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Painel Pesquisas e Consultoria
Nossos projetos

2019 — 2020 · Infância e adolescência

Antônio Prado/RS — Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente

A Painel Pesquisas e Consultoria realizou o primeiro diagnóstico social da criança e do adolescente de Antônio Prado, idealizado pelo COMDICA e financiado pela Ceran. Publicado em 2020, o volume compara 30 indicadores entre as seis regiões do município, analisa as denúncias de 250 crianças e adolescentes no Conselho Tutelar, ouve 295 adolescentes e traz o plano decenal.

Vista do centro histórico de Antônio Prado, com casarões de madeira dos imigrantes italianos e os morros ao fundo
Antônio Prado · RS

30 indicadores em seis regiões.
295 adolescentes ouvidos.

Iniciativa
COMDICA, com financiamento da Ceran
Período
2019 a 2020
Regiões
6: 5 urbanas e a Região Rural
Indicadores
30 por região, em 6 eixos
Relatórios
1 volume, 174 páginas
Pessoas ouvidas
295 adolescentes de 12 a 17 anos

Sobre o
diagnóstico

O Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente é o primeiro realizado em Antônio Prado. Foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA), com financiamento da Cia Energética Rio das Antas (Ceran) e apoio da Secretaria Municipal de Habitação e Assistência Social, da Administração Municipal e do Programa Cidades Sustentáveis, e seguiu as diretrizes do termo de referência do edital convocatório.

Seu objetivo é subsidiar o COMDICA e as instâncias governamentais e não governamentais na formulação e na execução das políticas públicas, aproximar o poder público e a sociedade civil da realidade das comunidades onde vivem as crianças e os adolescentes e oferecer um panorama dos indicadores ligados aos direitos fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Esses indicadores são a base do Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente do município.

O volume único traz os dados gerais e o perfil demográfico e socioeconômico do município, o mapeamento das 38 instituições da rede de atendimento, os indicadores de cada direito do ECA por região e os projetos governamentais e não governamentais. Em seguida vêm a pesquisa de percepção com 295 adolescentes, as rodas de conversa com os atores do Sistema de Garantia de Direitos, o plano decenal e as considerações finais.

O município
de Antônio Prado

Antônio Prado fica na Serra Gaúcha, entre o Rio das Antas e o Rio da Prata. Fundada em 1886 como a última colônia de imigração italiana, tem o maior acervo arquitetônico em área urbana da colonização italiana no país, com 48 edificações tombadas pelo IPHAN. O município tem 347,72 km² e foi instalado em 1899.

habitantes
12.833
IBGE, Censo 2010
habitantes por km²
36,92
Atlas Brasil, 2010
IDHM, faixa alta: 74º entre os 496 municípios do Rio Grande do Sul
0,758
Atlas Brasil, 2010
da população na área urbana
72,0%
IBGE, Censo 2010
índice de Gini, ante 0,49 em 2000
0,41
Atlas Brasil, 2010
da população tem de 0 a 17 anos
22,6%
IBGE, Censo 2010

Como foi
feito

Com a Comissão de Acompanhamento do diagnóstico e técnicos da Secretaria de Assistência Social, Antônio Prado foi dividida em seis regiões de perfil socioeconômico homogêneo, formadas por bairros e localidades e respeitando os setores censitários do IBGE: as Regiões 1 a 5, na área urbana, e a Região Rural, com as capelas e linhas do interior.

Cada indicador é calculado sobre a população residente da região, em percentual ou em taxa por mil habitantes, comparado com a média do município e classificado por tercis em Baixo, Médio e Alto num cartograma. Os dados primários e secundários são de 2018 e 2019, e a população de cada região vem do Censo Demográfico de 2010. Os nascimentos, sem endereço na base do SINASC, e as internações, fornecidas só no total, são analisados para o município como um todo.

A pesquisa de percepção com adolescentes de 12 a 17 anos foi aplicada em 2019 nas escolas públicas e privadas, com questionário elaborado pela Painel com a Comissão de Acompanhamento. Duas rodas de conversa ouviram conselheiros, técnicos da rede de proteção, professores e pais atuantes na comunidade, e o plano decenal foi construído com representantes das secretarias municipais e da sociedade civil.

