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Painel Pesquisas e Consultoria
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2018 · Infância e adolescência

Canoinhas/SC — Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o primeiro diagnóstico da realidade social da criança e do adolescente de Canoinhas, para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Secretaria Municipal de Assistência Social e o Município. Publicado em 2018, o volume calcula 41 indicadores para as cinco regiões, com os registros da rede de 2017, e ouve 20 adolescentes, 11 pais e responsáveis e 10 técnicos em rodas de conversa.

Amanhecer em Canoinhas, com a neblina cobrindo o horizonte atrás das casas e árvores da cidade
Canoinhas · SC

41 indicadores em cinco regiões.
Adolescentes, famílias e rede ouvidos.

Iniciativa
CMDCA, Secretaria Municipal de Assistência Social e Município
Período
2018
Regiões
5, uma delas a zona rural
Indicadores
41, do perfil e dos 5 direitos do ECA
Relatórios
1 volume, 127 páginas
Pessoas ouvidas
20 adolescentes, 11 pais e responsáveis e 10 técnicos da rede

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente é o primeiro feito em Canoinhas. Foi realizado pela Painel Pesquisas e Consultoria para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Secretaria Municipal de Assistência Social e o Município de Canoinhas, e a Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico sugeriu e validou a divisão do território em regiões.

Seu objetivo é subsidiar o CMDCA e as instâncias governamentais e não governamentais na formulação e na execução das políticas públicas, e aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes, com um panorama dos indicadores sociais ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e das ações necessárias para atender plenamente a política da criança e do adolescente.

O volume traz a apresentação do município, as notas metodológicas, os direitos do ECA e o mapeamento da rede de atendimento, os indicadores do perfil socioeconômico e de cada um dos cinco direitos, com as principais considerações de cada eixo, a pesquisa de percepção feita em rodas de conversa com adolescentes, pais e responsáveis e a rede de atendimento, e as considerações finais.

O município
de Canoinhas

Criado em 1911 como Santa Cruz de Canoinhas, numa área então disputada pelo Paraná e por Santa Catarina, o município fica no vale do Canoinhas, a 765 metros de altitude, e teve na erva-mate e na madeira a base da sua economia. A Região 5, a zona rural, é a mais populosa, com 27,7% dos habitantes.

habitantes
52.765
IBGE, Censo 2010
habitantes na estimativa do IBGE para 2017
54.403
IBGE, estimativa 2017
IDHM, faixa alta: 420º entre os 5.565 municípios brasileiros
0,757
PNUD, Ipea e FJP, 2010
da população na área urbana
74,4%
IBGE, Censo 2010
índice de Gini, ante 0,60 em 2000
0,49
Atlas Brasil, 2010

Como foi
feito

Com a Comissão de Acompanhamento do Diagnóstico, Canoinhas foi dividida em cinco regiões homogêneas e contínuas, formadas pelos setores censitários do IBGE de 2010: as Regiões 1 a 4 reúnem bairros e localidades, e a Região 5, a zona rural e os demais setores. Nos setores originais, a Região 3 (Boa Vista e Piedade) é descontínua; a comissão pactuou unir as duas partes, porque a área incorporada não tem moradores.

Os indicadores usam os registros da rede de atendimento de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017 e bases oficiais como o Censo Demográfico de 2010, o DATASUS e o Censo Escolar. Cada indicador é calculado sobre a população da região, em percentual ou em taxa por mil habitantes, e comparado com a média do município; o relatório mede ainda quantas vezes o maior valor entre as regiões supera o menor. Parte das bases da educação só permite comparar as zonas urbana e rural, e a Delegacia forneceu os atos infracionais apenas para o município.

Em junho de 2018, rodas de conversa com adolescentes das áreas urbana e rural, com pais e responsáveis e com técnicos da rede de atendimento completaram os indicadores com uma pesquisa qualitativa.

Conheça o método da Painel

As 5 regiões do diagnóstico

RegiãoBairros e localidadesPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Região 1Água Verde; Campo d’Água Verde; Industrial II.12.9944.144
Região 2Industrial I; Jardim Esperança; Alto da Tijuca.11.1603.533
Região 3Boa Vista; Piedade.4.2791.167
Região 4Sossego; Alto das Palmeiras; Centro; Tricolin.9.7262.205
Região 5Zona Rural (demais setores)14.6064.540

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE e seus microdados, 2010
  • Estimativa populacional do IBGE, 2017
  • Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD, Ipea e FJP), 2010
  • DATASUS: SINASC, SIM e SINAN, 2017
  • Censo Escolar do INEP, 2017
  • SISC, atendimentos do SCFV, 2017

Rede de atendimento do município, 2017

  • Conselho Tutelar
  • CRAS: Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)
  • CREAS: PAEFI e medidas socioeducativas em meio aberto
  • Unidade de Acolhimento Santa Clara
  • Delegacia de Polícia Civil
  • Secretaria Municipal de Saúde
  • Programa APOIA, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

