção. Lembram que 65,9% da população tem até o fundamental incompleto e que 8,3% das famílias têm crianças ou adolescentes que trabalham para ajudar na renda.

Apesar da satisfação das famílias em morar no município, a pesquisa mostra precariedade no atendimento de saúde, no acesso a médicos, no trabalho infantil e na renda, que o poder público deve pôr em pauta. O relatório pede que os programas sociais do município sejam fortalecidos, em consonância com a tipificação nacional dos serviços socioassistenciais.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, cruzamento dos indicadores, mapeamento da rede e Considerações finais.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 98 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico de vulnerabilidade social de Carmo do Cajuru?

A Painel Pesquisas e Consultoria, em 2015. O Diagnóstico de Vulnerabilidade Social de Carmo do Cajuru/MG foi idealizado pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Defesa Civil, depois que a Conferência Municipal de Assistência Social de 2013 o apontou como prioridade e o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) aprovou o uso de recursos federais. Uma Equipe de Acompanhamento, com membros do CMAS e da Secretaria, monitorou o trabalho, publicado em um volume de 98 páginas.

Quais regiões de Carmo do Cajuru são as mais vulneráveis?

No cruzamento dos 11 indicadores de vulnerabilidade da PNAS/2004, o Distrito de Bom Jesus de Angicos, na área rural, e Tupy e Bonfim, na urbana, ficam no grupo péssimo, sobretudo pela baixa renda e pelas famílias com baixa renda, crianças e responsável com pouco estudo. Os Distritos de Santo Antônio da Serra e de São José dos Salgados e o Jardim Alvorada ficam no grupo ruim. São Luiz, Jardim Vitória e Centro têm a melhor classificação de Carmo do Cajuru.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Carmo do Cajuru?

De uma pesquisa com 1.500 famílias de Carmo do Cajuru, feita em fevereiro e março de 2015, do Censo Demográfico do IBGE de 2010 e dos registros da rede de atendimento de 2014: CRAS, CREAS, Plantão Social, Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Família Acolhedora, Defesa Civil e Pronatec. Os setores censitários foram agrupados em 14 regiões, oito urbanas e seis rurais, reconhecíveis pelos moradores.

Quantas famílias de Carmo do Cajuru participaram da pesquisa?

1.500 famílias de Carmo do Cajuru responderam ao questionário nos seus domicílios, em fevereiro e março de 2015. A amostra foi calculada sobre os 6.299 domicílios do Censo de 2010 e estratificada pelos setores censitários, com confiança de 95% e erro máximo de 2,3%. Delas, 515 tinham idosos, 1.391 tinham mulheres de 18 anos ou mais e 135 tinham pessoa com deficiência; 86,6% avaliam como boa ou ótima a satisfação em morar no município.

O que o diagnóstico recomenda para Carmo do Cajuru?

Programas de geração de renda e de incentivo ao estudo para as famílias com crianças e adolescentes de Carmo do Cajuru; atenção à infraestrutura dos domicílios rurais; investimento na erradicação do trabalho infantil, presente em 8,3% das famílias entrevistadas; programas que complementem a renda das pessoas idosas; e o fortalecimento da rede socioassistencial, com os órgãos de atendimento integrados à Assistência Social e em consonância com o SUAS.

Idealização

Prefeitura de Carmo do Cajuru

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

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