Conheça o método da Painel

As 6 regiões do diagnóstico

Área urbana: regiões 1 a 5

12345

Município: Região Rural e área urbana

Região Rural12345
Fonte: Volume único, Figura 1: divisão territorial das regiões do município.
RegiãoBairros e localidadesSituaçãoPopulação (2010)De 0 a 17 anos
Região 1Centro; Avenida; Bairro da Gruta; Florense.Urbana3.316684
Região 2Fátima; Imigrante; Centenário; São Luís.Urbana1.683414
Região 3Aparecida; Vista Alegre; Rodeio.Urbana1.267378
Região 4Paese Novo; Panorâmico; Prolurb; Centro de Eventos; Equador; Germano Girotto; Travessa Argentina.Urbana1.445385
Região 5Planalto; Cidade Alta; Cidade Prado; Colina; Jeacomo Mondadori; Madeprado.Urbana1.510295
Região RuralCapela; Capela 2 de Julho; Capela Bago Forte; Capela Caravagio; Capela Nossa Senhora das Graças; Capela Santo Antônio; Capela Santa Isidoro; Capela São Brás; Capela São João; Capela São José; Capela São Paulo; Capela São Pedro; Capela São Roque; Capela São Valentin; Linha 10 de Julho; Linha 21 de Abril; Linha 30; Linha Almeida; Linha Amarilio; Linha Camargo; Linha Cavour; Linha Nossa Senhora da Saúde; Linha São João; Beltrame; Vila Santana.Rural3.612744

Fonte da população: IBGE, Censo 2010.

Bases oficiais

  • Censo Demográfico do IBGE, 2010 (microdados e agregados)
  • Atlas Brasil (PNUD, Fundação João Pinheiro e IPEA), dados de 1991 a 2010
  • Cadastro Único (CadÚnico), pelo CECAD, 2018
  • DATASUS: SINASC e SIM, 2016 a 2018; SINAN e SIH, 2018
  • Censo Escolar do INEP
  • RAIS, 2018

Rede de atendimento do município, 2018 e 2019

  • Fichas de atendimento do Conselho Tutelar, 2018
  • Acompanhamentos do PAIF, no CRAS, e atendimentos do SCFV, 2018
  • Boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS), 2018
  • Secretaria Municipal de Educação: infrequência escolar, FICAI e fila da creche, 2018, e projetos, 2019
  • Beneficiários do BPC, Secretaria Municipal da Assistência Social, 2019
  • Organizações não governamentais vinculadas ou inscritas no COMDICA

Os resultados
em números

O volume calcula 30 indicadores para cada uma das seis regiões, no perfil demográfico e socioeconômico e nos cinco direitos fundamentais do ECA, e classifica as regiões por tercis em cada um. Não há matriz nem ranking geral, mas o relatório aponta várias vezes a Região 3 como a de maior vulnerabilidade. A pesquisa de percepção traz a opinião de 295 adolescentes.

crianças e adolescentes com denúncias no Conselho Tutelar, 86,2 por mil de 0 a 17 anos; 230,2 na Região 3
250
Conselho Tutelar, 2018
crianças e adolescentes com infrequência escolar por mil de 6 a 17 anos na Região 3; 58,0 no município
335,8
Secretaria Municipal de Educação, 2018
dos domicílios da Região 3 com renda per capita de até ½ salário mínimo; 7,8% no município
15,6%
IBGE, Censo 2010
das pessoas de 10 a 17 anos estavam ocupadas, ante 15,6% no Rio Grande do Sul
26,3%
IBGE, Censo 2010
dos adolescentes ouvidos trabalham; 80,6% na Região Rural
46,1%
Pesquisa com adolescentes, 2019
dos adolescentes ouvidos já tentaram suicídio; 9,8% já se automutilaram
8,1%
Pesquisa com adolescentes, 2019