Os resultados
em números

O volume calcula 41 indicadores do perfil do município e dos cinco direitos do ECA, com dados do IBGE, do DATASUS, do Censo Escolar e da rede de atendimento, e compara a maior parte deles entre as cinco regiões, ou entre as zonas urbana e rural. Cada eixo termina com as considerações sobre a região que mais preocupa.

notificações de violação da liberdade, do respeito e da dignidade por mil crianças e adolescentes na Região 3; 30,2 no município
66,0
Conselho Tutelar, 2017
dos nascidos vivos são de mães de 10 a 19 anos; 31,8% na Região 1 e 13,1% em Santa Catarina em 2016
24,4%
SINASC, 2017
dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 20,2% na zona rural
15,1%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creche; a meta do PME é de 50% até 2024
33,0%
INEP, 2017; DATASUS, 2013 a 2016
dos 164 atendidos no SCFV estão em situação prioritária; a meta da PNAS é de 50%
87%
SISC, 2017
adolescentes da roda de conversa urbana já tinham ouvido falar do CMDCA; na rural, nenhum
3
Rodas de conversa com adolescentes, 2018

Os resultados
por direito

Perfil socioeconômico

Pelo Censo de 2010, Canoinhas tinha 15.589 crianças e adolescentes, 29,5% da população, proporção que chega a 31,9% na Região 1 e cai a 22,7% na Região 4, que inclui o Centro. A Região 5, a zona rural, é a mais populosa e concentra a baixa renda: 11,4% dos seus domicílios tinham renda per capita de até 1/4 do salário mínimo, ante 6,1% no município e 1,1% na Região 4. A razão de dependência jovem é de 36,5%, perto da do Brasil (37,0%), e chega a 40,2% na Região 1.

da população tem de 0 a 17 anos; 31,9% na Região 1
29,5%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Região 5 com renda per capita de até 1/4 do salário mínimo; 6,1% no município
11,4%
IBGE, Censo 2010 (microdados)
de razão de dependência jovem na Região 1; 36,5% no município
40,2%
IBGE, Censo 2010
da população era pobre em 2010, ante 44,31% em 1991
8,63%
Atlas Brasil, 2010

Direito à convivência familiar e comunitária

Em 2017, o Conselho Tutelar registrou 252 notificações de violação do direito à convivência familiar e comunitária, 16,2 por mil crianças e adolescentes: 43,7 na Região 3 e 5,4 na Região 4. A negligência familiar responde por 40,9% delas, e sua taxa também é a mais alta na Região 3 (15,4 por mil). Os três CRAS fizeram 786 atendimentos no PAIF, 56% por vulnerabilidade social, e 87% dos 164 atendidos no SCFV estavam em situação prioritária. O PAEFI acompanhou 78 crianças e adolescentes, 20,5% por violência sexual, e a Unidade de Acolhimento Santa Clara recebeu 12, 75,0% por negligência.

notificações de violação da convivência familiar e comunitária por mil crianças e adolescentes na Região 3; 16,2 no município
43,7
Conselho Tutelar, 2017
das 252 notificações por negligência familiar; 28,6% por conflito familiar
40,9%
Conselho Tutelar, 2017
dos atendidos no SCFV em situação prioritária; a meta da PNAS é de 50%
87%
SISC, 2017
acompanhados no PAEFI por mil crianças e adolescentes na Região 3; 5,0 no município
9,4
CREAS, 2017
dos 12 acolhimentos institucionais motivados por negligência
75,0%
Unidade de Acolhimento Santa Clara, 2017

Direito à liberdade, respeito e dignidade

O Conselho Tutelar registrou 471 notificações de violação da liberdade, do respeito e da dignidade em 2017, 30,2 por mil crianças e adolescentes, com 66,0 na Região 3 e 43,9 na Região 1. A violência física aparece em 70,5% delas e a psicológica em 63,9%; as 24 notificações de violência sexual dão 1,5 por mil no município e 2,9 na Região 1. A Delegacia registrou 148 atos infracionais, 25,0 por mil adolescentes de 12 a 17 anos, sem detalhe por região, e 86 ocorrências contra crianças e adolescentes. O CREAS acompanhou 37 medidas socioeducativas em meio aberto, 86,5% delas de jovens do sexo masculino, e o SIM não registrou homicídio de crianças e adolescentes.

notificações de violação por mil crianças e adolescentes na Região 3; 30,2 no município
66,0
Conselho Tutelar, 2017
notificações de violência sexual por mil crianças e adolescentes na Região 1; 1,5 no município
2,9
Conselho Tutelar, 2017
medidas socioeducativas por mil adolescentes de 12 a 17 anos na Região 1; 6,3 no município
14,7
CREAS, 2017
ocorrências contra crianças e adolescentes na Delegacia, 34,9% de lesão corporal e 18,6% de abuso sexual
86
Delegacia, 2017
homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos
Nenhum
SIM, 2017