Os resultados
por direito

Perfil demográfico e socioeconômico

Em 2010, Antônio Prado tinha 2.900 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, 22,6% da população, ante 27,0% no Rio Grande do Sul. A Região Rural reúne o maior número (744), mas a Região 3 tem a maior proporção (29,8%) e a maior razão de dependência jovem (35,6%). A Região 3 concentra também os domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo: 15,6%, ante 7,8% no município e 4,6% na Região 5.

da população da Região 3 tem de 0 a 17 anos, ante 22,6% no município
29,8%
IBGE, Censo 2010
dos domicílios da Região 3 com renda per capita de até ½ salário mínimo; 4,6% na Região 5
15,6%
IBGE, Censo 2010
razão de dependência total na Região Rural; 52,3% no município
59,6%
IBGE, Censo 2010
moradores por domicílio na Região Rural; 2,7 na Região 1
3,4
IBGE, Censo 2010

Direito à vida e saúde

Sem endereço na base do SINASC, as estatísticas vitais são analisadas só para o município. Em 2018 nasceram 122 crianças, 8,2% delas de mães de 10 a 19 anos. A mortalidade infantil caiu de 29,2 por mil nascidos vivos em 2016 para 16,4 em 2018, mas no período ficou acima da taxa do país e da do estado. O SINAN notificou 11,7 agravos por mil crianças e adolescentes, 31,7 na Região 3. O Conselho Tutelar registrou 45 violações deste direito, 24,4% por posse ou uso de álcool ou drogas, com a maior taxa na Região 4.

óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos em 2018; 29,2 em 2016
16,4
SIM e SINASC, 2016 a 2018
dos nascidos vivos são filhos de mães de 10 a 19 anos, ante 11,9% no estado
8,2%
SINASC, 2018
agravos notificados por mil crianças e adolescentes na Região 3; 11,7 no município
31,7
SINAN, 2018
violações do direito à vida e saúde por mil na Região 4; 15,5 no município
54,5
Conselho Tutelar, 2018

Direito à educação, cultura, esporte e lazer

O Conselho Tutelar registrou 104 violações deste direito em 2018, 97,1% delas por infrequência escolar: 35,9 por mil crianças e adolescentes no município, 89,9 na Região 3 e 3,4 na Região 5. Nos registros da Secretaria Municipal de Educação, a infrequência de 6 a 17 anos chega a 335,8 por mil na Região 3, e 66,4% das 125 FICAIs abertas em 2018 foram encaminhadas ao Conselho Tutelar. As 15 crianças de 0 a 3 anos na fila da creche eram da Região 2 e foram atendidas em 2019.

violações do direito à educação por mil crianças e adolescentes na Região 3; 35,9 no município
89,9
Conselho Tutelar, 2018
com infrequência escolar por mil de 6 a 17 anos na Região 3; 58,0 no município
335,8
Secretaria Municipal de Educação, 2018
das 125 FICAIs abertas foram encaminhadas ao Conselho Tutelar
66,4%
Secretaria Municipal de Educação, 2018
projetos da Secretaria Municipal de Educação são oferecidos no centro
12 de 14
Secretaria Municipal de Educação, 2019

Direito à liberdade, respeito e dignidade

Somadas todas as denúncias, o Conselho Tutelar atendeu 250 crianças e adolescentes em 2018, 86,2 por mil de 0 a 17 anos: 230,2 na Região 3 e 192,2 na Região 4, ante 9,7 na Região 2. A mãe (79,6%) e o pai (75,2%) são os principais agentes violadores. As 80 violações deste direito chegam a 80,5 por mil na Região 4, que tem também a maior taxa de violência sexual. A polícia registrou 17 crianças e adolescentes vítimas e 9 adolescentes autores de ato infracional, 3 deles por tráfico de drogas.

crianças e adolescentes com denúncias no Conselho Tutelar por mil na Região 3; 86,2 no município
230,2
Conselho Tutelar, 2018
das denúncias têm a mãe como agente violador; 75,2%, o pai
79,6%
Conselho Tutelar, 2018
denúncias de violência sexual por mil na Região 4; 4,1 no município
20,8
Conselho Tutelar, 2018
crianças e adolescentes vítimas em boletins de ocorrência, 41,2% por lesão corporal
17
SSP/RS, 2018