Direito à vida e saúde

Em 2017 foram registrados 675 nascidos vivos, 12,8 por mil habitantes. 24,4% dos nascidos vivos eram filhos de mães de 10 a 19 anos, quase o dobro de Santa Catarina (13,1%), com 31,8% na Região 1; 7,3% nasceram com baixo peso, 11,4% na Região 3. Houve um óbito infantil, na Região 4. O Conselho Tutelar registrou 210 violações do direito à vida e saúde, 13,5 por mil crianças e adolescentes e 42,8 na Região 3, sobretudo por negligência em relação à saúde (34,3%), porte ou uso de álcool e outras drogas (26,7%) e depressão (19,0%).

dos nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos; 31,8% na Região 1
24,4%
SINASC, 2017
dos nascidos vivos da Região 3 com baixo peso; 7,3% no município
11,4%
SINASC, 2017
notificações de violação do direito à vida e saúde por mil crianças e adolescentes na Região 3; 13,5 no município
42,8
Conselho Tutelar, 2017
dessas notificações por porte ou uso de álcool e outras drogas; 19,0% por depressão
26,7%
Conselho Tutelar, 2017
das crianças e adolescentes têm pelo menos uma deficiência; 8,3% no Brasil
6,3%
IBGE, Censo 2010 (microdados)

Direito à educação, esporte, cultura e lazer

Pelo Censo de 2010, 15,1% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam fora da escola, 20,2% na zona rural, abaixo de Santa Catarina (16,7%) e do Brasil (19,8%). Pela estimativa de 2017, 33,0% das crianças de 0 a 3 anos estavam em creche, para uma meta de 50% até 2024, e 65,7% das de 4 e 5 anos na pré-escola, que deveria estar universalizada em 2016. O abandono no ensino médio chega a 6,4% na rede pública e é nulo na privada. O Conselho Tutelar registrou 248 violações deste direito, 98% por evasão ou infrequência, 42,0 por mil na Região 3, e 68 das 242 fichas do Programa APOIA abertas pelas escolas não foram resolvidas.

dos adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola; 20,2% na zona rural
15,1%
IBGE, Censo 2010
das crianças de 0 a 3 anos em creche; 65,7% das de 4 e 5 anos na pré-escola
33,0%
INEP, 2017; DATASUS, 2011 a 2016
notificações de violação do direito à educação por mil crianças e adolescentes na Região 3; 15,9 no município
42,0
Conselho Tutelar, 2017
abandonos por cem matrículas no ensino médio público; nenhum na rede privada
6,4
INEP, 2017

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

O Conselho Tutelar registrou 12 notificações de trabalho infantil em 2017, 0,8 por mil crianças e adolescentes: 7 na Região 3, que chega a 6,0 por mil, e nenhuma nas Regiões 1 e 4. Pelo Censo de 2010, 287 dos 441 adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola também não trabalhavam. Nas rodas de conversa, a maior parte dos adolescentes da área rural disse ajudar a família na propriedade ou em casa, em atividades sazonais, e os da área urbana pediram cursos profissionalizantes gratuitos e programas de inserção no mercado de trabalho.

notificações de trabalho infantil no Conselho Tutelar, 7 delas na Região 3
12
Conselho Tutelar, 2017
notificações por mil crianças e adolescentes na Região 3; 0,8 no município e nenhuma nas Regiões 1 e 4
6,0
Conselho Tutelar, 2017
dos 441 adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola também não trabalhavam
287
IBGE, Censo 2010

O que disseram
adolescentes, pais e a rede

Em junho de 2018, a pesquisa de percepção ouviu adolescentes, pais e responsáveis e a rede de atendimento em rodas de conversa. É uma pesquisa qualitativa, em que o número de grupos e de participantes não é o foco. Vinte adolescentes de 12 a 17 anos, escolhidos ao acaso por técnicos e professores, formaram dois grupos, em uma escola da área urbana e outra da área rural; os pais e responsáveis se reuniram na sede do CIEE.

A roda da rede de atendimento, na sede da Prefeitura, reuniu 10 técnicos (6 assistentes sociais, 1 psicólogo, 1 pedagogo e 2 professores ou educadores) do CREAS, dos CRAS, do CMDCA, das Secretarias Municipais de Assistência Social, de Saúde e de Educação, da Fundação de Esporte e Lazer e do Hospital Santa Cruz, com um questionário semiestruturado. Os resultados são apresentados por grupo e pelos eixos de direitos do ECA.

Rodas de conversa

Adolescentes de 12 a 17 anos das áreas urbana e rural
20
participantes, em junho de 2018
Pais e responsáveis
11
participantes, em junho de 2018
Técnicos da rede de atendimento pública
10
participantes, em junho de 2018

O que a pesquisa encontrou

  1. Só 3 adolescentes do grupo urbano já tinham ouvido falar do CMDCA, e nenhum do grupo rural; no grupo rural, apenas uma adolescente tinha ouvido falar do ECA.

  2. 80% dos adolescentes do grupo urbano gostam de praticar esportes, mas a escola oferece só futebol; ela tem 3 projetores multimídia para 56 professores e 15 turmas.

  3. Na área rural, os adolescentes passam de 40 minutos a uma hora e meia no ônibus até a escola, alguns andam de 6 a 10 quilômetros até o asfalto para pegar ônibus, e a maioria nunca foi ao cinema.

  4. A psicologia foi criticada em todos os grupos: uma adolescente espera atendimento desde o começo do ano com senha acima de 400, uma mãe está há mais de quatro meses na fila, e a policlínica tem só 2 psicólogos.

  5. Para a rede, faltam profissionais, estrutura e transporte: o CREAS faz em média 150 atendimentos por mês no PAEFI com duas equipes, e um conjunto habitacional de quase 400 famílias chegou à área do CRAS Piedade.

Fonte: Rodas de conversa com adolescentes, pais e responsáveis e a rede, junho de 2018.

Considerações
e recomendações

As considerações finais apontam que o mapeamento identificou os territórios com maior incidência de vulnerabilidades e diferenças entre as cinco regiões, ligadas à ausência e à dificuldade de acesso a serviços públicos e privados em certas localidades. Nos indicadores, a Região 3 (Boa Vista e Piedade) tem as maiores taxas de violação registradas pelo Conselho Tutelar e, para o relatório, precisa de ações específicas para o enfrentamento das violências.

As rodas de conversa mostram que quase todos os adolescentes não pretendem morar em Canoinhas no futuro, sobretudo pela falta de emprego e de ensino técnico e superior, e o diagnóstico alerta o município para isso. A falta de informação e de um protocolo definido para os casos de violência e de violação de direitos é apontada como uma fragilidade do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume 1, Principais considerações de cada eixo, Encerramento das pesquisas de percepção e Considerações finais, 2018.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 127 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da realidade social da criança e do adolescente de Canoinhas?

A Painel Pesquisas e Consultoria, que o publicou em agosto de 2018. O Diagnóstico da Realidade Social da Criança e do Adolescente de Canoinhas/SC foi feito para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Secretaria Municipal de Assistência Social e o Município, com uma Comissão de Acompanhamento que validou as cinco regiões. É o primeiro do município, e o volume tem 127 páginas.

Quais regiões de Canoinhas têm os piores indicadores?

O diagnóstico de Canoinhas não faz um ranking geral, mas compara cada indicador entre as cinco regiões. A Região 3 (Boa Vista e Piedade) tem as maiores taxas de notificações do Conselho Tutelar em quase todos os direitos: 66,0 violações da liberdade, do respeito e da dignidade por mil crianças e adolescentes, ante 30,2 no município, e 43,7 da convivência familiar. A Região 1 lidera a violência sexual, as medidas socioeducativas e a gravidez na adolescência, e a Região 5, rural, a pobreza.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Canoinhas?

Dos registros de 2017 da rede de atendimento de Canoinhas, como o Conselho Tutelar, os CRAS, o CREAS, a Unidade de Acolhimento Santa Clara, a Delegacia de Polícia Civil e as fichas do Programa APOIA abertas pelas escolas, e de bases oficiais: o Censo Demográfico de 2010 e seus microdados, o DATASUS (SINASC, SIM e SINAN), o Censo Escolar de 2017 e o Atlas do Desenvolvimento Humano. A população das regiões vem do Censo de 2010.

Quem foi ouvido na pesquisa de percepção de Canoinhas?

Em junho de 2018, rodas de conversa ouviram 20 adolescentes de 12 a 17 anos, em uma escola da área urbana e outra da área rural, 11 pais e responsáveis e 10 técnicos da rede de atendimento de Canoinhas. A pesquisa é qualitativa. Os adolescentes pediram mais lazer, esporte e cursos gratuitos, e quase todos dizem não pretender morar no município no futuro, pela falta de emprego e de ensino superior.

O que o diagnóstico recomenda para Canoinhas?

O diagnóstico de Canoinhas propõe oficinas e rodas de conversa para orientar os pais, mediação comunitária e círculos restaurativos nas escolas, investigar por que os adolescentes faltam à escola e ampliar as atividades de cultura, esporte e lazer, levando-as às localidades distantes e à área rural. Pede ainda preparar melhor os pais adotantes, mapear as demandas de saúde mental e, na Região 3, ações específicas para o enfrentamento das violências.

Iniciativa

Município de Canoinhas

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

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