Direito à convivência familiar e comunitária

O Conselho Tutelar registrou 117 violações deste direito em 2018, 40,3 por mil, com 121,7 na Região 3 e 116,9 na Região 4. A negligência (35,0%), o ambiente familiar impróprio, conflituoso ou violento (25,6%) e o uso de álcool ou drogas pelos pais (20,5%) são os fatos mais citados. A Região 3 tem ainda as maiores taxas de crianças e adolescentes acompanhados no PAIF (73,8 por mil) e atendidos no SCFV (184,5). No CadÚnico, 55,0% dos domicílios com crianças e adolescentes têm renda per capita de até R$ 170,00.

violações por mil crianças e adolescentes na Região 3; 40,3 no município
121,7
Conselho Tutelar, 2018
denúncias de negligência por mil na Região 4; 17,2 no município
67,5
Conselho Tutelar, 2018
atendidos no SCFV por mil de 6 a 17 anos na Região 3; 55,2 no município
184,5
Secretaria Municipal de Habitação e Assistência Social, 2018
dos domicílios do CadÚnico com crianças e adolescentes têm renda per capita de até R$ 170,00; 70,4% na Região 5
55,0%
CECAD, 2018

Direito à profissionalização e proteção no trabalho

No Censo de 2010, 26,3% das pessoas de 10 a 17 anos estavam ocupadas, ante 15,6% no Rio Grande do Sul, e entre as de 16 e 17 anos eram 62,5%. Em 2018, 127 adolescentes de 15 a 17 anos tinham contrato formal, 68,5% de aprendizagem, e 81,1% ganhavam até um salário mínimo. O Conselho Tutelar registrou 9 casos de trabalho infantil, todos nas Regiões 1, 3 e 4, e nenhuma criança ou adolescente tinha indicação de trabalho infantil no CadÚnico.

das pessoas de 10 a 17 anos ocupadas, ante 15,6% no Rio Grande do Sul
26,3%
IBGE, Censo 2010
das pessoas de 16 e 17 anos ocupadas, ante 35,8% no estado
62,5%
IBGE, Censo 2010
adolescentes de 15 a 17 anos com contrato formal, 68,5% de aprendizagem
127
RAIS, 2018
casos de trabalho infantil por mil de 6 a 17 anos nas Regiões 3 e 4; 4,2 no município
14,8
Conselho Tutelar, 2018

O que disseram
os adolescentes

A pesquisa de percepção ouviu 295 adolescentes de 12 a 17 anos em 2019, em sete escolas públicas e privadas do município, com questionário de perguntas fechadas aplicado por pesquisadores treinados, sob confidencialidade e sigilo. O plano amostral previa 941 entrevistas, em amostra aleatória estratificada por unidade escolar e etapa de ensino, com confiança de 95% e erro de 1,7%.

O questionário, elaborado pela Painel com a Comissão de Acompanhamento, seguiu os direitos fundamentais do ECA. Dos 295 entrevistados, 55,9% são do sexo masculino, 28,5% moram na Região 4, 22,7% na Região Rural e 21,7% na Região 1.

O que a pesquisa encontrou

  1. 71,9% dizem não conhecer o ECA, e 69,8% destes nunca o viram. 91,5% gostam de morar no município; entre os que não gostam, 32,0% citam as poucas opções de lazer.

  2. 46,1% trabalham: 80,6% na Região Rural e 30,0% na Região 3. Entre os que trabalham, 67,6% não têm registro formal, 44,9% estão na agricultura e 61,0% trabalham para a família.

  3. 74,2% sentem falta de cinema, e 85,8% gostariam de fazer um curso ou oficina, sobretudo profissionalizante (38,3%), em que a informática soma 72,2% das citações.

  4. 75,3% se sentem sempre bem cuidados em casa, mas 35,6% dizem que a família não conversa sobre drogas, preconceito, violência ou sexualidade. Sobre sexo, 58,6% conversam com os amigos e 33,9% com a mãe.

  5. 66,1% se sentem felizes na maior parte do tempo e 32,2% ansiosos; 9,8% já se automutilaram e 8,1% já tentaram suicídio.

  6. 40,0% já sofreram violência psicológica ou bullying, 84,7% delas na escola. 64,1% já usaram álcool, que só 45,4% consideram uma droga, e 6,8% já usaram maconha.

Fonte: Pesquisa de percepção com adolescentes, 2019.

Considerações
e recomendações

As considerações finais apresentam o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Antônio Prado, construído com os indicadores do diagnóstico e idealizado pelo COMDICA, como o planejamento dos próximos dez anos para os gestores e a sociedade civil. Suas ações, organizadas pelos cinco direitos do ECA com metas, prazos e responsáveis, devem entrar a cada ano no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Da pesquisa com adolescentes, o relatório destaca a tentativa de suicídio, a tristeza e o preconceito como temas para ações de prevenção e conscientização, e propõe trabalhar com agricultores, comerciantes e prestadores de serviço a contratação pelo Programa Jovem Aprendiz.

O que o diagnóstico recomenda

Fonte: Volume único, Plano Decenal e Considerações finais.

Os relatórios
na íntegra

O relatório, com 174 páginas, aberto em PDF, sem cadastro.

Perguntas
frequentes

Quem fez o diagnóstico da criança e do adolescente de Antônio Prado?

A Painel Pesquisas e Consultoria, com publicação em 2020. O Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente de Antônio Prado/RS foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA), financiado pela Cia Energética Rio das Antas (Ceran) e apoiado pela Secretaria Municipal de Habitação e Assistência Social, pela Administração Municipal e pelo Programa Cidades Sustentáveis. É o primeiro diagnóstico do tipo no município, em um volume de 174 páginas.

Quais regiões de Antônio Prado têm os piores indicadores?

O diagnóstico de Antônio Prado não faz um ranking geral, mas compara cada indicador entre as Regiões 1 a 5, na área urbana, e a Região Rural. A Região 3 (Aparecida, Vista Alegre e Rodeio) tem a maior proporção de crianças e adolescentes, 29,8%, o maior percentual de domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo, 15,6%, e a maior taxa de denúncias no Conselho Tutelar em 2018, 230,2 por mil. A Região 4 lidera em negligência e violência sexual.

De onde vêm os dados do diagnóstico de Antônio Prado?

Do Censo Demográfico do IBGE de 2010, que dá a população de cada região, do CadÚnico, do DATASUS e da RAIS, e de registros de 2018 e 2019 da rede de Antônio Prado: o Conselho Tutelar, o CRAS e o SCFV, a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul e as organizações ligadas ao COMDICA. Os nascimentos, sem endereço na base do SINASC, são analisados só para o município.

Quantos adolescentes de Antônio Prado participaram da pesquisa?

295 adolescentes de 12 a 17 anos de Antônio Prado responderam ao questionário em 2019, em sete escolas públicas e privadas do município; o plano amostral previa 941 entrevistas. Dos entrevistados, 71,9% dizem não conhecer o ECA, 46,1% trabalham, 80,6% na Região Rural, e 8,1% já tentaram suicídio. Duas rodas de conversa ouviram ainda conselheiros, técnicos da rede, professores e pais.

O que o diagnóstico recomenda para Antônio Prado?

O diagnóstico de Antônio Prado traz o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente, com metas para os cinco direitos do ECA e avaliação final em 2029: reduzir pela metade a gravidez na adolescência, atender a demanda de saúde mental, equipar o Conselho Tutelar para registrar os atendimentos no SIPIA, reduzir em 70% a evasão escolar, levar oficinas culturais e cinema às comunidades e abrir vagas de aprendiz a adolescentes vulneráveis.

Idealização

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Antônio Prado (COMDICA)

Financiamento

Cia Energética Rio das Antas (Ceran)

Realização

Painel Pesquisas e Consultoria

Apoiadores

Secretaria Municipal de Habitação e Assistência Social de Antônio PradoAdministração Municipal de Antônio PradoPrograma Cidades Sustentáveis

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